Deus o Vê Como um Valente!Juízes 6.12-16
Deus está constantemente lutando com a imagem que formamos de nós mesmos. Você pode se lembrar quando recebeu uma incumbência para realizar algo importante? Como você reagiu ou respondeu àquele encargo? Alguns dizem: “Eu não sou capaz e para mim não dá!” Outros dizem: “Não sei se tenho tal capacidade, mas já que fui escolhido, farei o melhor que puder com a sua orientação!”
Quando alguém nos pede para que façamos algo importante, é porque já fomos avaliados e a pessoa que nos avaliou, viu em nós aquilo que nunca vimos, ou seja, a “capacidade” para realizarmos algo especial. Quando você é chamado para realizar algo importante, significa que você está sendo valorizado; então, não se desvalorize!
Em nosso texto bíblico, nós lemos que o Anjo do Senhor apareceu a Gideão pedindo-lhe que libertasse o povo de Israel dos midianitas. As primeiras palavras que Gideão ouviu foram estas: (...) Você é corajoso [i.e. poderoso guerreiro, homem valente, valoroso], e o SENHOR está com você! (6:12) Esta era a imagem que Deus fazia de Gideão, mas qual a imagem que Gideão tinha de si mesmo? (...) Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante [i.e. o menor, insignificante] da minha família. (6:15)
É bom salientar, que Gideão possuía “crenças erradas” acerca de Deus e que provavelmente, estas lhe foram passadas por pessoas do seu convívio. (cf. 6:13) - Se Deus estava com o Seu povo, por que tanto sofrimento? - Se Deus estava com o Seu povo, por que Ele não realiza mais milagres? - Se Deus estava com o Seu povo, por que o havia abandonado?
Estas crenças não se parecem atuais? Saiba que quando você tem uma imagem distorcida de Deus e do Seu poder, você vive sob o manto do medo, da insegurança, da dúvida, da fraqueza e da incredulidade.
Em vez de se render a Deus e procurá-lo, ele tenta ser deus de si mesmo e aí, a sua malignidade não tem freio. No entanto, quando as coisas ficam ruins demais e o homem percebe o seu limite, ele se dá conta do quanto está frágil espiritualmente. (...) Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao SENHOR. (Jz.6:6 NTLH) A Bíblia diz: Vocês Me encontrarão sempre que Me procurarem; mas para isso, precisam Me procurar de todo o coração. (Je.29:13 BV) Na verdade, não foi Deus que os fez sofrer, mas foi a conduta errada deles próprios que os colocou naquela situação. O mesmo princípio se aplica aos dias atuais. Quando alguém vive uma vida sem observar os valores divinos perde a conexão com Deus. A Bíblia diz: Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. (Is.59:2 NVI) Deus quer se aproximar de você, mas é bem possível que você esteja correndo para o outro lado, para longe Dele. Você se lembra do profeta Jonas? No Seu amor, Deus sempre encontra uma pessoa com quem Ele pode contar em situações extremas. Eu não sei a situação em que você se encontra, mas é bem possível que você esteja diante de um grande desafio. Deus escolheu você para vencer o desafio que existe à sua frente. Como você irá responder? Com negativismo? Ou com coragem? O fato de Deus ter chamado você para estar aqui, ou para ler esta reflexão, significa que Ele quer fortalecer sua vida. O modo como Deus fala com você neste instante, é pela imagem criada originalmente por Ele em você. Deus acredita em você e o considera forte, corajoso e capaz de superar o que está à sua frente.
Talvez, você não se veja assim, mas isso não muda a imagem que Deus tem de você! Você pode se sentir neste momento inapto, fraco, medroso e insignificante, mas Deus o vê como alguém que pode ser vitorioso! Quando você aceita o que Deus diz sobre você, estará recobrando a imagem divina, na qual você foi criado. Procure aprender mais de Deus, viva uma vida que O honre por meio de Jesus Cristo e com certeza você será recompensado.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Salomão - A Pobreza de Uma Vida Com Riquezas!
ECLESIASTES 2.1-11
As riquezas têm sido o alvo de muita gente. Vivendo sob um sistema econômico capitalista e em um contexto cultural e social plenamente consumista, a obtenção de riquezas tem-se traduzido no alvo de vida e realização de muitas pessoas. Muitos pensam que ao atingir uma certa independência financeira, ao montar seu “império” econômico, a felicidade, a satisfação e o sentido da vida vão fluir interiormente, trazendo paz ao coração conturbado. É o pensamento de que quanto mais se tem (bens e riquezas) mais se é algo na vida. Assim sendo, não importa a maneira como se chega a possuir; o importante é possuir. Vemos o aumento da violência, dos assaltos, sequestros, roubos, extorsões, golpes, negociatas, trapaças, sonegações etc., tudo isso, geralmente, em busca de riquezas. O pior de tudo é que estas pessoas nunca se satisfazem com o que conseguem acumular. É a pobreza de uma vida com riquezas. 1. AMBIENTE HISTÓRICOO rei Salomão era filho do rei Davi com a ex-mulher de Urias – Bate-Seba. Seu nome significa “pacífico”. O profeta Natã o chamou de Jedidias, que quer dizer “amável do Senhor” (II Sm 12.25). Salomão começou a reinar com a idade de 20 anos. Obediente às orientações de seu pai, seguiu inicialmente os caminhos do Senhor, e por isso recebeu de Deus o presente da sabedoria (I Rs 3.3-28). Assim, Salomão começou seu reinado julgando seu povo com a luz divina. Salomão construiu um império econômico invejável (I Rs 10).Contudo, as suas diversas alianças com os povos vizinhos o levaram a inúmeros casamentos, o que acabou prejudicando o seu reinado. Ele começou a importar os costumes religiosos destas suas mil mulheres (I Rs 11.1-8), e seu coração se deixou seduzir pelos cultos pagãos. Apesar de toda pompa e riqueza, Salomão viveu dias de profunda pobreza. Seu coração apartou-se do Senhor, ele passou a explorar terrivelmente o povo e a vida se tomou uma enorme vaidade, algo sem sentido, como se lê em Eclesiastes: “correr atrás do vento” (v. 11). Salomão: a pobreza de uma vida cheia de riquezas. Tal condição de vida pode ser assim caracterizada: 2. VIDA CENTRADA NA AUTO-PROMOÇÃOSalomão, quando começou a reinar, pediu a Deus sabedoria para servir ao povo que liderava, com justiça e verdade. Contudo, sua atuação política e seus conchavos sociais o levaram a um afastamento de Deus e dos ideais que antes sustentava.Em Eclesiastes 2.1-11 encontramos um ideal alterado. Vemos um homem a serviço de si mesmo. Alguém somente preocupado com seu nome, com seus feitos, com suas obras. Perde-se a conta de quantas vezes aparecem no texto as expressões: “meu”, “minha”, e os verbos na primeira pessoa do singular, em alusão ao “eu”. A pobreza de uma vida cheia de riquezas é marcada por uma visão absolutizada de si mesmo, onde descarta-se o semelhante e ignora-se Deus, onde a expressão “serviço” deixa de existir no dicionário da vida, a não ser se for para ostentar e evidenciar seu próprio nome. Hoje, essa postura de Salomão tem tomado conta da vida de muita gente. É a vida egocentralizada, onde “não se move uma palha” pelas necessidades do semelhante e do necessitado. Temos em nosso país pessoas que fazem de tudo para ter seus nomes em destaque. Pessoas que só se preocupam com seus próprios interesses. A vida de nossa nação tem se tornado cada vez mais pobre, por causa da vida que está centralizada em si mesma. 3. VIDA PREOCUPADA COM FUTILIDADESUma outra realidade da vida de Salomão, no início de seu reinado, era a preocupação com a justiça social, com a verdade dos fatos, com uma política voltada para o bem-estar do povo, com a decência. Ideais nobres, porém frágeis em sua vida que, ao desviar-se de Deus modifica-os terrivelmente.Em Eclesiastes vemos a tremenda preocupação de Salomão em fazer alguma coisa. Ele procurava satisfação e paz de consciência em suas obras. Mas estas obras não lhe conferiram nada. Diz o texto: “Empreendi grandes obras, edifiquei para mim casas, plantei vinhas, fiz jardins, pomares. Fiz para mim açudes…”(vv.4-6). Mas nada disso preencheu os seus anseios. A preocupação de uma vida marcada pela pobreza, ainda que cheia de riquezas materiais é evidenciada pela consolidação das futilidades. Para muitas pessoas a vida se resume apenas em férias no exterior, gastos astronômicos com carros caríssimos, mansões, praias particulares, banquetes em restaurantes requintadíssimos, grifes… Para muita gente, isto é vida. Que pobreza interior! Enquanto isso, milhares de pessoas trabalham para amenizar a fome no país. Outras acordam nas madrugadas para enfrentar as filas e as greves nos transportes urbanos das cidades. Moram em barracos nas encostas dos morros que, em épocas de chuva, desabam matando muitos. As reais necessidades humanas são desprezadas, enquanto se dá grande valor às maiores futilidades. 4. BUSCA DO PRAZER NA VIDA VAZIAOutra realidade descrita no reinado iniciante de Salomão, era o prazer que tinha em ser instrumento de Deus para o governo do povo. Uma vez que se perde isto na vida, o homem anda desesperadamente à procura de algo que possa substituir esta realidade.Eclesiastes apresenta um Salomão boêmio, desvairado, inveterado, ébrio, alguém que forja inúmeras alternativas de prazer, para trazer gozo à sua alma. Veja a descrição do texto: “Amontoei para mim prata e outro… provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres”(v.8); e ainda: “Disse comigo: Vamos! eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade…” (v. 1); “resolvi no meu coração dar-me ao vinho…” (V.3). Veja a luta deste homem para tentar superar a pobreza de sua alma. A tristeza de uma vida sem ideal divino é desfalecida. Uma vida sem Deus torna-se um deserto árido, seco e sem verdor. Não pode haver prazer, nem gozo contínuo. E o homem se torna cativo, escravo de paliativos do prazer. E desta forma que se explicam os inúmeros casos de depressão, suicídio por “overdose” (no meio elitizado principalmente), os pais de família caídos nas sarjetas, embriagados, o crescimento da prostituição, dos bordéis e motéis que incentivam a promiscuidade sexual como alternativa de prazer. As jovens que se entregam sem pudor às relações sexuais ilícitas e buscam em seguida o aborto para solucionar um problema criado pelo prazer desenfreado. É a Síndrome de Lúcifer, bem descrita na biografia de Judas. O homem totalizando o prazer na vida vazia e sendo escravizado pela sua necessidade de prazer sem Deus. Entretanto, em meio às desilusões da pobreza de uma vida com riquezas, Salomão chega à mais surpreendente, feliz e sábia conclusão capaz de revestir de sentido a existência humana, tornando-a uma experiência profundamente rica. Ele conclui: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, porque isto é dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más”(Ec 12.13-14). - Por que Salomão chegou à conclusão de que tudo é vaidade e correr atrás do vento? - No meio evangélico há preocupação com as futilidades como acontece no meio secular? - O que você acha do sistema econômico que incentiva a acumulação cada vez maior de riquezas? |
O Sangue Precioso de CristoTexto básico: Levítico 17:1-16; Hebreus 9:22.
Disse o SENHOR a Moisés: Fala a Arão, e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel e dize-lhes: Isto é o que o SENHOR ordenou, dizendo: Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial ou fora dele, e os não trouxer à porta da tenda da congregação, como oferta ao SENHOR diante do seu tabernáculo, a tal homem será imputada a culpa do sangue; derramou sangue, pelo que esse homem será eliminado do seu povo; para que os filhos de Israel, trazendo os seus sacrifícios, que imolam em campo aberto, os apresentem ao SENHOR, à porta da tenda da congregação, ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios pacíficos ao SENHOR. O sacerdote aspergirá o sangue sobre o altar do SENHOR, à porta da tenda da congregação, e queimará a gordura de aroma agradável ao SENHOR. Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações. Dize-lhes, pois: Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que oferecer holocausto ou sacrifício e não o trouxer à porta da tenda da congregação, para oferecê-lo ao SENHOR, esse homem será eliminado do seu povo. Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra ele me voltarei e o eliminarei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida. Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: nenhuma alma de entre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que peregrina entre vós o comerá. Qualquer homem dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que caçar animal ou ave que se come derramará o seu sangue e o cobrirá com pó. Portanto, a vida de toda carne é o seu sangue; por isso, tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado. Todo homem, quer natural, quer estrangeiro, que comer o que morre por si ou dilacerado lavará as suas vestes, banhar-se-á em água e será imundo até à tarde; depois, será limpo. Mas, se não as lavar, nem banhar o corpo, levará sobre si a sua iniquidade. (Levítico 17:1-16 RA).
Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. (Hebreus 9:22 RA).
Quando falamos em sangue, normalmente não nos sentimos confortáveis, mas a Palavra de Deus nos revela a importância dele. Especialmente quando ele se refere ao 'Precioso sangue de Cristo'. O sangue de Cristo é eterno, por isso Pedro nos revela que já era conhecido antes da fundação do mundo.
'Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós (1 Pedro 1:18-20 RA).
Por isso Deus nos fala através dos tempos através do sangue.
E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim. (Genesis 4:10 RA)
E a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel. (Hebreus 12:24 RA). Por isso Deus o requer, por ser do Seu próprio Filho.
Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem. (Genesis 9:5 RA)
Pois aquele que requer o sangue lembra-se deles e não se esquece do clamor dos aflitos. (Salmos 9:12 RA). Ele é sinal, para que a morte não tenha poder sobre nós.
O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito. (Êxodo 12:13 RA).
Ele é preço de resgate. Através dele fomos redimidos (remidos), comprados de volta. Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, (1 Pedro 1:18-19 RA) Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. (Atos 20:28 RA).
No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, (Efésios 1:7 RA)
Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão. (Hebreus 9:22 RA). Ele nos lava dos pecados e nos torna limpos diante de Deus.
Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, (Apocalipse 7:14 RA).
Ele nos aproxima de Deus.
Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. (Efésios 2:13 RA).
Ele é propiciação. (nos favorece diante de Deus)
A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; (Romanos 3:25 RA).
Através dele temos acesso a Deus, pois ele nos dá ousadia.
Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, (Hebreus 10:19 RA).
E assim somos justificados.
Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (Romanos 5:9 RA).
Ele nos liberta
e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, (Apocalipse 1:5 RA)
Ele nos purifica.
não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! (Hebreus 9:12-14 RA)
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 João 1:7 RA). Ele nos santifica.
Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. (Hebreus 13:12 RA).
Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. (1 Pedro 1:2 RA) Ele testifica.
E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito. (1 João 5:8 RA).
Ele tem poder para ressuscitar.
Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, (Hebreus 13:20 RA).
Nele temos paz.
e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. (Colossenses 1:20 RA).
Nele somos vitoriosos.
Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. (Apocalipse 12:11 RA)
Autor: Alcebídios Garcia Dias
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O Ministério da Reconciliação
II Coríntios 5:17-18
“Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação;” Introdução: Reconciliar é mudar; é a união de duas ou mais partes pela renovação de bases ou causas de desarmonia. A reconciliação é necessária para por um fim à inimizade existente e está relacionada com a restauração da comunhão entre o homem pecador e DEUS, através de JESUS CRISTO, o Redentor. Por causa de suas más ações, o homem é declarado inimigo de DEUS – Romanos 5:8. Porém a grande troca feita por Deus: Jesus não conheceu pecado, e Deus o fez pecado por nós; nós conhecemos pecado, e Deus nos fez justiça através dele! Ele levou sobre si os nossos pecados; levamos sobre nós a justiça dele! Que maravilha! Isaías 59:1-2; Efésios 2:14-18. Deus fez tudo novo quando justificou (salvou, perdoou) o pecador. Deus não justificou o pecado mas o pecador . Para sermos novas criaturas, temos que deixar de praticar as coisas condenadas por Deus I Coríntios 6:9-11. I – CRISTO SE FEZ EXPIAÇÃO POR NÓSLevíticos 16 descreve o Dia da Expiação onde o sumo sacerdote, vestia as vestes sagradas e primeiro oferecia um novilho pelos seus próprios pecados, depois lançava sorte sobre dois bodes sacrificava o primeiro e levava seu sangue no lugar santíssimo, e aspergia sobre o propiciatório, assim se fazia expiação pelos pecados da nação inteira (16:15-16). Após isto o sacerdote tomava o outro bode e impunha as mãos sobre a sua cabeça, confessava sobre ele todos os pecados dos israelitas e o enviava ao deserto, simbolizando assim que os pecados deles eram levados para fora do arraial para serem aniquilados no deserto (16:21-22). A Expiação era realizada tendo por efeito todos os pecados e transgressões do ano anterior (16:16-21) e precisava ser repetida todo ano. Este simbolismo prenuncia a obra de Jesus Cristo – Hebreus 9:6;10;18. O fato dos sacrifícios do AT serem repetidos anualmente, indica que eles eram provisórios. Apontavam para um tempo futuro, quando então, Cristo viria para remover permanentemente todo o pecado confessado – Hebreus 9:28; 10:10-18. Os dois bodes representam a expiação, o perdão, a reconciliação e a purificação consumados por Cristo.II – O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃOO apóstolo Paulo diz que recebemos o ministério da reconciliação. Aqui devemos lembrar que a palavra usada para se referir a ministério é diakonian (serviço), a graça da reconciliação é aplicada em nós pelo ministério do evangelho de tal modo que podemos compartilhá-lo como embaixadores de Cristo, com o fim de reconciliar os homens com Deus – II Coríntios 5:20. É uma dignidade singular os ministros do evangelho serem enviados por Deus com autoridade sobre o império das trevas e mensageiros do reino luz – Colossenses 1:13. Assim, podemos dizer que o ministério da reconciliação é a declaração, divinamente autorizada, da obra de Cristo em favor do pecador. Quando anunciamos o evangelho anunciamos o ministério da reconciliação. E, considerando que todos os crentes são comissionados por Deus para anunciar as virtudes de Jesus, é importante informar que todos nós, somos ministros da reconciliação. Veja o que diz I Pedro 2:9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”. Stott observa que devemos considerar o tempo verbal grego. A ideia de “reconciliou” não é algo que está sendo feito, mas de algo que já foi feito. Não foi um caso tentativo, preliminar. A reconciliação foi finalizada na morte de Cristo. Paulo não pregava uma reconciliação gradual. Ele pregava algo feito uma vez por todas. Portanto, a obra de reconciliação foi terminada na cruz, mas é necessário que os pecadores creiam e se arrependam para que assim sejam reconciliados com Deus.Conclusão: “Por meio de CRISTO JESUS, nosso passado foi perdoado e nosso futuro está garantido.” – Max Lucado. A mensagem da reconciliação deve ser apresentada por todos que já se reconciliaram com muito amor e mostrando sempre o grande perdão de Deus para com a humanidade. |
COMO ASSIM [OUTRAS] COISAS?
Notas
[1] Pp. 400-1.
[2] Pp.400
[3] Estudo Perspicaz, Vol.2, pp.502
Por Marcelo Berti
Será que Colossenses 1:16, 17 (ALA) exclui Jesus de ter sido criado, ao dizer “nele foram criadas todas as cousas . . . tudo foi criado por meio dele e para ele”? A palavra grega traduzida aqui por “todas” é pán‧ta, forma flexionada de pas. Em Lucas 13:2, ALA traduz isso por “todos os outros”; BV “os demais”; HR diz “todos os mais”. (Veja também Lucas 21:29 na BLH e Filipenses 2:21 na PIB.) Em harmonia com todas as outras coisas que a Bíblia diz a respeito do Filho, a NM atribui o mesmo sentido a pán‧ta em Colossenses 1:16, 17, de modo que reza, em parte, “mediante ele foram criadas todas as outras coisas . . . Todas as outras coisas foram criadas por intermédio dele e para ele”. Assim, indica-se que ele é um ser criado, faz parte da criação produzida por Deus.[1]
Muitas pessoas querem saber a verdade sobre quem Jesus é, e a frase acima demonstra exatamente isso. Algumas pessoas acham que Ele é o Criador de todas as [outras] coisas encontradas no universo. Ou seja, embora seja Ele um ser criado por Jeová, ele é criador com Ele de todas as [outras] coisas. Isso é exatamente o que lemos na citação acima, retirada do livro Raciocínios. Mas, será isso mesmo verdade?
Nossa primeira observação a esse argumento é que o adjetivo grego “pas” é usado 1243x em todo o Novo Testamento, e o autor está fundamentando sua tradução em três ocorrências. Em outras palavras, 1240 ocasiões são menos importantes que essas três. Ou seja, a tradução proposta pela TNM, seguindo o argumento desse autor, é fundamentada na exceção do uso do adjetivo “pas”. Nossa pergunta nesse ponto é: Isso é válido?
Para responder a essa pergunta, vamos analisar os exemplos que o autor oferece. Em Lc.13.2 lemos na TNM: “Ele lhes disse, assim, em resposta: “Imaginais que esses galileus se mostraram piores pecadores do que todos os outros galileus, porque sofreram tais coisas?”. Note que o termo galileus é usado duas vezes e que o texto faz clara distinção entre dois grupos distintos de galileus. Ou seja, o próprio texto estabelece um contexto em que o adjetivo “pas” não possa significar todos em absoluto, mas todos em distinção do grupo previamente identificado. Portanto, parece óbvio que o segundo grupo de galileus não é o mesmo do anterior, tendo a inclusão do termo “outros” ou não. Segue-se que, nesse caso o contexto exige tal inserção. Mas que dizer de Cl.1.16: nesse texto vemos esse indicativo?
Em Lucas 21.29 lemos na TNM: “Com isso contou-lhes uma ilustração: “Reparai na figueira e em todas as outras árvores”. Note que o caso é similar: Dois grupos distintos de árvores são contrastadas, as figueiras e as demais. Nesse caso, como no anterior, o contexto exige tal distinção. Será que tal exigência é vista em Cl.1.16?
Em Filepenses.2.21 lemos na TNM: “Pois todos os outros estão buscando os seus próprios interesses, não os de Cristo Jesus”. Novamente dois grupos contrastados: os cristãos e os demais. Novamente vemos que quando o contexto exige a distinção, o uso do termo “outros” na tradução não é um equívoco, mas uma necessidade. Mas, em Cl.1.16 vemos essa exigência e necessidade? Com que criação as “outras” coisas foram contrastadas?
Note que o autor responde a essa pergunta: “Em harmonia com todas as outras coisas que a Bíblia diz a respeito do Filho, a NM atribui o mesmo sentido a pán‧ta em Colossenses 1:16, 17, (…) Assim, indica-se que ele é um ser criado, faz parte da criação produzida por Deus”. Ou seja, o autor não encontrou no contexto do texto qualquer indicação de contraste sendo realizada, e de pronto, julgou necessário recorrer à sua teologia para justificar a versão da TNM. Note que tal autor nada apresenta sobre “todas as outras coisas que a Bíblia ensina”, apenas diz que o todo das escrituras afirmam que Jesus é Criado.
Vamos considerar, portanto, que tal autor entende o termo “primogênito” como um indicativo de sua criação. Aliás, pouco antes no mesmo texto ele atesta: “a Bíblia aplica esta expressão unicamente ao Filho. Segundo o significado costumeiro de “primogênito”, indica que Jesus é o mais velho da família dos filhos de Jeová[2]”. Segundo esse autor, o texto de Paulo utiliza o sentido costumeiro de “primogênito” e conclui que Jesus é a primeira criação de Deus. Entretanto, esse não é o único argumento em defesa da TNM, pois o autor completa:
“Antes de Colossenses 1:15, a expressão “primogênito” ocorre mais de 30 vezes na Bíblia, e em todos os casos em que é aplicado a criaturas viventes, tem o mesmo significado — o primogênito faz parte do grupo. “O primogênito de Israel” é um dos filhos de Israel; “o primogênito de Faraó” é um da família de Faraó; “os primogênitos dos animais” são eles próprios animais. O que faz com que alguns atribuam, então, um significado diferente a “primogênito” em Colossenses 1:15? O emprego bíblico, ou a crença à qual já se apegaram e para a qual procuram prova?”
Note que o autor descarta a possibilidade de outro sentido para o termo primogênito afirmando que os que o fazem prestigiam sua teologia e não as escrituras, pois, segundo ele, o termo primogênito nunca é usado nas escrituras nesse sentido. Todavia, essa afirmação não é verdadeira. Devemos ainda lembrar o leitor que o termo grego para primogênito é usado diversas vezes na Septuaginta e nem sempre é usada no sentido usual que o autor propõe. Por exemplo, em Gn.4.4 o termo é usado descrever a parte mais importante de um rebanho. Em Ex.4.22 o mesmo termo grego é usado, muito embora o sentido auferido descreva o relacionamento de Israel para com Deus. Em Ez.44.30 vemos a mesma idéia de Gn.4.4, que trata da parte mais importante de uma plantação que deveria ser ofertada aos sacerdotes. Mesmo no Novo Testamento vemos o texto de Hb.12.23 cujo o uso do mesmo termo é feito com diferente do proposto pelo autor da STV. Mas, devemos lembrar que, realizar essa análise e ignorar o modo como Paulo usa esse termo, de nada adianta, afinal, não procurarmos saber a definição de “primogênito”, mas o modo como Paulo usa o termo.
Por isso, observe que Paulo além de chamar a Cristo de “primogênito de toda criação” (v.15), também o chama de ”primogênito dentre os mortos” (v.18). Nesse momento percebemos que Paulo não está fazendo uso do termo do modo costumeiro, visto que ninguém poderia ser o primeiro nascido dentre os que morreram. Isso não faz qualquer sentido. Ao que o contexto (textual) de Cl.1.16 indica, o termo primogênito não está sendo utilizado no sentido q de filho que tem a primazia sobre a herança do Pai, conceito recorrente na teologia de Paulo (Rm.8.17; Gl.3.29; 4.7; cf. Hb.1.2).
Além disso, devemos lembrar que não encontramos no texto de Cl.1.16 nada que demonstre que o termo “toda criação” esteja em contraste com o termo primogênito. Ou seja, ainda que o significado do termo seguisse o modo usual defendido pela STV, não encontramos a mesma necessidade da inserção do termo “outras” como vemos nos textos usados como exemplo pelo autor. Portanto, concluímos que tal inserção é desnecessária e motivada por teologia.
O problema da interpretação proposta nesse parágrafo é sua contradição explícita com outro verso das escrituras, que na TNM é lido assim: “Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência” (Jo.1.3). Observe que no desejo de defender Jesus como criatura, o autor acabou entrando em franca contradição com Jo.1.3 que diz que Jesus é o responsável pela existência de todas as coisas, e que SEM ELE nada do que existe veio à existência. Ou seja, se Jesus foi criado, segundo Jo.1.3, isso significa que Ele se criou, o que é impossível.
O grande mal de assumir que as inserções são de fato texto inspirados é construir teologia e ensinar baseado nessa inserção. Observe o que lemos na obra Estudo Perspicaz:
Jeová também mostrou amor ao conceder ao seu primeiro criado Filho espiritual o privilégio de participar com Ele em todas as demais obras criativas, tanto espirituais como materiais, fazendo generosamente com que este fato se tornasse conhecido, com a honra resultante para seu Filho. (Gên 1:26; Col 1:15-17) Assim, não receou tibiamente a possibilidade duma competição, mas, antes, demonstrou inteira confiança em sua própria Soberania legítima[3]
Observe que o texto já inicia com a declaração de que Cristo é criado e que foi convidado a criar as outras coisas, debaixo da autorização do Pai. Contudo, o fundamento para essa afirmação teológica, segundo esse autor, é o próprio texto de Cl.1.16. Ou seja, Jesus é criado e co-criador por que Cl.1.16 diz. Note que a distorção já não precisa ser analisada, apenas apresentada. Porém, vemos nessa afirmação a teológica ser construída sobre um termo que não faz parte do texto do apóstolo Paulo, mas trata-se de uma inserção da STV. Ou seja, mais uma vez o texto do apóstolo Paulo tem pouco valor, o que importa é a inserção e a promoção da teologia da STV. Os Testemunhas de Jeová que leram essa citação e abriram suas TNM para verificar as citações, entenderam que tal afirmação era verdadeira pois estava nas escrituras. Mal sabem eles que foi tal teologia que colocou tal idéia na TNM.
Portanto, devemos admitir que colocar o termo [outras] no texto de Cl.1.16 não é justificado pela gramática do texto, pela semântica do termo grego “pâs” no uso que é feito nesse texto, e que tal inclusão faz com que o significado do texto entre em conflito com outras passagens da escritura (Jo.1.3). Segue-se que não parece justificada a tentativa de chamar Jesus Cristo de um ser criado, por que a Bíblia ensina que Ele é Criador.
Notas
[1] Pp. 400-1.
[2] Pp.400
[3] Estudo Perspicaz, Vol.2, pp.502
Fonte: Teologando
É dificil entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, cheio do Espírito Santo, chegue a tal situação. Elias, não foi o primeiro, e não será o único. Por todos os dias, desfrutamos de misericórdia e fidelidade Divina, porém, quando as tribulações nos chegam, a falibilidade humana, tende a esquecer a infalibilidade de Deus. Elias, estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas:Ameaçado de morte, foge da terrível Jezabel e refugia-se no deserto, embaixo de um pé de zimbro, pedindo a morte.
Ele preferia ser morto por Deus, a
ser entregue a uma ímpia . Elias, havia presenciado a morte, de muitos profetas, não
esperava, contudo, que sua vez chegaria. Afinal, ele era amigo de Deus, com
muitas promessas a serem realizadas. Isto já conteceu com você? Acreditou
firmemente nas promessas Divinas e de repente viu tudo conspirar contra? Deus,
havia esquecido de Elias? Haveria Deus, esquecido de mim e de você? Dos que O
buscam e confiam em Sua providência?
Eu já estive como Elias. Foi quando escrevi
o artigo: "No começo era o fim" ou "Não temas, verme de
Jacó". Estive, em um momento de grande angústia, vi, uma porção preciosa
de minha vida desmoronar. Parecia o fim. Não cheguei a pedir a morte, mas, era
como se houvesse morrido. Me refugiei no "zimbro", A Palavra de Deus.
As mensagens, que ministro, passam primeiramente por mim. Deus, me fala, me
anima, me conforta, e me sinto na obrigação de fazer o mesmo. Porque sei, que
outras vidas serão edificadas. Embaixo do "zimbro", recebo Àgua e
Pão. Me fortaleço para prosseguir, confiante de que Deus está comigo.
Hoje, ao reler o artigo que escrevi a
dois anos atrás, vejo como Deus me foi fiel. Converteu o mal começo. Tornou tudo novo e
melhor! Maravilhoso É O Senhor! Grande em poder e misericórdia! Elias, caminhou
solitário, por um dia, em direção ao deserto, sem comida, nem água, em
silêncio, conversou com Deus, porque sequer tinha forças para falar. Ao
encontrar a sombra, contemplou a aridez do solo, o céu, sem nuvens, e erguendo
sua voz, orou, a Deus. Não era a oração que Deus, queria ouvir. Mas que Deus,
sabia ser possível e previsível a todo e qualquer homem limitado e oprimido.
Satanás, ataca-nos em nossos momentos
de fraqueza. Foi assim, com Jesus, no deserto. Jesus, teve fome, o inimigo, lhe ofereceu
pão. Ele se apresenta, como a solução mais rápida e fácil. Foi assim com Elias:
"Pede a morte, você, não merece mais viver dessa forma", essa voz,
"martelava" na cabeça do profeta. Assim, como martelou na de Moisés,
Jonas e Jô. Exatamente, quando se acharam em grande aperto, eles, também,
pediram a morte. Ao nos sentirmos derrotados, o inimigo, tem a vitória.
Quando você estiver caminhando para o
deserto, lembre-se, refugie-se no zimbro: "E deitou-se e dormiu debaixo do
zimbro; eis então que o anjo o tocou, e lhe disse: levanta-te come" I Rs
19:5. Elias, estava tão desanimado que comeu bebeu, mas dormiu novamente. Isto,
pode acontecer conosco. Elias, recebeu o Rhema de Deus. Deus, falando
especificamente para Ele. Uma palavra viva, tão viva, que moveu o céu. Um anjo,
visível, lhe animando. Elias, tornou a dormir. E pela segunda vez ouviu:
"Levanta e come, te será muito longo o caminho"I Rs 19:7. O caminho
foi realmente longo, o profeta, caminhou por quarenta dias no deserto,
fortalecido por Deus.
Talvez, Elias desejasse, comer e
dormir para sempre, mas, é impossível, permanecer inerte, quando Deus nos fala fazendo-nos
saber que está conosco. Quando Deus fala, tudo se transforma. Quando Ele diz:
"Não temas, pois, porque estou contigo" Is 43:5, impossível não se
levantar. O profeta, seguiu, porém, após os quarenta dias, tornou a se sentir
fraco. Se refugiou em uma caverna, e Deus, novamente, o falou, através de uma
brisa "mansa e delicada". Elias estava obstinado. Deus, porém, não
desistiu de Elias. Ele nunca desiste de nós. Por isso, "saia da
caverna". Não se intimide pelas ameaças do inimigo. Coma e beba no
"zimbro" e não desista.
"Senhor, mataram todos os
profetas e só eu fiquei e buscam minha vida para matar-me" I Rs
19:14. Elias, estava certo de que era o único naquela situação. Deus,
pacientemente , o manda retornar, diz para ele ungir Eliseu como profeta para
substitui-lo, por fim, revela a Elias que existiam mais sete mil homens
(profetas), na mesma situação dele: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não
somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de vidas em situação
igual ou pior que a nossa.
A história de Elias, teve um final
feliz. Ele venceu em vida, até ser arrebatado aos céus. Seus inimigos, tiveram um fim
trágico. Elias, com todas as suas falhas, foi agradável a Deus. Conosco, não é
diferente. Deus nos ama. Mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele,
não quer que desistamos, mas que nos refugiemos Nele. No "zimbro",
onde Àgua e Comida, nos fortalecerá rumo a vitória. Que as lições de Elias
"homem sujeito ás mesmas paixões que nós"Tg 5:17, fale, profundamente
aos nossos corações, amém.
Wilma Rejane
A FIDELIDADE DOS OBREIROS DO SENHOR
INTRODUÇÃO
I. A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
CONCLUSÃO
3ºTrimestre/2013
Texto Básico: Filipenses 2:19-30
“Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação” (Fp 2:19–ARA)
INTRODUÇÃO
Na Aula 04, vimos Paulo apresentar o Senhor Jesus como o exemplo, o modelo de supremo de humildade. Mas alguém poderia argumentar: “Sim, mas Jesus era Deus e nós somos simples mortais”. Por isso, na Carta aos Filipenses, Paulo dá três exemplos de homens que manifestavam essa mesma atitude de Cristo: ele mesmo (Paulo – Fp 2:17,18), Timóteo e Epafrodito(Fp 2:19-30). Se compararmos Cristo ao Sol, esses três homens de Deus são luasrefletindo a glória do Sol. São luzeiros num mundo em trevas. É bom nos conscientizarmos que, conquanto sejamos luz do mundo, não temos luz própria. Nós somos apenas como a lua, refletimos a luz do Sol (Jesus Cristo).
Nesta Aula, cabe uma reflexão do pastorado contemporâneo à luz do contexto evangélico atual. A cada ano a igreja evangélica se torna mais forte, midiática, política e numerosa. A tentação de homens desejarem o "episcopado" pela motivação errada é enorme. Não há outro caminho a ser feito para evitar as motivações erradas que o da humilhação, voluntariedade e simplicidade. Por isso todo candidato ao Ministério Eclesiástico precisa mergulhar profundamente no compêndio doutrinário da Igreja, o Novo Testamento, e vivenciar a vida daqueles que deram tudo de si para o engrandecimento do Reino de Cristo. Trataremos, à luz de Filipenses 2:19-30, da dedicação e fidelidade de Paulo, Timóteo e Epafrodito, homens que não mediram esforços para que a Obra de Cristo fosse plenamente exitosa.
I. A PREOCUPAÇÃO DE PAULO COM A IGREJA
O apóstolo Paulo era um verdadeiro pastor: provado e aprovado por Cristo. Um líder comprometido com o pastorado. Um líder que amava a Igreja de Cristo. Um líder que valorizava as pessoas. Embora estivesse tão distante, cerca de mil e cem quilômetros, tinha o seu coração inclinado para os cristãos de Filipos. Ele era um líder que amava a igreja e se preocupava com ela. Sem dúvida, estas são características basilares de um verdadeiro pastor. São as mesmas que vivenciava o seu Líder-mor, Jesus. Ele chegou a dizer que: "O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11). Não há dúvidas que esta era a disposição do apóstolo Paulo. Somente dá a vida por alguém aquele que compreende o real valor do outro. Para o apóstolo o valor de uma vida era incalculável. Por isso, mesmo preso, Paulo informa o seu plano de enviar Timóteo a Filipos e a ida de Epafrodito, levando informações escritas, a saber, a Epístola de Filipenses, para assegurar aos cristãos daquela comunidade do bem-estar de Paulo. Estes obreiros, os quais foram preparados por Paulo, eram pessoas da sua maior confiança. Eles haviam aprendido o modelo paulino de liderança. Eles sabiam que o exercício do ministério de serviço (pastorado) deve levar em conta a humildade, a disposição e o amor pelas pessoas que constituem o rebanho.
A preocupação de Paulo com a igreja é demonstrada neste conselho contundente e bastante contemporâneo, ao pastor Timóteo: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido" (2Tm 3:14). Este era o grande desafio para os obreiros de Filipos. Por ser uma igreja nova na fé o perigo de os seus obreiros desviarem-se do alvo era iminente. Falsos ensinadores, os gnósticos e judaizantes, se multiplicavam nas cercanias da igreja filipense.
O ministério pastoral nunca pode ser encarado numa perspectiva dominadora; mas, servidora, espontânea e voluntária. Deve ser manifestada no mesmo "espírito" de Pedro: "apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente [...] nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1Pe 5:2,3).
II. O ENVIO DE TIMÓTEO A FILIPOS (Fp 2:19-24)
Timóteo estava com Paulo em Roma quando o apóstolo escreveu a carta aos Filipenses. Ele tinha viajado com Paulo em sua segunda viagem missionário, quando a igreja em Filipos ainda estava no início, de modo que os filipenses conheciam Timóteo. Paulo não podia visitar os filipenses, de maneira que ele esperava enviar Timóteo em seu nome. Timóteo tinha visitado várias igrejas como representante de Paulo em outras ocasiões (cf 1Co 4:17; 15:10; 1Ts 3:2).
Veja algumas qualidades especiais de Timóteo que o credenciaram como um Obreiro de confiança do apóstolo Paulo para a missão especial à Igreja de Filipos(Adaptado do livro Filipenses – Rev. Hernandes Dias Lopes):
1. Timóteo, um obreiro de bons Antecedentes. Sua mãe e sua avó eram crentes (2Tm 1:5). Ele conhecia a Palavra de Deus desde a infância (2Tm 3:15). Converteu-se na primeira viagem missionária de Paulo e cresceu espiritualmente, pois passou a ter bom testemunho em sua cidade antes de unir-se ao apóstolo em sua segunda viagem missionária (At 16:1,2). Timóteo era filho de Paulo na fé (1Tm 1:2), cooperador de Paulo (Rm 16:21), e mensageiro de Paulo às igrejas (1Ts 3:6; 1Co 4:17; 16:10,11; Fp 2:19). Ele esteve preso com Paulo em Roma (Fp 1:1; Hb 13:23). Ele tinha um caráter provado (Fp 2:22) e cuidava dos interesses de Cristo (Fp 2:21) e dos interesses da Igreja de Cristo (Fp 2:20). Esteve presente quando a igreja de Filipos foi estabelecida (At 16:11-40; 1Ts 2:2) e, ainda, subsequentemente também os visitou, mais de uma vez (At 19:21,22; 20:3-6; 1Co 1:1). Portanto, ele era o obreiro indicado para ser enviada novamente à igreja de Filipos.
2. Timóteo, um homem singular (Fp 2:20a). Ele era um homem singular pela sua obediência e submissão a Cristo e ao apóstolo Paulo como um filho a um pai. Havia muitos cooperadores de Paulo, mas Timóteo ocupava um lugar especial no coração do veterano apóstolo.
3. Timóteo, um homem que cuidava dos interesses dos outros (Fp 2:20b). Ele aprendeu o princípio ensinado por Paulo de cuidar dos interesses dos outros (Fp 2:4), princípio esse exemplificado por Cristo (Fp 2:5) e pelo próprio apóstolo (Fp 2:17).
Timóteo vivia de forma altruísta, pois o centro da sua atenção não estava em si mesmo, mas na Igreja de Deus. Ele não buscava riqueza, nem promoção pessoal. Ele não estava no ministério em busca de vantagens; ele tinha um alvo: cuidar dos interesses da igreja.
4. Timóteo, um homem que cuidava dos interesses de Cristo (Fp 2:21). Só existem dois estilos de vida: daqueles que vivem para si mesmos (Fp 2:21) e daqueles que vivem para Cristo (Fp 1:21). Timóteo queria cuidar dos interesses de Cristo, e não dos seus próprios. Sua vida estava centrada em Cristo (Fp 2:21) e nos irmãos (Fp 2:20b), e não no seu próprio eu (Fp 2:21). Embora alguns em Roma pregassem o evangelho "por amor" (Fp 1:16), de todos quantos estavam disponíveis perante Paulo, nenhum era tão destituído de egoísmo quanto Timóteo. Para Timóteo, como para Paulo, a causa de Cristo Jesus envolvia o bem-estar de seu povo.
5. Timóteo, um homem de caráter provado (Fp 2:22). Timóteo desfrutava de um bom testemunho antes de ser missionário (At 16:1,2), e agora, quando Paulo está para lhe passar o bastão, como continuador da sua obra, dá testemunho de que ele continua tendo um caráter provado (Fp 2:22).
É lamentável que muitos líderes religiosos que são grandes em fama e riqueza sejam anões no caráter. Vivemos uma crise avassaladora de integridade no meio evangélico brasileiro. Precisamos urgentemente de homens íntegros, provados, que sejam modelo do rebanho.
III. EPAFRODITO, UM OBREIRO DEDICADO (Fp 2:25-30)
25. Julguei, contudo, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades;
26. Porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27. E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28. Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
29. “Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse”;
30. Porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço.
O apóstolo Paulo agora se volta de Timóteo para Epafrodito. Este valoroso e dedicado obreiro só é citado na Carta aos Filipenses, no capítulo 2:25-30 e no capítulo 4:18, mas é o suficiente para compreendermos seu profundo amor por Jesus e pela Igreja.
Não sabemos se ele é o Epafras de Colossenses 4:12. Não há como afirmar isso com certeza. Em todo caso, sabemos que morava em Filipos, era um gentil, e que pode ter sido um presbítero da igreja.
Vejamos, em resumo, uma análise do texto de Fp 2:25-30.
“... por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades” (Fp 2:25).
- “por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas”. Paulo queria que os filipenses soubessem o quanto ele estimava Epafrodito, de modo que ele o caracterizou através de três nomes (cf Fp 2:25):
< !--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->meu irmão, significando um irmão em Cristo. Se nós estamos em Cristo, há um elo de amor fraternal que nos une uns aos outros. Essa é uma palavra que destaca a relação de família.
< !--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->meu cooperador, que significa que ele também estava trabalhando para o Reino de Deus.Epafrodito era um trabalhador na obra de Cristo e um ajudador de Paulo.
< !--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->meu companheiro nos combates, referindo-se à solidariedade entre os crentes que estão lutando na mesma batalha. A vida cristã não é um parque de diversões, uma colônia de férias, mas um campo de guerra. Epafrodito estava no meio desse campo de lutas com o apóstolo Paulo. Epafrodito era um homem que sabia trabalhar com os outros, qualidade essencial na vida cristã e no serviço do Senhor. Sejamos “cooperadores e companheiros de lutas”, para o bem da obra do Senhor.
- “por outro lado, vosso enviado e vosso auxiliar nas minhas necessidades”. Paulo declara ser Epafrodito um “enviado”, ou seja, um mensageiro para prover as suas necessidades. Percebemos nisso, outra indicação importante de sua personalidade. Aqui, Paulo descreve Epafrodito de duas maneiras em relação ao seu serviço à igreja:
< !--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Primeiro, ele é descrito como um “enviado”, ou seja, um mensageiro, um “apóstolo” da igreja. Aqui a palavra "apóstolo" tem o sentido "daquele que é enviado com um recado". A missão de Epafrodito não foi apenas a de trazer a Paulo o donativo da igreja filipense, mas também a de servir a Paulo de qualquer forma que fosse requerida. Portanto, Epafrodito fora “enviado”tanto para levar uma oferta quanto para ser uma oferta dos filipenses a Paulo.
< !--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Segundo, ele é descrito como “auxiliar” da igreja para ajudar Paulo. Paulo quer nos ensinar que o crente é um sacerdote que ministra um culto a Deus enquanto atende às necessidades dos outros. Epafrodito fazia do seu serviço prestado à igreja uma “liturgia” e um culto a Deus. Epafrodito tinha ido a Roma não apenas para levar recursos financeiros para Paulo, mas também para ministrar às necessidades espirituais de Paulo, sem prazo determinado para voltar.
Esse dedicado obreiro colocou as necessidades dos outros acima de suas próprias. Ele estava sempre pronto a fazer os trabalhos mais comuns e menos honrosos. Hoje, são muitos os interessados em trabalhos agradáveis e visíveis. Deve-se reconhecer e agradecer a Deus a vida daqueles que fazem trabalho rotineiro, sem alarde e sem visibilidade. Por fazer o trabalho árduo, Epafrodito se humilhou. Deus, porém, o exaltou, registrando seu fiel serviço no capítulo 2 da Carta aos Filipenses, para conhecimento das gerações vindouras.
“Porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2:26,27).
A igreja de Filipos enviou Epafrodito a uma distância de pelo menos mil e cem quilômetros para prestar ajuda a Paulo. O fiel mensageiro adoeceu como resultado disso, pouco faltando para morrer. Essa situação deixou Epafrodito preocupado – não com sua doença, mas pelo receio de que os santos de Filipos viessem a saber disso e se culpassem por tê-lo enviado naquela viagem, pondo sua vida em risco. Vemos em Epafrodito verdadeiramente“um coração despreocupado quanto a si mesmo”.
Estes versículos são muito importantes para esclarecer sobre o assunto da cura divina:
- Em primeiro lugar, a doença nem sempre é consequência de pecado na vida. Epafrodito adoeceu por ser fiel no cumprimento de suas responsabilidades - cf. v.30 -: “pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte”.
- Em segundo lugar, nem sempre é da vontade de Deus a cura instantânea e miraculosa da pessoa. Pelo que se vê, a doença de Epafrodito se prolongou, e sua recuperação foi lenta (cf. também 2Tm 4:20; 3João 2).
- Em terceiro lugar, a cura é pela misericórdia de Deus, e não coisa que possamos exigir dEle como nosso direito. A cura de Epafrodito foi um ato da misericórdia de Deus. Não há aqui qualquer palavra de Paulo acerca da cura pela fé. Simplesmente o apóstolo afirma que Deus teve misericórdia dele e de Epafrodito. Portanto, precisamos nos acautelar acerca dos embusteiros que enganam os incautos com falsos milagres e se enriquecem com promessas vazias.
“Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza”(Fp 2:28).
Depois que Epafrodito se recuperou, Paulo se apressou em mandá-lo para casa. Epafrodito pode ter sido enviado a Roma para permanecer com Paulo indefinidamente, ministrando e encorajando o apóstolo, que estava preso. Como Timóteo, ele colocava a necessidade de outro à frente da sua (veja Fp 2:4). Todavia, depois de sua severa enfermidade (Fp 2:26), Paulo achou necessário enviá-lo de volta a Filipos. Epafrodito tinha feito o seu trabalho tão bem, que poderia voltar a Filipos levando consigo uma Carta de agradecimento e estímulo de Paulo.
“Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse”(Fp 2:29 - ARA).
Os filipenses não deviam apenas receber Epafrodito com alegria, mas também honrar esse querido homem de Deus. O mundo honra aqueles que são inteligentes, belos, ricos e poderosos. Que tipo de pessoa a igreja deve honrar? Epafrodito foi chamado de irmão, cooperador, companheiro de lutas, mensageiro e auxiliar. Esses são os emblemas da honra. Paulo nos encoraja a honrar aqueles que arriscam a própria vida por amor de Cristo e o cuidado dos outros, indo onde não podemos ir por nós mesmos.
“Porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço” (Fp 2:30).
A viagem, de Filipos a Roma, era uma longa e árdua jornada de mais de mil quilômetros. Associar-se a um homem acusado, preso e na iminência de ser condenado também constituía um risco sério. Entretanto, Epafrodito se dispôs a enfrentar todas essas dificuldades pela obra de Cristo a favor da assistência material e espiritual a Paulo na prisão. Na verdade, Epafrodito jogou sua própria vida pela causa de Jesus Cristo arriscando-a temerariamente. A sua doença estava intimamente ligada ao seu incansável trabalho para Cristo. Isso é algo precioso aos olhos do Senhor. Isso é digno de ser imitado.
Observe os termos: “para suprir para comigo a falta do vosso serviço”. Acredita-se que esses termos se refiram à impossibilidade de os filipenses visitarem Paulo pessoalmente e assim ajudá-lo, por causa da distância entre Filipos e Roma. O apóstolo, portanto, não os está repreendendo, mas apenas afirmando o que Epafrodito fez como representante deles, suprindo o que eles não podiam fazer em pessoa.
Diante do exposto, há dúvida de que Epafrodito foi um obreiro dedicado à Obra de Cristo? Creio que não!
CONCLUSÃO
Paulo era um imitador de Cristo. E Cristo deixou a glória para vir ao mundo morrer em nosso lugar. Cristo viveu para os outros, deu a Sua vida pelos outros (João 3:16) e nos ensinou a fazer o mesmo (1João 3:16), como o fizeram Paulo, Timóteo e Epafrodito.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD –Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão – nº 55 – CPAD.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.
Filipenses– A alegria triunfante no meio das provas – Rev. Hernandes Dias Lopes.
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