domingo, 15 de janeiro de 2017

 ALEGRIA, FRUTO DO ESPÍRITO; INVEJA HÁBITO DA VELHA NATUREZA


1º Trimestre/2017

Texto Base: João 16:20-24

"Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Fp.4:4).


INTRODUÇÃO

Dando continuidade ao estudo do trimestre sobre as Obras da Carne e o Fruto do Espírito, estudaremos, a partir desta Aula, as virtudes do Fruto do Espírito. Nesta Aula, estudaremos a Alegria, virtude do Fruto do Espírito, e a Inveja, obra da carne. A Alegria, aqui, nada tem a ver com a ideia mundana de emoção alegre, efêmera, que está presente nos bares, nas casas de festas, nos shows deste mundo. Do grego “chara”, a Alegria (ou gozo) é uma confiança festiva independentemente das circunstâncias adversas. A Inveja é o contraponto à felicidade alheia. A pessoa invejosa não se contenta em ver o outro se desenvolver, obter sucesso e respeito pela atividade reconhecidamente exitosa pelos seus pares. Completamente oposta à Alegria, a Inveja só traz incertezas, falta de esperança, desajuste emocional e espiritual. Portanto, há um claro contraste entre a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, e a Inveja como elemento da Velha Natureza. Veja, a seguir, um quadro demonstrativo, extraído da Revista Ensinador Cristão:

ALEGRIA
INVEJA
- É um estado de graça e bem-estar espiritual.
- É um estado de desgraça e mal-estar espiritual.
- Sua fonte é Deus.
- Sua fonte é o Diabo e o “ego”.
- Está interligada à nossa comunhão com Deus.
- Está interligada com a ruptura de nosso relacionamento com Deus.
- Nos estimula a ter bom ânimo.
- Nos estimula a ter um ânimo dobre.
- Nos estimula a servir a Deus e ao próximo.
- Nos estimula a servir aos nossos próprios interesses.
- Há felicidade em ver o outro bem-sucedido.
- Há ódio e amargura em ver o próximo bem-sucedido.
- É um sentido nobre.
- É um sentimento perverso.

I. ALEGRIA, FELICIDADE INTERIOR

O crente salvo tem a verdadeira Alegria dentro de si, pois “...o Fruto do Espírito é: ...Alegria [gozo]...”. Esta alegria gerada pela ação do Espírito Santo, fará sempre, independente das circunstâncias externas e adversas, com que o crente possa fazer suas as palavras de Maria: “...a minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc.1:46,47).

1. A Alegria do Senhor. A Alegria, como Fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. Foi o que Paulo quis dizer quando escreveu aos Filipenses: “alegrai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). Veja que o apóstolo Paulo nos ensina que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, independe das circunstâncias externas. Paulo diz: “alegrai-vos sempre”. Paulo quer dizer que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito Santo, é ultracircunstancial. Porque está alegre, estar feliz quando tudo esta bem, até o ateu consegue. O desafio é ser a pessoa feliz apesar das circunstâncias adversas. Isto porque a Alegria do cristão não é apenas a presença de coisas boas ou ausência de coisas ruins. Veja que o apostolo Paulo quando escreveu a Epístola aos Filipenses não estava hospedado num hotel de luxo em Roma, mas numa prisão, algemado, no corredor da morte, na antessala do martírio, com o pé na sepultura, com a cabeça debaixo da espada de Roma.

O apóstolo Paulo diz, ainda, neste texto de Fp.4:4, que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, não é um sentimento, é uma Pessoa; a Alegria do cristão é Jesus. Por isso Paulo diz assim: “alegrai-vos... no Senhor”. Quem tem Jesus, experimenta essa verdadeira Alegria. Quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas não a Alegria verdadeira. Se você tem Jesus você é uma pessoa feliz, se você não tem Jesus você não é uma pessoa feliz. Neemias declarou: “a Alegria do Senhor é a nossa força” (Ne.8:10).

Todavia, você não precisa ser um bom entendedor da alma humana para perceber um fato: nem todos os crentes em Cristo Jesus estão desfrutando desta Alegria genuína, verdadeira, profunda, que o apóstolo Pedro diz ser “indizível e cheia de glória” (1Pd.1:8). Basta você olhar para o semblante de alguns crentes, conversar com eles, observar a conversa deles, você notará uma auréola de tristeza em seus rostos. E a pergunta é: o que esta acontecendo? E a resposta, talvez, possa ser clareada com o fato narrado em 1Samuel 30, lembram-se? A Alegria de Davi foi roubada.

Quando Davi chegou à cidade de Ziclagle, viu a cidade saqueada, queimada, ferida. E diz a Bíblia que os amalequitas levaram consigo os seus filhos, suas filhas, mulheres. E quando Davi viu aquela cena ele chorou até não ter mais força para chorar. Ele muito se angustiou. Seus companheiros de batalha queriam matá-lo. Mas diz a Bíblia que ele se reanimou no Senhor seu Deus e fez uma oração com apenas duas perguntas: “perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei?”. E Deus disse a Davi: persegue o inimigo Davi porque tudo o que ele tomou de você, você vai trazer de volta! Em outras palavras, talvez você teve sua alegria saqueada, roubada, espoliado, mas hoje você pode tomar de volta aquilo que foi roubado de você, espoliado de você.

A orientação de Paulo é que, todos os nossos problemas, todas as nossas dificuldades e necessidades, devem ser colocados diante de Deus em oração: “... em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração...” (Fp.4:6b). Portanto, a oração é o nosso canal natural, de comunicação com Deus. Através dela, nós devemos abrir o coração diante d'Ele, com relação a todo tipo de desconforto e necessidade, apresentando minuciosamente a Ele, cada questão, de todas as que nos perturbam a alma.

Deus quer que você seja muito feliz, abundantemente feliz, superlativamente feliz, eternamente feliz! Portanto, “alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. Lembre-se, a maior Alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.

2. A fonte da nossa Alegria. A Alegria, que é Fruto do Espírito Santo, tem sua origem em Deus, e é Deus quem a coloca em nosso coração (Sl.4:7) e, por isso, não depende dos fatos que ocorrem à nossa volta, das circunstâncias, nem se abala com o que pode acontecer conosco, pois esta Alegria é o próprio Deus que habita em nós (Sl.43:4). É um verdadeiro óleo com o qual somos ungidos pelo Senhor (Sl.45:7). Jesus veio trazer esta Alegria, este óleo de gozo para substituir a nossa tristeza do tempo em que vivíamos em pecado (Is.61:3). Mas que operações divinas trazem Alegria ao homem? Cito apenas três:

a) A Salvação. A salvação gera no crente uma Alegria espiritual permanente, que não se acaba e que só tende a aumentar, assim como a nossa vida com Cristo, que, sendo uma vida, impõe um crescimento contínuo. A forte impressão de prazer trazida pela regeneração, pelo novo nascimento tem de aumentar a cada passo de nossa comunhão com Cristo, pois, se buscarmos mais a Deus, certamente seremos cada vez mais ungidos com o “óleo da alegria”, ou seja, teremos cada vez mais intensa comunhão com o Senhor, numa proximidade com Deus (Tg.4:8a), que só nos fará aumentar esta Alegria. Davi quando sentiu que não mais tinha comunhão com Deus, porque pecara contra Ele, pediu ao Senhor que lhe tornasse a dar “a alegria da salvação” (Sl.51:12). Nenhum crente salvo pode viver sem esta Alegria. Ela é o fim de nossa fé – “obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pd.1:9).

b) A presença de Deus. A Alegria é a bandeira que tremula na torre do palácio quando o rei está presente. A presença de Deus é um elemento que aumenta ainda mais a Alegria do salvo. Quando o crente mantém uma vida devocional intensa, quando mantém uma vida de oração, uma vida de meditação na Palavra do Senhor, naturalmente que ganha maior intimidade com Deus, intimidade esta que é uma necessidade na nossa vida espiritual (Mt.6:6-8).

Sejam quais forem as circunstâncias externas que possam nos fazer sofrer, sentir tristeza, e até chorar, pelo Fruto do Espírito formado em nós, tem que emanar Alegria capaz de inundar nossa alma, pois “...na presença do Senhor há abundância de alegria...” (Sl.16:11). O próprio Deus é a fonte de toda a Alegria (Lc.1:47; Fp.4:4).

c) A bênção de Deus. No Salmo 126:3 está escrito: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres”. Quando recebemos bênçãos de Deus é motivo de Alegria. Diante daquilo que Deus nos tem feito, somos gratos e a manifestação mais propícia para o sentimento de gratidão é a Alegria. Quem é grato é alegre. O Louvor, que é uma expressão de Alegria, é filho da gratidão.

II. OS RESULTADOS DA ALEGRIA DO ESPÍRITO

1. Rosto radiante – “O coração alegre aformoseia o rosto...” (Pv.15:13). A Alegria, como Fruto do Espírito, é uma Alegria interna, que opera na alma e que mantém estreita comunhão com Deus e que faz com que um crente salvo, ainda que tenha um semblante sério, que seja introvertido, de pouco riso, e até “carrancudo”, se torne uma pessoa agradável, que irradia felicidade, uma bênção para quem convive com ele.

2. Cântico de Alegria. O louvor é resultado da Alegria espiritual. Afirma o apóstolo Tiago:“Está alguém contente? Cante louvores” (Tg.5:13b). O louvor provém de Deus (Rm.2:29) e só será apropriado e destinado ao Senhor por um homem que tenha alegria espiritual. Quem está alegre, louva ao Senhor, como nos provam vários exemplos bíblicos, como Davi, Maria, Jesus, Paulo e Silas, entre tantos outros.

O louvor é uma expressão de alegria espiritual, é consequência de uma vida de comunhão com Deus. Costumeiramente, nas Escrituras Sagradas, as expressões de alegria se fazem acompanhar de louvores (cf. 1Sm.18:6; 1Rs.1:40; 1Cr.15:16; 2Cr.23:18; 2Cr.29:30; 2Cr.30:21; Ne.12:27; Sl.59:16; Sl.100:2; Is.30:29; Jr.33:11). Por isso, o verdadeiro louvor é aquele que, em sua melodia e letra, exaltam a Deus, têm a Deus como centro e não buscam a agitação do corpo, pois é o resultado da Alegria espiritual, uma das qualidades do Fruto do Espírito que estão diretamente ligados ao relacionamento entre Deus e o homem.

3) Força divina. “...não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força” (Ne.8:10). Na vida de um verdadeiro crente só o pecado será capaz de roubar a Alegria de sua alma, visto que a Palavra de Deus diz, que “... o fruto do Espírito é: Alegria...”. Paulo escrevendo aos crentes de coríntios, declara: “Como contristados, mas sempre alegres...” (2Co.6:10). Contristados e Alegres, parece contradição. Contristar significa estar muito triste, aflito. Nesta condição, como pode alguém estar alegre? Para o homem sem Deus não pode, mas, para o crente fiel, pode. Ele pode estar “contristado”, no corpo, mas, alegre, no espírito.

No tempo de Neemias, literalmente, ninguém podia estar triste na presença do Rei (Ne.2:1). Mas, naquele dia, Neemias estava triste! - “E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isso senão tristeza de coração. Então, temi muito em grande maneira” (Ne.2:2). Neemias tinha razão em temer! Um copeiro com um problema tão grande capaz de refletir, negativamente, no seu próprio semblante, podia ser uma ameaça à vida do próprio rei. Eram poucas as pessoas de confiança que podiam ficar, a sós, com o rei. Neemias era uma delas. Podia perder não apenas o cargo, como também a própria vida. Assim, o homem de Deus, mesmo que esteja com “o coração sangrando”, quando ministra diante do Altar, e principalmente aos pecadores, eles precisam ver o seu rosto brilhar. Neemias conseguiu reverter o seu estado de tristeza em alegria. A Alegria do Senhor converteu-se em força na vida de Neemias e deu-lhe coragem para reconstruir Jerusalém. E assim, também, a Alegria, que é resultado da força divina, nos encoraja prosseguir em nossa difícil jornada.

III. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

“O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv.14:30).

1. Definição. A Inveja é definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outra pessoa. O invejoso se queixa de tudo e de todos, acredita que não conquistará o que o outro possui, não reconhece as suas habilidades e talentos, pois está e vive focado no outro; portanto, torna-se um eterno insatisfeito. O invejoso não tem paz. Que Deus nos guarde!

2. Inveja, fruto da Velha Natureza. A Inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou usurpar os atributos divinos (Is.14:12-20). Ele permitiu que o orgulho e egoísmo dominassem seus pensamentos e ações, e logo o seu desejo foi o de ocupar o lugar de Deus. Ele queria ser maior que o Todo-Poderoso, porém sua tentativa foi um fracasso e por causa disso foi determinado o seu destino: o lago de fogo e enxofre, ou seja, o inferno (Ap.20:10). O apóstolo Paulo, também, diz que quem tem este sentimento da carne não herdará o reino de Deus (cf.Gl.5:21). Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam.

A Inveja é um sentimento ambicioso que não permite a pessoa vislumbrar o que está à sua frente nem o que lhe pertence. Por conta disso, pode gerar vingança, crimes, violência, enganos e maus-tratos, tudo pelo desejo de possuir o que o outro tem, de querer estar no lugar dele. A Inveja é um pecado grave; faz parte do rol das obras da carne exarado em Gl.5:19-21; é o tipo mais antigo de pecado e afeta a saúde física, social e espiritual (Pv.14:30).

A excelência, o triunfo e o sucesso motivam a inveja. Ninguém inveja um miserável ou um mendigo; inveja, sim, conquistas, reconhecimento, bens materiais, riquezas, família estruturada, casamento feliz, amizades. É possível invejar um bom carro, um corpo lindo, uma casa maravilhosa, uma saúde de ferro, um cargo alto na hierarquia, um bom marido, uma boa esposa, uma mulher inteligente, o carisma de certas pessoas, etc.

Analise suas emoções, aprenda a admirar e não invejar a prosperidade, o sucesso, ou qualquer feito alheio. Infelizmente, os invejosos só veem o final, não analisam o processo. Para conquistar, é preciso ter vontade, coragem, força, energia, integridade e confiança, percorrendo o caminho até à vitória. As conquistas devem inspirar-nos. O sucesso do outro deve sacudir nosso conformismo e estimular-nos a ser melhores a cada dia, olhando para Jesus, autor e consumador da fé (Hb.12:2a). Seja um eterno admirador dEle!

Você está descontente porque não tem o que deseja? Aprenda com o apóstolo Paulo a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo (veja Fp.4:11). Paulo se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter. Paulo tinha as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera. Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno.

Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância. Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe o que é melhor para você. Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos. Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos: a vida eterna, que só é dada por Cristo.

3. Os efeitos da Inveja. A pessoa que permite que a inveja se instale no coração desenvolve uma compreensão equivocada de si e dos outros e nutre um sentimento maléfico de crítica, ódio e perseguição.

Conta-se a seguinte história sobre a inveja. “Uma serpente estava perseguindo um vaga-lume. Quando estava a ponto de comê-lo, o vaga-lume disse: ‘Posso fazer uma pergunta?’. A serpente respondeu: ‘Na verdade, nunca respondo a perguntas das minhas vítimas, mas, por ser você, vou permitir’. Então o vaga-lume perguntou: ‘Fiz alguma coisa a você?’. ‘Não’, respondeu a serpente. ‘Pertenço à sua cadeia alimentar?’, perguntou o vaga-lume. ‘Não’, ela respondeu de novo. ‘Então, por que você quer me comer?’, indagou o inseto. ‘Porque não suporto vê-lo brilhar’”.

A Inveja pode levar a outros pecados como adultério e assassinato. Na Bíblia Sagrada vemos relatos de alguns casos de homens e mulheres que se deixaram levar pela inveja.

- Caim matou seu irmão Abel (Gn.4:5), apesar da advertência de Deus. Observe a advertência do Senhor para Caim: “Por que te iraste? E por que desmaiou o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”(Gn.4:6,7). Esta advertência do Senhor evidencia o perigo devido ao poder destrutivo e dominador da inveja. A consumação do homicídio não deixa dúvida. Uma pessoa tomada por inveja está vulnerável ao pecado, e dificilmente se livra de seu poder de dominação. O invejoso vai sendo tomado por uma série de outros sentimentos e atitudes, e esse descontrole pode levá-lo a praticar atos absurdos como no caso de Caim, que matou seu irmão. A pessoa que pratica a maldade é naturalmente perversa e está sempre pronta a prejudicar e a ofender o próximo.

- Raquel, mencionada em Gênesis 30:1, teve inveja de sua irmã, Lia, pois esta tinha filhos, e disse a seu marido, Jacó: Dá-me filhos, senão morro. Pessoas morrem espiritualmente por esse sentimento.

- Em Atos 7.9 está escrito que os irmãos de José, movidos de inveja, venderam-no para o Egito. A presença de José os incomodava. Por isso, não sossegaram enquanto não deram um fim nele. Mas, será que eles tinham paz? A história mostra que não. O invejoso não tem paz. O texto de Provérbios 14:30 afirma que a inveja é a podridão dos ossos. Ela mata o seu algoz aos poucos. O invejoso passa o tempo opinando sobre o que o outro tem e julgando, em vez de buscar alcançar seus objetivos.

- Saul, embora tivesse, a princípio, uma disposição favorável a Davi, demonstrou-se depois muito hostil a ele, perseguindo-o com o propósito de o matar. Essa mudança não se deu de uma hora para outra, mas gradualmente, na proporção em que Saul nutria a inveja no coração. Aparentemente, o problema começou quando o aplauso popular desviou-se dele para Davi. Era-lhe muito pesaroso ver o nome de Davi em evidência, e o dele em aparente esquecimento. Por isso, passou a tê-lo como rival e inimigo. Esse problema sempre estará presente onde existirem pessoas com inveja. De Saul podemos compreender que a inveja produz uma série de sentimentos ruins como: autoestima baixa, ódio, suspeita, medo, culpa e ira. Mas a pior consequência é o afastamento de Deus, que Saul infelizmente experimentou.

- Jesus Cristo foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt.27:18).

A inveja é obra da carne (cf. Gl.5:21) e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Existem muitos buscando alegria nas coisas do mundo, e da terra, e esta é uma alegria passageira, e por ela, muitos estão pagando um preço tão elevado, que pode lhes custar uma eternidade, sem Deus. Existem outros “fabricando” alegria artificial, por não saberem ou por não quererem pagar “o preço” para obtenção da verdadeira Alegria, como Fruto do Espírito. O segredo da felicidade está em termos comunhão com Deus, por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Que a Alegria, como Fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a Inveja tenha lugar em nossos corações.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 69. CPAD.

Rev. Hernandes Dias Lopes. Gálatas, a carta da liberdade cristã.

Antônio Gilberto. O Fruto do Espírito. CPAD.

Ev. Caramuru Afonso Francisco. Alegria: Fruto da Graça.PortalEBD_2005.

sábado, 10 de dezembro de 2016


O privilégio da oração



Wallace Sousa

"Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho." Mateus 14:23

O texto bíblico diz que Jesus subiu para orar. Subir faz lembrar um foguete, que tem que vencer a força da gravidade para sair da atmosfera. Essa é nossa dificuldade e maior desafio: sair dessa atmosfera terrena e subir ao céu, deixando para trás as coisas puramente humanas. Orar é subir e sair do ambiente comum, para encontrar Deus.

Verdade prática: Jesus é nosso modelo, em quem devemos nos espelhar. Cultivar remete a plantio, trabalho árduo, constante e contínuo, e paciência para colher os frutos. O agradar a Deus lembra presentear, que remete, por sua vez, à festividade da colheita, onde eram apresentadas as primícias ao Senhor. A oração é uma forma de presentear o Senhor com nossas vidas, em seu altar.


I. Oração & comunhão:

Relacionamento com Deus: só conseguimos nos relacionar com quem conhecemos bem, é possível existir alguém que seja amigo de alguém que não conhece? Sim, é possível, com o advento da internet, existem muitos amigos virtuais que sequer sabem se quem está do lado de lá da tela é mesmo quem diz ser? Terá Deus se tornado um “amigo virtual” para muitos?
Meditação e prática da Palavra de Deus: o que ganho, na prática, em meditar na Palavra de Deus? Será que temos baseado nosso relacionamento com Deus somente naquilo que podemos usufruir dEle? Mas, no Salmo 119.98, 99 e 100 vemos os benefícios advindos da meditação na Palavra de Deus.

Uma vida que glorifica a Deus: se o crente deve viver para a glória de Deus, e é por meio da meditação e oração que o caráter de Deus é impresso em nossas vidas, por que alguns vivem para trazer vergonha para a obra do Senhor? Nunca deixaremos de ser vasos nas mãos do Oleiro, vasos quebrados ou inteiros, mas sempre vasos.

II. Oração por Perseverança, Alegria e Livramento:

Perseverança: Jesus sabia que sua ausência traria esfriamento na fé de seus discípulos, por isso orou por eles, mas devemos nos lembrar que mais bem-aventurados são aqueles que não viram e creram. Não perder a fé quando não vemos as coisas acontecendo significa que estamos amadurecendo na fé e crescendo na graça.

Alegria: a alegria que vem de Deus é um fruto do Espírito. Se a alegria é a força do crente, a tristeza seria a fraqueza? Todavia, não devemos ignorar o fato de que Deus também produz tristeza, para gerar arrependimento (2 Coríntios 7:10).

Livramento: em um mundo cada vez mais tomado pela insegurança, guerra e criminalidade, além de ansiedade constante e em alta, podemos descansar na proteção divina. Mas, isso somente é possível pela fé, e a fé vem pela meditação na Palavra de Deus.

III. Oração por Santidade, Unidade e Frutos Espirituais:

Santidade: essa palavra é muito mal interpretada hoje em dia, por exemplo: que a santidade é obtida somente após a morte, que é um privilégio apenas para uns poucos e que santidade é o mesmo que perfeição, mas nenhuma dessas idéias é correta. Santidade é afastar-se do pecado aproximando-se de Deus.

Unidade: existia uma unidade entre Jesus e o Pai que deveria servir de exemplo para os líderes de hoje: Jesus não tinha ciúmes do Pai, não temia perder sua posição e não se sentia diminuído em submeter-se às ordens do Pai. Como colocar isso em prática hoje em dia, fazendo referência à cerimônia em que Jesus lavou os pés os discípulos?

Frutos espirituais: o desejo de Jesus era que nós produzíssemos frutos bons e permanentes, entre eles seriam: na fornalha da aflição temos o refrigério do Espírito (At 3.19) e, na cela fria da solidão, usufruímos do calor da presença de Deus.

IV. Conclusão:

A vontade primária de Jesus era que a igreja desfrutasse de um relacionamento íntimo com Deus, tal como era o seu com o Pai. Essa expressão “desfrutar” me faz lembrar o versículo que diz “provai e vede que o Senhor é bom”, que remete à ideia de saborear, degustar. Outra ideia a ser explorada é que oração não é penitência, como vemos em nossa cultura e até mesmo na igreja ao ouvirmos “rezar para pagar pecados” e “ajoelhar no milho”.

É preciso mudar a mentalidade das pessoas acerca da oração, para que ela deixe de ser encarada como um fardo e seja vista como um privilégio, e paciência para esperarmos os resultados aparecerem depois de séculos de idéias equivocadas sobre a maior conquista que Jesus nos deu na cruz: o direito de nos achegarmos ao Pai sem medo, mas como filhos para dialogarmos com nosso melhor Amigo.
Créditos: Blog Desafiando Limites.

O Socorro de Deus para livrar o Seu povo Lição 11 – CPAD – Dez 2016

O Socorro de Deus para livrar o Seu povo
Lição 11 – CPAD – Dez 2016
Estudo subsídio: Pr Osvarela
Texto Áureo
Salmo 34. 17 “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias.”
Texto Bíblico
Ester 5.1-6
1 - Sucedeu, pois, que, ao terceiro dia, Ester se vestiu de suas vestes reais e se pôs no pátio interior da casa do rei, defronte do aposento do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono real, na casa real, defronte da porta do aposento.
2 - E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou e tocou a ponta do cetro.
3 - Então, o rei lhe disse: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.
4 - E disse Ester: Se bem parecer ao rei, venha o rei e Hamã hoje ao banquete que tenho preparado para o rei.
5 - Então, disse o rei: Fazei apressar a Hamã, que cumpra o mandado de Ester. Vindo,
pois, o rei e Hamã ao banquete, que Ester tinha preparado,
6 - Disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. E qual é o teu requerimento? E se fará, ainda até metade do reino.
A Salvação Vem dos Judeus

“Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. João 4:21,22
Introdução:
A história de Ester é uma brilhante narrativa do povo de Deus que exilado, cativo sofre a continuada tentativa de Satanás, destruir o povo judeu, eleito por Deus, por sua escolha e que mesmo em tempos de erro, é cuidado por Ele para não ser destruído.
O antissemitismo é uma característica satânica que ao longo dos séculos acompanha o povo hebreu.
Na história de Ester é a primeira vez, que a perseguição ao povo judeu é mostrada com o viés de extinção dos judeu como povo.
Esta narrativa é celebrada pelos judeus até os dias atuais na Festa do Purim, pois YHWEH socorreu o seu povo e houve festa no reino da babilônia.
“A Festa de Purim é celebrada todo ano em 14 de Adar. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”
Destaco que se deva usar o nome JUDEU, pois este era o termo usual neste período histórico, para todo que nascido israelita, não somente nos termos de Judá, mas para todos judeus de todas as tribos e também utilizado para os prosélitos [gentios convertidos a crença hebreia, ao Deus Único YAWEH]
Nomes de Deus de maneira indireta inserido de maneira acrostica no livro de Ester:
Seja como:
JHVH – JeHoVa
EHYEH – Eu sou o que sou
Estas formas podem ser encontradas quando se leem manuscritos do texto no hebraico, pois as letras estão em letras maiores com destaque nos rolos, onde foram transcritas, por escribas.
“ Havia então um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita, Que fora transportado de Jerusalém, com os cativos que foram levados com Jeconias, rei de Judá, o qual transportara Nabucodonosor, rei de babilônia. Este criara a Hadassa (que é Ester, filha de seu tio), porque não tinha pai nem mãe; e era jovem bela de presença e formosa; e, morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha.”
Ester 2:5-7
Personagens:
Mardoqueu ou Mordecai – um cativo, da tribo de Benjamim, dos idos do rei Jeoaquim, rei de Judá, levado por Nabucodonosor, onze (11) anos antes do cativeiro [2 Reis] final de Judá e da destruição de Jerusalém [2 Rs 1-25-25.30;25.1] leia-se ainda Jeremias 25.1;Daniel 9:11.
Ester ou Hadassa – a prima de Mardoqueu considerada, por alguns, como mãe de Ciro, o comandante dos exércitos da Pérsia que tomou a babilônia, no fim dos 70 anos de servidão dos judeus, naquele Império. Filha de Abiail, [pai da Rainha Ester] e descendente de Benjamim. Era o tio do primo de Ester, Mordecai. (Est 2:5, 15; 9:29) Ester 2:7 indica que ele e sua esposa faleceram quando sua filha Ester ainda era bastante jovem, e assim algum tempo antes do casamento dela com o Rei Assuero
É nesta hora que Deus que, tudo sabe mostra que havia um socorro aparentemente incomum a ser utilizado: a vida de uma jovem órfã prima, criada pelo seu primo o mordomo Mardoqueu.
Hamã - primeiro-ministro, o que fazia de Hamã seu principal conselheiro e o segundo homem mais poderoso no império. O rei até mesmo decretou que quem visse esse alto funcionário deveria se curvar perante ele. (Ester 3:1-4)
Para Mordecai, essa lei era um dilema. Ele sabia que devia obedecer ao rei, mas só quando isso não envolvesse desobedecer a Deus. O problema é que Hamã era “agagita”. Pelo visto, isso significava que ele era descendente de Agague, o rei amalequita executado pelo profeta Samuel. (1 Samuel 15:33)
Os amalequitas eram tão maus que se declararam inimigos de Jeová e de Israel. Como povo, eram condenados por Deus. (Deuteronômio 25:19) Como é que um judeu fiel poderia se curvar diante de um amalequita da realeza? Mordecai nunca faria isso.
Local Dos Eventos:
Susã, cenário dos eventos registrados no livro de Ester, foi escavada por arqueólogos franceses entre 1880 e 1890. (Est 1:2) localizava-se próximo ao rio Shapur, a leste do golfo Persa. A Pérsia é sempre citada antes da Média, com exceção do texto de Et 10.2.
O palácio real de Xerxes, abrangendo cerca de 1 ha, foi descoberto, revelando o esplendor e a magnificência dos reis persas.
Os achados confirmaram a exatidão de pormenores registrados pelo escritor de Ester, conforme relacionados com a administração do reino persa e com a construção do palácio.
O livro The Monuments and the Old Testament (Os Monumentos e o Velho Testamento), de I. M. Price (1946, p. 408), comenta: “Não existe nenhum evento descrito no Velho Testamento cujo ambiente estrutural possa ser tão vívida e exatamente restaurado por meio das próprias escavações como ‘Susã, o Palácio’.”
O terceiro ano do reinado de Astíages, provavelmente se deu 32 anos após o decreto de Ciro para a restauração de Jerusalém e o Templo.
O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1.1-8
A rainha Vasti e deposta 1.9-22
Ester é escolhida para ser rainha 2.1-18
Deus troca reis e rainhas:
Um cativo, Daniel disse sobre isto:
“E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.” Daniel 2:21
Esta é a noção que devemos ter em mente. Deus muda situações e se necessário muda pessoas importantes do lugar para preventivamente, ou de maneira inusual prover um socorro para seu povo.
A indisposição da Rainha Vasti e seu enfrentamento a Assuero foi providencia divina para que ao cabo de uma seleção de nova rainha, Ester ascendesse ao trono.
A sequência encontrada nos comentários da Bíblia Plenitude nos mostra como isto se deu.
Mas, o que a lição vai ressaltar é a chegada e envolvimento de Ester como rainha e assumindo sua posição de uma hebreia com coragem.
A vida do rei é salva 2.19-23
O rei Assuero - Assuero, Aasvero ou Ahasuerus (em hebraico: אֲחַשְׁוֵרוֹשׁ, transl.Ahashverôsh. O poderoso ou venerável.
Astíages citado em Daniel como Dario, o medo, pois ali sempre é citado o termo do nome do Império, como Medo.
O fato é que a Pérsia ser mais forte no duplo reino – Medo-Persa – à época.
Identificado com Xerxes I da Pérsia, ainda que outras hipóteses alternativas tenham sido propostas pelos investigadores. Acredita-se que o Assuero do livro de Ester seja Xerxes I, filho do rei persa Dario, o Grande. Algumas traduções (BLH, PIB) até mesmo colocam “Xerxes” em vez de “Assuero” no texto.
Flávio Josefo relata que era este o nome por que era conhecido pelos Gregos.
O reino era dividido em 7(sete) governos de chamados príncipes da Pérsia – “Então perguntou o rei aos sábios que entendiam dos tempos (porque assim se tratavam os negócios do rei na presença de todos os que sabiam a lei e o direito; E os mais chegados a ele eram: Carsena, Setar, Admata, Társis, Meres, Marsena, e Memucã, os sete príncipes dos persas e dos medos, que viam a face do rei, e se assentavam como principais no reino) ” Ester 1:13,14
Citado por Platão, também chamado de Astíages em sua obra Legilus III
“...o Assuero que reinou desde a India até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias, Que, naqueles dias, assentando-se o rei Assuero no trono do seu reino, que estava na fortaleza de Susã, No terceiro ano do seu reinado ...” Ester 1:1-3
Relato Histórico
– Assuero derrotado pelos gregos
De acordo com a história secular, Xerxes foi derrotado pelos gregos em Salamina no seu 5º ano de governo, em 29 de Setembro de 480 AC.
Como estamos seguindo o deslocamento de datas de acordo com a Bíblia, e desde a ascensão de Nabucodonosor temos uma defasagem de cerca de 6 a 8 anos com relação às datas históricas, situamos aqui este evento em 488 AC, não no sentido de desafiar a história, mas sim, de seguir com fidelidade a contagem bíblica.
Daniel profetizou sobre este evento no primeiro ano de Dario, o medo (Dn 11:1), descrevendo a investida de Assuero contra a Grécia da seguinte maneira: “Eu (Gabriel), pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para animá-lo e fortalecê-lo. E agora te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto acumulará grandes riquezas, mais do que todos; e, tornando-se forte, por suas riquezas, suscitará a todos contra o reino da Grécia”.
Este quarto rei se refere a Xerxes, “que confiante em sua riqueza excessiva agitou-se até a Europa, tentando invadi-la, em sua ânsia de derrotar a Grécia, não só para vingar seu antecessor Hispastes (Dario, o Grande), mas sobretudo para reprimir as manifestações iniciais do agigantamento grego. Suas operações bélicas, embora calcadas em concentrada riqueza, redundaram em fracasso ao ser derrotado pelos gregos nas Termópilas e em Salamina.” (Ex-padre, Pastor Aníbal Pereira dos Reis, Edições Caminho de Damasco, 1981 – As Visões de Daniel – Pág. 68)
487 AC – (Anno Mundi 3409) – Ester levada à presença de Assuero
De acordo com Et 2:16, apenas no sétimo ano de Assuero a rainha Vasti veio a ser substituída. Como se sabe, promoveu-se no reino a procura uma nova rainha que veio a ser Ester.
É bastante sugestiva a ordem destes acontecimentos. Note-se que no 3º ano de Assuero ocorreu o incidente que culminou no afastamento da rainha Vasti, mas apenas no 7º ano é que esta é finalmente substituída.
Entendendo que Assuero esteve entre o 4º e 5º anos de seu governo envolvido com a conquista da Grécia, ocasião em que foi derrotado, só no 7º ano o assunto da reposição de Vasti volta às preocupações do rei, o que é bastante coerente.
482 AC – (Anno Mundi 3414) – Hamã pede o extermínio dos judeus
De acordo com Et 3:7-9, no 12º ano de Assuero, Hamã pediu a morte de todos os judeus da Pérsia. No mesmo ano Assuero emitiu o decreto autorizando a petição: “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens. ” (Et 3:13)
482 AC – (Anno Mundi 3414) – Hamã e os inimigos dos judeus enforcados
Numa reviravolta dos acontecimentos, Hamã acaba por ser executado na própria forca que preparara para Mardoqueu (Et 7:10), provavelmente no mês de Sivan (Et 8:9), equivalente aos meses de Maio ou Junho, e a sentença de morte que pairava sobre todos os judeus da Pérsia tornou-se contra os seus inimigos.
Este é o motivo da festa judaica do Purim (sorte), que é festejado até hoje no dia 14 de Adar (12º mês do calendário judaico) que equivale aos meses de Fevereiro ou Março em nosso calendário. Afora o mês, os dias também não coincidem. 14 de Adar em 2010, por exemplo, equivaleu a 28 de Fevereiro de 2010.
No dia 13 de Adar (Fevereiro ou Março) foram executados os inimigos dos judeus, incluindo os dez filhos de Hamã (Et 9:7-10) que se encontravam na cidade de Susã, os quais tiveram no dia seguinte, 14 de Adar, mesmo já estando mortos, os corpos dependurados em forca para a vista de toda a cidade (Et 9:14). Cronologia da Bíblia - wordpress.com/2011/05/23/
Mardoqueu descobre uma conspiração 2.19-21
Ester informa o rei 2.22-23
É feito um plano contra os judeus 3.1-4.17
Hamã planeja destruir os judeus 3.1-15
Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.1-14
Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.15-17
 A sequência de atos e fatos é encontrada em:
Mardoqueu é exaltado 5.1-6.14
Éster – estrela
Hadassa – murta
Mardoqueu – um cativo que diferentemente de Daniel foi levado para a fortaleza de Susã.
Ester prepara um banquete 5.1-8
Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.9-14
Como será que estamos entendendo nossa posição de cristãos?
Atentamos que podemos fazer parte do socorro de Deus?
Nos posicionamos como parte do povo cristão?
“E fizeram saber a Mardoqueu as palavras de Ester. Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? ” Ester 4:12-14
Ou precisamos de um alerta do nosso “tio Mardoqueu”?
            “Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.”
Como buscar o socorro de Deus:
Nesta narrativa Ester nos ensina algumas lições.
Ser parte do povo, como liderança em posição especial.
Saber o tempo de Deus. Mardoqueu se mostra um profeta, ao mandar o recado a Ester a última esperança dos judeus, antes da forca ou serem todos destruídos, conforme o abjeto plano de Hamã.: “e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino? ”
Aliar-se as dores do povo, mesmo com risco de morte.
Salmo 34. 17 “Os justos clamam, e o Senhor os ouve, e os livra de todas as suas angústias. ”
Usemos da imputação dada pela Crus de Cristo para clamarmos a Deus quando estamos em aflição e seu Povo em situação de criticidade total.
Clamar a Deus por um jejum geral para ter palavras nos lábios, perante as autoridades e mesmo assim se não der certo, ter por menor a sua vida desde que se disponha lutar: “...irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.”
Uma mulher determinada e fiel ao seu povo e compreendendo que haveria ainda um tempo de libertação, mesmo que ela fosse uma rainha dos medos, seria preferível morrer a capitular negando sua fé.
E esta fé foi compartilhada, movendo Deus que atingiu o coração do Rei e lhe deu um plano libertador e final.
“Então disse Ester que tornassem a dizer a Mardoqueu: Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci. Então Mardoqueu foi, e fez conforme a tudo quanto Ester lhe ordenou.” Ester 4:15-17
Ester era o próprio socorro de Deus: “O socorro de Deus para livrar o Seu povo”
Uma Reunião Que Decidiu
2 - E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei apontou para Ester com o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou e tocou a ponta do cetro.
3 - Então, o rei lhe disse: Que é o que tens, rainha Ester, ou qual é a tua petição? Até metade do reino se te dará.
4 - E disse Ester: Se bem parecer ao rei, venha o rei e Hamã hoje ao banquete que tenho preparado para o rei.
5 - Então, disse o rei: Fazei apressar a Hamã, que cumpra o mandado de Ester. Vindo, pois, o rei e Hamã ao banquete, que Ester tinha preparado
Aquela que para Hamã seria a última reunião para Hamã mantar matar o povo judeu se tornou a sua primeira fase de desgraça, porquanto Ester agiu com sabedoria e o induziu a pensar que ela nada faria pelo seu povo, mas ela era o próprio socorro de Deus, desde o seu nascimento, mesmo sendo uma órfã ela se entregou ao jejum e oração e assim pode ter sabedoria e habilidade para forjar passo a passo o Plano que impediria a morte dos Judeus, dentro de Susã e no reino de Assuero.
O que queremos?
Ser parte do plano de redenção?
Ou ser omisso, salvando a própria pele?
Em uma ou outra decisão saberemos que Deus tem redenção e solução e um socorro para seu povo.
Pois, Deus já tocou no coração do rei para libertar o seu povo.
6 - Disse o rei a Ester, no banquete do vinho: Qual é a tua petição? E se te dará. E qual é o teu requerimento? E se fará, ainda até metade do reino.
Deus mantém a sua Promessa com Israel
Purim – a nossa “sorte” está nas mãos de Deus e não de qualquer Hamã que se levante contra o Povo da Cruz!
“No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar. E Hamã disse ao rei Assuero: Existe espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias do teu reino um povo, cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, e que não cumpre as leis do rei; por isso não convém ao rei deixá-lo ficar. Se bem parecer ao rei, decrete-se que os matem; e eu porei nas mãos dos que fizerem a obra dez mil talentos de prata, para que entrem nos tesouros do rei. Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus. E disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos.” Ester 3:7-11
Hamã entendeu, por causa dos modos de Mordecai, em não se curvar diante dele que deveria destruir toda a nação de Mardoqueu, ou seja, os judeus.
Devemos nos ater que o socorro de Deus a ser enviado através de Ester se deu, por causa da Promessa de Deus a seu Povo. Era uma luta no plano físico, mas ia além, era uma luta espiritual, contra o próprio YHWEH.
E Hamã era alguém poderoso no grande reino, sendo o segundo no comando, estendendo da Índia até Etiópia (Ester 1:1).
Ele sabia que após o rei assinar o Mandato nenhum Judeu sobreviveria ou poderia impedir que cumprisse suas ameaças.
Só não contava com um socorro inesperado de Deus: a rainha Ester, uma mulher aparentemente frágil.
Ora! Se acontecesse esta matança e destruição dos Judeus, a questão é como Cristo nasceria?
Deus houvera prometido à Abraão (Gênesis 17:7 e Gálatas 3:16) e mais tarde a Davi que de seu povo sairia o Cristo.
E as promessas profetizadas por Isaias:
“Que confirmo a palavra do seu servo, e cumpro o conselho dos seus mensageiros; que digo a Jerusalém: Tu serás habitada, e às cidades de Judá: Sereis edificadas, e eu levantarei as suas ruínas; Que digo à profundeza: Seca-te, e eu secarei os teus rios. Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado.” Isaías 44:26-28
Satanás usava Hamã contra a mantença da linhagem crística. A promessa sobre Jesus Cristo poderia não se cumprir e todo o plano de Salvação de Deus falharia.
Todos os planos de Hamã não eram apenas xenófobos ou discriminatórios, eram diabólicos.
Satanás usava Hamã tentando cancelar as promessas, de salvação, matando todos os judeus.
A posição de Ester respondeu a questão: quem Deus encontraria, com capacidade de defender suas promessas?
Se houver um momento destes que surja um Mordecai para nos avisar:
“Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" Ester 4:13-14
Que eu me veja sendo resposta de Deus para ajudar sua Igreja, mesmo sendo o menor!
Fonte
Chabad
Verdades bíblicas
Bíblia Dake
Bíblia Plenitude