quarta-feira, 8 de março de 2017

VIVENDO DE FORMA MODERADA


1º Trimestre/2017

Texto Base: 1João 2:12-17

"Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espirito do que o que toma uma cidade"(Pv.16:32).

INTRODUÇÃO

Estudaremos mais uma virtude do Fruto do Espirito, a Temperança, em oposição à glutonaria e à prostituição, obras da carne. Temperança é a qualidade de quem é moderado, de quem tem autocontrole, de quem é capaz de dominar seu espírito, seus sentimentos, suas paixões. Disse o sábio Salomão: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade” (Pv.16:32), ou, como diz a Bíblia, na Linguagem de Hoje: “Vale mais ter paciência do que ser valente, é melhor saber se controlar do que conquistar cidades inteiras”.

Nesta época pós-moderna, a palavra temperança, ou domínio próprio, soa de forma estranha nos ouvidos das pessoas. Podemos dizer que, para boa parte das pessoas desta geração indisciplinada, se a escolha for entre felicidade e autocontrole, talvez ouçamos alguém se dizer cansado de autocontrole e que agora pretende viver a vida com toda a sua adrenalina. Prevalece a ideia que autocontrole e alegria são incompatíveis. No entanto, a Bíblia nos adverte a não permitir que o pecado tenha domínio sobre nós (Rm.6:14). O homem que vive no pecado não possui o domínio de suas ações, de seus sentimentos, segundo afirmou Jesus: “...todo aquele que comete pecado é servo do pecado”(João 8:34). Quem vive sob o domínio, ou poder do pecado, vive, também, sob o domínio de seus desejos, sentimentos, paixões. Daí, só pode produzir “as obras da carne”, conforme descritas em Gálatas 5:19-21. O crente fiel, aquele no qual está sendo formado o Fruto do Espírito, tem o poder de governar o seu espírito, porque “... o fruto do Espírito é:...temperança”.

I. TEMPERANÇA, O DOMÍNIO DAS INCLINAÇÕES CARNAIS

A Temperança, ou domínio próprio, é uma dádiva que depende de nossa submissão a Deus. O texto sagrado é claro ao dizer que é melhor o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade (Pv.16:32). Ora, diante desta circunstância, não se vê como possa ser considerado temperante o homem que tenha, com suas próprias forças, obtido um suposto equilíbrio interno. Muito pelo contrário, pela própria definição do proverbista vemos que o temperante é alguém dotado de grande poder, tanto que é considerado maior do que um conquistador, que é a imagem mesma do poder do ponto-de-vista humano. Para alguém ter tamanho poder, só se estiver com Aquele que detém todo o poder no céu e na terra. Por isso, o que governa a si próprio só pode ser aquele que está em comunhão com o Senhor, o que se torna possível quando fazemos o que Ele nos manda.

Quando temos dificuldade em controlarmos os nossos instintos, torna-se preciso que nos aproximemos mais do Senhor, que meditemos na Sua Palavra e mantenhamos uma vida de oração, a fim de que apreendamos qual é a Sua vontade. Conhecendo a Deus, certamente adquiriremos a temperança.

Sem dúvida, são muitas as áreas de ação onde opera a Temperança na vida de um crente fiel. Destacamos algumas delas:

1. Temperança no falar – Domínio da Língua. A língua é o órgão responsável pela articulação das palavras. É, pois, pela palavra que o homem exprime o que está dentro dele, ou o conteúdo do seu coração. O Senhor Jesus afirmou que “o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem” (Mt.15:11). O que sai da boca, sai através das palavras, e as palavras são articuladas através da língua. É, pois, pela língua que o homem se identifica a serviço de quem ele está prestando, se de Deus ou de Satanás.

O homem que exerce o controle sobre sua língua, usando-a para glória de Deus, é um servo de Deus e está ao seu serviço. O homem que não consegue exercer o domínio sobre sua língua, falando tudo que quer e tudo que pensa, não medindo suas consequências, está usando sua língua a serviço de Satanás.

Lembre-se que sinceridade não é falar tudo o que se sabe, mas, apenas o que for necessário. O homem não precisa falar tudo o que sabe, mas, precisa saber, com segurança, tudo o que fala. O Salmista Davi dizia: “E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia” (Salmo 35:28).

O controle da língua é disputado por Deus e por Satanás. Assim, quando o homem deixa o Espírito Santo controlar sua vida e desenvolver nele o Seu Fruto, sua língua será um instrumento de bênçãos nas mãos de Deus, porque “...o fruto do Espírito é:...temperança”.

Pelo uso da língua, sem temperança, o homem pode provocar uma guerra; pelo uso da língua, com temperança, o homem pode provocar a paz. O Crente fiel tem o controle de sua língua e pode ser um instrumento de paz, porque “...o fruto do Espírito é:...temperança”. 

Quando a língua está sob o controle de Satanás, então “...não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua” (Salmo 5:9). Por isto disse Salomão que “...a boca do tolo é uma destruição” (Pv.10:14).

É certo que o homem, sem a ajuda do Espírito Santo não pode exercer o autocontrole, ou a temperança sobre sua língua. Mas, eu e você, se somos crentes fiéis, então nós podemos, porque “...o fruto do Espírito é:...temperança”.

2. Temperança na forma de agir. A fé não elimina a prudência, ou a temperança. Como virtudes do Fruto do Espírito, fé e temperança somam-se, não concorrem entre si. Há pessoas que em nome da fé, agem sem qualquer moderação, sem autocontrole, emitindo cheques, para Deus cobrir, efetuando compras para o Senhor pagar.

Paulo afirmou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp.4:13). Porém, esperava pelo tempo de Deus para agir, usando sua fé. Por muitos anos alimentou o desejo de ir a Roma, mas, era um homem que exercia o controle sobre suas ações. Não fazia uso da fé para agir de forma abrupta e descontrolada. Ele tinha sua vontade controlada e esperava pelo tempo de Deus, conforme confessou aos Romanos: “Pedindo sempre em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco. Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados...muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido...” (Rm.1:10-13).

Um homem controlado pelo Espírito Santo, através da temperança, tem o domínio sobre suas ações. Não realiza, de forma impensada, sem qualquer controle, este ou aquele negócio, grande ou pequeno; deixa primeiro amadurecer suas ideias. Mesmo na defesa de seus direitos, não busca, precipitadamente, a lei e a justiça. Exercendo o autocontrole sob sua forma de agir, espera pelo momento de Deus, para tomar uma decisão, para realizar um negócio, para empreender uma viagem.

Conta-se que no exército alemão quando um soldado se sentia ofendido só podia levar sua queixa ao seu superior 24hs após ocorrido o incidente. Era o tempo para pensar sobre a conveniência, ou não, de apresentar sua queixa. Assim, também, por tomar atitudes precipitadas, por falta de temperança, muitos têm agido de forma incorreta. O Senhor Jesus falou sobre a necessidade de planejarmos nossas ações – “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” (Lc.14:28).

Agir, tomar atitudes, assumir compromissos sem planejamento, sem autocontrole, não é próprio de um crente fiel, porque “...o fruto do Espírito é:...temperança”.

3. Temperança entre Orçamento e Despesas. É possível encontrar famílias arruinadas, financeiramente, por falta de autocontrole entre Orçamento e Despesas. Gasta-se por conta do que pensa que vai ganhar, abusa-se do crédito especial, no uso dos cheques, ou dos cartões, afunda-se nas prestações, há até quem compre para Jesus pagar.

Aos Saduceus, o Senhor Jesus disse: “...Porventura, não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?” (Mc.12:24). Pelas Escrituras nós sabemos que o segredo de uma boa administração pessoal e familiar consiste em dar lugar para que o Espírito Santo possa realizar sua obra em nossa vida, porque “o fruto do Espírito é: temperança”.

4. Temperança no cuidado com o Corpo. Moderação no vestir e na alimentação. Há quem faça uma certa confusão entre humildade e santificação, com desleixo, desmazelo, pão-durismo ou avareza. Para ser humilde e santo não há necessidade de passar fome, alimentar-se mal, falta de bom gosto no vestir. Quem pode deve alimentar-se bem e vestir-se com bom gosto. O que a Bíblia condena são os excessos, não o necessário. Comer, alimentar-se é uma necessidade, porém, comer de forma exagerada, por vicio, por gulodice, a Bíblia chama de glutonaria, e esta está relacionada como sendo obra da carne (cf. Gl.5:21).

Vestir-se bem, com bom gosto, a Bíblia não condena. O Senhor Jesus quando foi preso estava vestido com uma túnica de alto preço, uma veste, na época, usada por príncipes (João 19:23,24). Certamente tinha sido um presente; ele não a vendeu para dar o dinheiro aos pobres. Preferiu usá-la na noite em que ia celebrar a última Páscoa, e a primeira Santa Ceia.

Para as mulheres, Paulo recomenda: “que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia...” (1Ts.2:9). A Bíblia, na Linguagem de Hoje, usa a expressão “roupas decentes e simples”. O conceito de pudor, no vestir, varia de um lugar para o outro, principalmente variando em relação ao clima. É certo, contudo, que quando Deus vestiu Adão e Eva, seu propósito foi o de cobrir a nudez. Assim, em qualquer lugar do mundo, se as vestes contribuírem para transformar o corpo em objeto de desejo carnal, esta veste, biblicamente, não pode ser chamada de “traje honesto, com pudor”.

É, pois, através da Temperança que o crente fiel encontra o equilíbrio entre o máximo e o mínimo, tanto na alimentação, como também na sua maneira de vestir-se, porque “o fruto do Espírito é:...temperança”.

II. PROSTITUIÇÃO E GLUTONARIA, O DESCONTROLE DA NATUREZA HUMANA

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição”(1Ts.4:3).

A Prostituição diz respeito a todas as práticas sexuais pecaminosas, inclusive o homossexualismo (Dt.23:17; 1Co.6:10,16; 1Ts.4:3). No seu sentido original, a prostituição refere-se aos pecados do sexo, de maneira geral, porém, tanto na Bíblia, como em nossos dias, a Prostituição está ligada ao comércio do corpo, à venda do sexo.

A Prostituta é conhecida como meretriz e rameira. Em Israel não podia haver prostituta, ou rameira e nem sodomita – “Não haverá rameira dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel”(Dt.23:17).  O dinheiro da prostituta não podia ser aceito na Casa do Senhor – “Não trarás salário de rameira... à casa do Senhor, teu Deus, por qualquer voto...”(Dt.23:18). Até o seu dinheiro era considerado como “... abominação ao Senhor, teu Deus”.

1. Fugi da prostituição - “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1Co.6:18). A Bíblia ordena: resistir ao diabo – “...resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”(Tg.4:7). Resistindo, o diabo foge; porém, a Bíblia não manda resistir à prostituição, mas manda fugir dela. Aqui é o crente que tem que fugir. “Fuji da prostituição...”(1Co.6:28) - esta é a palavra de Paulo a todos.  “Foge, também, dos desejos da mocidade...”(2Tm.2:22) - esta é a palavra de Paulo aos jovens. Assim, em relação à prostituição, a melhor defesa é fugir. Alguém pode dizer: “eu sei até onde posso ir”, porém, Paulo diz: “foge”! Outros podem dizer que fugir é covardia, mas, Paulo diz: “fugi”!  José fez isto – fugiu (cf. Gn.39:7-12).

É válido ressaltar, outrossim, que quando a Bíblia fala em “prostituição", não se está referindo apenas ao comércio do corpo, mas é tradução da palavra grega "pornéia", que significa "impureza sexual", ou seja, é algo muito mais amplo do que o simples comércio do corpo. Assim, quando a Bíblia nos manda fugir da prostituição, manda-nos fugir de toda e qualquer ação que revele impureza sexual, seja ela de que natureza for.

A prostituição é uma das obras da carne (Gl.5:19). Como novas criaturas, precisamos abster-nos da prostituição e de todo o tipo de infidelidade conjugal. Um dos compromissos assumidos no casamento é a fidelidade conjugal. É, sem dúvida, um dos maiores pilares de sustentação do casamento. A segurança espiritual e emocional do casal depende da fidelidade que cada um devota ao outro. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do casamento não são preparadas para suportar a infidelidade. Esta tem efeito devastador no matrimônio, no lar e na família.

Mas, infelizmente, nestes últimos dias da Igreja, Satanás tem se utilizado desta arma contra o casamento. “Ninguém é de ninguém”, costuma-se dizer e se propaga a tolerância e a admissão de “aventuras extraconjugais” por parte de marido e mulher, chegando mesmo a se dizer que tal comportamento reforça a “sexualidade” e o “afeto” entre os cônjuges. Mentiras satânicas que têm por objetivo tão somente a disseminação da impureza sexual. A Bíblia é bem clara a este respeito: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1Co.6:10) e, ainda, “aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Hb.13:4b). Por fim: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap.22:15).

Para evitar a infidelidade é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo ama a Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor. Em termos práticos é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges.

Portanto, nosso corpo pertence ao Senhor, pois Ele nos criou (1Co.6:13). Que jamais venhamos a usar nossos membros para a prostituição, mas para manifestar a glória de Deus.

2. A Punição de Deus. Enganam-se aqueles que pensam que o Deus do juízo está dormindo, inativo ou indiferente ao que acontece no mundo com relação à impureza sexual. O estado de degradação em que a sociedade se encontra já é uma retribuição divina, uma manifestação temporal do seu juízo. No dia do juízo, a sentença eterna de Deus será apenas esta: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo..." (Ap.22:11). A penalidade eterna do homem será experimentar eternamente os resultados de seu abominável pecado.

A humanidade é como um caminhão que desce ladeira abaixo. Deus está com o pé no freio, e o homem, com o pé no acelerador. Deus quer evitar a tragédia, e o homem acelera rumo ao abismo, até o momento que Deus tira o pé do breque e esse caminhão avança desgovernado para uma terrível tragédia. O que acontece é que Deus tira a culpa. O homem consegue pecar e a consciência não o acusa mais. Aí ele se gloria no pecado e aplaude o vício. As pessoas mergulham no pântano mais asqueroso da imoralidade e se corrompem ao extremo sem nenhum constrangimento, isso é o juízo de Deus. Por que Deus não manda fogo e enxofre como fez com Sodoma e Gomorra? Pior é entregar o pecador ao fogo do seu coração, preparando-o para o fogo do juízo.

O juízo mais severo de Deus é dar ao homem o que ele quer (Rm.1:24,26,28). Não há castigo maior para o homem do que Deus o entregar a si mesmo. Deus pergunta: "É isso que você quer? Seja feita a sua vontade". Esse é o maior juízo de Deus, entregar o homem a si mesmo, à sua própria vontade. Os homens que tanto amam o esgoto do pecado são enviados para lá; o que querem, eles terão.

Deus entrega esses "filhos da ira" (Ef.2:3) desprotegidamente a si próprios, a saber, às concupiscências de seu coração (Rm.1:24), às paixões infames (Rm.1:26), a uma disposição mental reprovável (Rm.1:28), ou seja, à maneira que eles próprios escolheram para viver. Em outras palavras, Deus os entregou à sensualidade (Rm.1:24,25), à perversão sexual (Rm.1:26,27), e à vida antissocial (Rm.1:28-32). Assim, os perdidos gozam para sempre da horrível liberdade que sempre pediram; porém, essa liberdade é a mais perturbadora escravidão.

3. A glutonaria e seus males. Enquanto a prostituição é um pecado com o corpo, a glutonaria é um pecado contra o corpo. Comer, alimentar-se é uma necessidade, porém, comer de forma exagerada, por vicio, por gulodice, a Bíblia chama de glutonaria, e está relacionada como sendo obra da carne (Gl.5:21). O Glutão revela falta de equilíbrio espiritual e emocional.

Na sua bondade eterna, Deus colocou o prazer na comida, a fim de que a atividade necessária da alimentação não fosse sem sabor e desagradável. No entanto, não podemos buscar o alimento apenas pelo prazer; aí está a causa da gula. Gula é comer além do necessário para se alimentar. Tudo o que comemos, depois que já estamos satisfeitos, é uma forma de gula, que pode ser pequena ou grande. Para alguns, o prazer do comer, passou a ser um fim em si mesmo, e tem nisto a sua satisfação. Se frustram quando a refeição não é suculenta e variada. Escrevendo aos filipenses, o apóstolo Paulo se refere àqueles cujo “deus é o ventre” (Fp.3:19), isto é, o alimento.

É importante observar que, em momento algum, a Bíblia defende que a comida seja um obstáculo a uma vida de comunhão com Deus. Comer e beber não é pecado, nem mesmo ter uma mesa farta para celebração e desfrute daquilo que legitimamente se obteve (Ec.5:18,19:6:2 e 8:15). O que a Bíblia não autoriza é o desperdício (lembremo-nos de que Jesus mandou recolher o que sobrou da multiplicação dos pães), o comer por puro prazer e extravagância, o alimentar-se sem qualquer necessidade.

Atualmente muitas são as opções para se comer além dos limites: rodízios de carne, massas, self-service sem balança, etc. A Palavra de Deus é incisiva contra o pecado de glutonaria (Lc.21:34; Gl.5:21; 1Pd.4:3). O consumo exagerado de alimentos resulta em obesidade, um mal que está associado principalmente às doenças cardiovasculares. Muitos crentes em Jesus preocupam-se somente com o bem-estar da alma, esquecendo-se de que também precisam zelar pelo corpo através de uma alimentação equilibrada. Muitos maltratam o corpo e depois ficam a clamar a Deus por um milagre. Façamos a nossa parte. Nosso corpo é templo do Espírito Santo, por isso, precisamos cuidar bem dele, tendo uma alimentação saudável e equilibrada (1Co.6:19).

III. VIVENDO EM SANTIFICAÇÃO E DEIXANDO OS EXCESSOS

"Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus" (2Co.7:1).

1. Vivendo em Santificação. A santificação é parte integrante da vida cristã, e o cristão que não deseja a santificação está perdendo o temor a Deus. A vida cristã somente pode progredir e se desenvolver se houver separação do pecado, o que deve ser perseguido até o dia do arrebatamento da Igreja.

Como Deus deseja também nos auxiliar no processo de santificação, Ele nos dá o seu Santo Espírito para habitar em nós e nos orientar nesta separação do mundo, ou seja, separação do pecado, não dos pecadores.

Não há como termos uma vida santa se esta não for permeada da temperança, do domínio próprio. Se não nos dominarmos a nós mesmos, o que só é possível mediante a ação do Espírito Santo em nossas vidas, seremos dominados pelo pecado. O pecado, então, habitará em nós o que é exatamente o contrário da santidade.

A temperança envolve três atitudes importantíssimas para a manutenção de uma vida santa, ou seja, de uma vida separada do pecado, a saber:

a) A prevenção dos atos futuros. O homem temperante sempre analisa o que está para fazer diante da vontade do Senhor. É alguém que é atento ao que está a fazer e o que isto significará no seu relacionamento com Deus. Esta atitude é o que a Bíblia chama de prudência e de vigilância. É um dos aspectos da temperança. Jesus recomenda que sejamos prudentes como as serpentes (Mt.10:16) e o apóstolo Paulo nos informa que a graça de Deus abunda em nós em toda a sabedoria e prudência (Ef.1:8). O salvo é um homem comedido e, portanto, cauteloso em relação ao futuro.

b) O comedimento e autocontrole no presente. O homem temperante, é alguém que, a cada instante, comete ações controladas, sóbrias, continentes, mostrando, a cada gesto, o senhorio de Cristo na sua vida. Administra os instintos, separa-se do pecado a cada momento. A Bíblia diz que quem é santo deve se santificar ainda (Ap.22:11).

c) Autoexame e vigilância constantes. O homem temperante, sem cessar, faz um autoexame dos atos a praticar e dos que está praticando, bem como dos que praticou, a fim de que mantenha o controle sobre os seus instintos. O controle é o exame minucioso, uma duplicata das ações, que nos permite verificar como se encontra a nossa comunhão com o Senhor. Por isso, manda Paulo que o homem se examine a si mesmo ao participar da ceia do Senhor (1Co.11:28) e Jesus determina, ao falar do sermão escatológico, que devemos, sobretudo, vigiar (Mc.13:37). A vigilância só é possível se houver a moderação, como nos deixa claro o apóstolo Pedro, mais de uma vez (1Pd.4:7, 5:8). Só há autoexame e vigilância quando temos temperança.

2. O comportamento do crente deve evitar toda a aparência do mal - “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Tes.5:22). O crente tem um dever de viver uma vida digna perante os demais - “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp.1:27).

A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. Há uma grande necessidade de mantermos uma conduta exemplar. Para tanto, é mister grande empenho para atingir tal objetivo. Somos exortados, pela Palavra de Deus, como deve ser a nossa conduta “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp.2:15).

Tudo o que nos distanciar do mal e nos aproximar de Deus, deve ser feito pelo salvo. Tudo aquilo que não contribui em coisa alguma para nossa aproximação com Deus deve ser evitado. Portanto, quando formos meditar sobre esta ou aquela conduta, lembremo-nos que o que está em jogo é o nosso relacionamento com Deus e que Deus quer que nós nos santifiquemos.

O Espírito Santo, que habita em nós, deseja nos ajudar a abandonar todo excesso e todo o pecado. Ele nos ajuda a ter uma vida equilibrada, sadia e santa.

CONCLUSÃO

“A temperança, como fruto do Espírito Santo, nos ajuda a ter uma vida disciplinada e feliz. Que venhamos ser cheios do Espírito, aprendendo com Ele a disciplina espiritual em todas as áreas de nossa vida”.

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Luciano de Paula Lourenço

Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 69. CPAD.

Rev. Hernandes Dias Lopes. Gálatas, a carta da liberdade cristã.

Antônio Gilberto. O Fruto do Espírito. CPAD.

Ev. Caramuru Afonso Francisco. Temperança, o fruto da disciplina.PortalEBD_2005.

Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. CPAD.

segunda-feira, 6 de março de 2017

UMA NOVA HISTÓRIA

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.( II Coríntios 5:17.17)

UMA NOVA HISTÓRIA PARA VOCÊ
Se você deseja receber de Deus algo que você nunca recebeu, realizar o que você nunca realizou,  experimentar o que você nunca experimentou,

Então, comece a fazer o que você nunca fez antes: oração, leitura bíblica, jejum, generosidade, participação total nos cultos da igreja ... priorize Deus e o Seu reino.

Exemplos:
- O paralítico curado por Jesus após 38 anos de enfermidade (João 5:1-9).
- O endemoninhado Gadareno que foi completamente liberto ao encontrar-se com Jesus (Marcos 5:1-20).
- Saulo de tarso, Transformado de um implacável perseguidor na igreja, no grande apostolo Paulo (Atos 8:3; 9:1-18; 13:1,2).

UMA NOVA HISTÓRIA PARA SUA FAMILIA
No meio de uma geração Corrompida, perversa, violenta, vazia e sem esperança, Deus nos chama para um lindo relacionamento de amor a Ele e às pessoas,

Deus quer mudar a história de sua família, transformando:
Maldições em bênçãos, tristeza em alegria, a desesperança em esperança, a pobreza em riqueza, o cativeiro em liberdade

Deus quer fazer novas todas as coisas em sua família (Ap 21:5).
Marido amando esposa, a esposa amando o marido, os filhos honrando os pais, a harmonia do céu sendo realidade em sua casa. Isso é possível através de Cristo Jesus.

Tudo começa quando você assume um compromisso com Deus

UMA NOVA HISTÓRIA PARA A IGREJA
Chegou o tempo de avivamento (Atos2:16-21,38,39).
O tempo do avivamento chegou –e é agora...  chegou a nossa vez...
O Espírito Santo está sendo derramado nesses dias (Joel 2:28-30).

Agora é a hora de coisas completamente diferentes começarem a acontecer, Deus tem coisas novas para nossa igreja, coisas grandes ... (Jer 33:3).

“Tudo aquilo que um dia somente sonhamos, somente víamos no livro de Atos dos Apóstolos, ou somente víamos acontecer em outras igrejas de outros países estão prestes a acontecer em nossa igreja.(I coríntios 2:9).

Chegou o tempo de vivermos o melhor de Deus, tempo de milagres, de bênçãos, de transformações nas famílias, transformações na sociedade, tempo de colheitas, de restituição...

Leve seu relacionamento com Deus para muito além das palavras.

Em Cristo Jesus Você pode viver uma nova historia de plenitude de vida, plenitude de amor, plenitude de alegria, plenitude de bênçãos, plenitude de sabedoria, plenitude de perdão, plenitude de graça e plenitude do Espírito Santo.

Tudo começa com fé, obediência e o compromisso de praticar a palavra de Deus.

O Senhor deseja transformar sua historia em uma linda historia de amor, de perdão, graça, bondade e misericórdia.

Você quer ter sua história mudada por Jesus?
A pessoa que pode mudar sua história para sempre habita dentro de você, O Espírito Santo.

“A intimidade produz santidade, a santidade produz autoridade, a autoridade nos leva à conquista.”

O melhor de sua história em Cristo Jesus está para acontecer.

Por Litrazini

Graça e Paz

ATOS DOS APÓSTOLOS – SÉTIMO ATO – PEDRO E JOÃO DIANTE DO SINÉDRIO Atos 4.5-22.



O resultado do testemunho de Pedro e João a respeito do do Jesus ressurreto, após a cura do paralítico de nascença na Porta Formosa do Templo, foi a conversão de aproximadamente mais duas mil almas. Lucas afirma que o esse número de convertidos somados aos três mil do primeiro sermão de Pedro, chegou a cinco mil homens.

Toda aquela agitação atraiu as autoridades da religião judaica que lançaram mãos dos apóstolos Pedro e João e o encarceraram até o dia seguinte no qual eles foram apresentados perante os anciãos e escribas, o sumo sacerdote Anás, Caifás, João e Alexandre que eram da linhagem sacerdotal. Eles os inquiriram para saber com que poder ou em nome de quem Pedro e João curaram o paralítico.

Não sabemos se o paralítico foi preso com Pedro e João, mas o verso quatorze nos informa que ele estava com eles nesse momento de inquérito. Após ouvirem o discurso de Pedro ficaram sem ter o que falar. É como diz o ditado: “Contra fatos não há argumentos”.

Lucas relata que mesmo sendo duro o discurso de Pedro, as evidências de que algo extraordinário e milagroso havia acontecido pesou no momento do julgamento e eles acabaram recebendo uma advertência apenas. As autoridades ordenaram-lhes que não mais ensinassem e nem mais falassem em o nome de Jesus.

Os apóstolos Pedro e João, então, tiveram uma atitude notável. Eles responderam às autoridades da religião judaica, os mesmos que condenaram Jesus de forma ilegal e injusta: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.19,20)

Temendo a reação do povo, que glorificava a Deus pelo que estava acontecendo em Jerusalém, aqueles religiosos soltaram a Pedro e João, mas antes os ameaçaram.

Que lições preciosas podemos tirar dessa desse sétimo ato do livro de Atos dos Apóstolos?

1.             O TESTEMUNHO A RESPEITO DE JESUS SEMPRE IMPLICARÁ EM SITUAÇÕES DE CONFLITO.

Jesus mesmo disse: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim os inimigos do homem serão os de sua própria casa”(Mateus 10:35). 

Não pense você que me lê, que o discipulado cristão é isento de lutas, dores, e conflitos. O mundo não é apenas diferente da Igreja, mas totalmente oposição. O mundo se opõe à Igreja e vice-versa. Os valores deste mundo são, em quase toda sua totalidade, contrários aos valores que a Igreja deve esboçar. Uma leitura ainda que superficial do Sermão do Monte deixa clara essa questão. A Igreja caminha na contra mão deste mundo.

Não pode o verdadeiro cristão se iludir com a ideia de que nesse mundo vivemos isentos de perseguição e de injusta oposição. Citando ainda o Sermão do Monte, Jesus deixou evidenciado ainda na porção das Bem-Aventuranças o seguinte: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assimperseguiram os profetas que viveram antes de vós” . (Mateus 5.10-12)

Se você é um cristão então você anda na contramão desse mundo terrível que nos rodeia. Há uma santa porfia (guerra) entre essas duas sociedades, o mundo de um lado e a Igreja de outro lado. Não há como jungir a ambos. Eles são irreconciliáveis.

2.             PRECISAMOS ESTAR PREPARADOS PARA SERMOS USADOS PODEROSAMENTE POR DEUS.

Pedro e João seguem ao Templo e a intenção é simplesmente orar. Esse era o hábito. Mas lá eles se deparam com uma situação inédita. Algo extraordinário vai acontecer. A hora do milagre não estava marcada pelos homens, mas Deus sabia o que iria acontecer ali. E Ele tinha um propósito para tal acontecimento.

Eu tive uma experiência extraordinária e inesquecível nesse sentido no final da década de 90. Eu havia ido ao hospital atender uma família da Igreja cujo filho estava com suspeita de apendicite, o que de fato foi apenas suspeita. Vendo a aflição da família e a falta de informações me dispus conversar com o médico. Lá, no Pronto Atendimento da Santa Casa de Suzano, uma sala enorme cheia de pacientes, vi um jovem em uma maca no chão com lágrimas nos olhos. Enchi-me de amor e compaixão por ele e me abaixei perguntando o que havia acontecido com ele. O rapaz de uns poucos 20 anos me disse que estava brincando, caiu de cabeça e que a partir de então não sentia mais nada do pescoço para baixo. O médico veio, fez alguns testes e mandou-o para a sala de radiografia. No entanto eu fechei meus olhos, coloquei a mão sobre ele e orei. Pedi a Deus que o curasse. Os enfermeiros o levaram embora.

Passados alguns dias, que eu não sei precisar quantos, estava eu na apresentação dos corais da Igreja que pastoreava e da Igreja Presbiteriana Unida de Suzano em um teatro na cidade de Suzano. Após o término da apresentação da Cantata de Natal fui chamado á frente para dizer algumas palavras e orar. Parabenizei os corais, os regentes e todos os envolvidos na realização daquele momento de testemunho do nascimento de Jesus. Orei e desejei a todos um feliz natal. Ao sair do palco alguém me pegou pela mão e me disse: - Maurão; você pode dar uma chegada no camarim? Há uma família que precisa falar com você. Imaginei que se tratava do que havia acontecido ali naquele teatro. Ao entrar vi que não conhecia ninguém a não ser a pessoa que me levou até o camarim. Foi então que, com lágrimas nos olhos, aquelas pessoas me relataram que eram parentes do moço que havia se acidentado e pelo qual eu havia orado naquele dia na Santa Casa. Disseram-me que ele havia sido milagrosamente curado. Disseram-me que viram quando eu me curvei diante do moço e orei por ele.

Toda glória seja dada Aquele que pode fazer milagres ainda hoje. Agradeço se pude ser, como foram Pedro e João, instrumento, ainda que indigno, para que tal milagre acontecesse. Deus tem nossas mãos, e nossos corações para levar a benção até outras mãos e corações e não sabemos exatamente quando isso irá acontecer.

3.             NO ABRIR DOS NOSSOS LÁBIOS, O ESPÍRITO SANTO NOS DÁ PODER PARA TESTEMUNHAR.

Pedro e João não haviam preparado o que iriam dizer. Eles deviam estar, de certa forma, atemorizados pela situação. Ora, por conta de terem sido usados por Deus para a cura de um paralítico de nascença e por terem testemunhado de Jesus, eles foram parar na cadeia.

Agora estão diante das autoridades da religião judaica e, como dissemos, aqueles mesmos que prenderam, julgaram e foram responsáveis pela morte de Jesus. O que poderia ocorrer com eles, homens simples?

Jesus, em um determinado momento de seu sermão profético (Mateus 24 e 25) disse se referindo aos seus discípulos e a todos os crentes de todos os tempos: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome”. (Mateus 24.9)

Entretanto, mesmo diante dessas circunstâncias, eles testemunham de Jesus. E Deus, por meio do Espírito Santo, coloca nos lábios daqueles homens, as palavras que precisam ser ditas.


4) NEM SEMPRE O RESULTADO DO NOSSO TESTEMUNHO REDUNDA EM SALVAÇÃO DE ALMAS.

O texto não fala de conversões. Nos outros dois sermões de Pedro, houve a conversão de aproximadamente cinco mil homens. Mas aqui, não se fala em conversão.

A obrigação da testemunha é dar testemunho. Pedro e João disseram: “...pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.20)

O testemunho a respeito de Jesus, feito com amor pode sempre redundar em salvação de almas, mas é possível que muitos, a despeito desse testemunho, continuem caminhando a passos largos para a eternidade sem Deus.

Ninguém é condenado porque ouviu o evangelho e o rejeitou. Nós já nascemos condenados, porque nascemos pecadores, e o pecador não convertido não pode herdar o reino de Deus. Todavia, nossa situação se torna ainda mais caótica quando ouvimos as boas-novas de salvação e as rejeitamos. Quando isso ocorre nos tornamos ainda mais indesculpáveis e mais merecedores das penas eternas. Somos condenados porque nascemos pecadores e também porque rejeitamos o presente gracioso de Deus que é a salvação em Cristo Jesus.

Por isso, nós os que já fomos salvos, devemos testemunhar. As boas-novas são o único instrumento de Salvação. Paulo disse: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: o justo viverá por fé”. (Romanos 1.16-17)

4.   É IMPOSSÍVEL CALAR A VOZ DAQUELE QUE RECEBEU A SALVAÇÃO PELA GRAÇA.

“...não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”. (Atos 4.20)

Imagine a seguinte situação querido leitor. Depois de você fazer alguns exames a pedido do médico, constata-se que você está à beira da morte. Então, o médico lhe diz que foi lançado nos últimos dias uma medicação que pode curar você e lhe devolver a vida que você está prestes a perder. Você vai, compra o medicamente, toma o remédio e fica totalmente curado.

Agora imagine que você conheça pessoas que também sofrem da mesma doença de que você foi curado. Teria você o desplante de se calar, se omitir? Ficaria você em silêncio vendo que outros caminham para o mesmo destino do qual você se viu livre simplesmente porque um médico lhe indicou o medicamento que salvou sua vida?

O mesmo acontece com o Evangelho. Quem por ele foi alcançado para a Salvação em Cristo Jesus, não pode se calar. É impossível ficar quieto quando sabemos que muitos caminham a passos largos para o inferno, o mesmo inferno que era teu destino certo, mas do qual Cristo por sua morte vicária e expiatória te livrou.

Por isso Pedro e João falaram e não se calaram. O resultado não foi auspicioso como em outras duas ocasiões, mas eles simplesmente afirmaram ser impossível ficarem quietos.

Concluo lançando um desafio a você que já é salvo, que já conhece Jesus de forma pessoal e salvífica: Fale dele! Fale de sua Salvação! Fale da vida nova que Cristo trouxe para aqueles que nEle creem e por Ele vivem.

Faça isso porque sinceramente, é algo que não podemos deixar de fazer seja em que circunstância for.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Deus é mais simples que as religiões



Por Antônio Pereira Jr.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

“Deus é mais simples que as religiões”, disse o poeta Mário Quintana, que não se considerava um religioso, embora fosse criado nos moldes do catolicismo. Eu particularmente acho que ele poderia ser agnóstico, não um ateu propriamente dito. Agnóstico é aquele que pode até acreditar na existência de Deus, embora não tenha certeza que de fato Ele exista. Literalmente falando um agnóstico é aquele que não tem o conhecimento necessário sobre a certeza da existência de uma divindade superior (um não conhecimento), pois “gnose” significa conhecimento. Em certo sentido eu concordo com a frase. Geralmente as religiões complicam tudo.

Deus é simples, não no sentindo de ser simplista ou cuja constituição se pode conhecer plenamente. Não dá para dissecarmos a Deus como se faz com um cadáver humano para que se conheça seus pormenores. Deus é infinitamente Ele. Só Ele é o que é. Nesse sentido Ele é altamente complexo. Impossível a concepção pela mente humana. Como disse Santo Agostinho: “O finito não pode conhecer o infinito”.

Deus é simples no sentido de se deixar conhecer. E nesse “deixar-se conhecer”, que conhecemos dEle já nos é suficiente. Sem barganhas, sem sacrifícios e sem teorizações filosóficas. Em contrapartida a religião exige normas, regras sobre-humanas, leis impraticáveis. É preciso cumprir exaustivamente os sacrifícios, oferendas e exigências das divindades mal-humoradas.

Em Jesus tudo isso fica em segundo plano. As exigências do Deus-Pai foram cumpridas pelo Deus-Filho. É coisa de Deus não de homens. Nenhum homem poderia cumprir as exigências do Deus Eterno. E Cristo o nosso substituto pede pouca coisa, aliás, uma só coisa: que se creia nEle. Por isso o seu jugo é suave e seu fardo é leve.

Um jugo, se você não sabe, é tipo uma peça de madeira que se colocava no pescoço dos animais. Geralmente eram dois bois ou outros animais fortes. Se fazia assim para que se controlasse o arado onde se fazia os sulcos no terreno, preparando-o para a plantação. O jugo desigual seria colocar a peça em dois animais de espécies diferente. Um boi e um cavalo, por exemplo. O que era proibido pela Lei (Deuteronômio 22.10).

O jugo de Jesus é suave porque não carregamos o fardo da vida sozinhos. Ele sempre está conosco para nos ajudar. O alivio vem dEle. Todo descanso para a alma cansada só pode vir dEle. A religião nua e crua ao invés de aliviar a carga, aumenta o sofrimento do ser humano porque ela é quase sempre desumana. Essa é a diferença de Jesus e da religião.

O fardo da religião é pesado. E como é pesado. O apóstolo Paulo sabia disso. Ele era um fariseu insensível. Um religioso que matava em nome de Deus. Um líder religioso que não conhecia a Graça, o amor e o perdão de Deus. Até que teve um encontro com o Mestre dos mestres. No caminho de Damasco (Atos 9) ele descobriu que servir a Jesus é uma coisa, servir a religião é outra totalmente diferente. Ele tentava viver perfeitamente. Era sincero no que fazia. Tantas exigências para que se viva uma vida intocável, pura e perfeita. Mas como um imperfeito pode viver perfeitamente?

A religião sufoca, mata, oprime… A religião escraviza, Cristo liberta. A religião entristece, Cristo dá alegria. A religião reprime, Cristo dá paz. A maioria das pessoas têm fé em algo, mas é preciso ter fé em alguém. É nisso que as religiões erram. O algo é efêmero, o alguém tem que ser Eterno. O algo é fraco, frágil, pueril. O alguém deve ser Todo-poderoso e imortal.

Mas também não podemos colocar nossa fé em qualquer alguém. Esse alguém tem que ser Deus-Cristo, do contrário, colocar a fé em homens ou na religião vazia é outro grande erro que não se deve cometer. Hoje as pessoas estão crendo em falsos apóstolos, profetas, bispos e líderes falíveis. Colocar a fé na religião é colocar a fé em algo. Crer em Jesus é colocar a fé em alguém que não pode mentir. É esse alguém que merece ser adorado e amado com todas as nossas forças. Você está colocando sua fé em algo ou em alguém? Lembre-se do que Ele disse: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”. João 3.36 (KJV).

Fonte: NAPEC

A CAUSA FOI UM GRANDE AMOR



“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Efésios 2.1-5)

Nesta breve passagem de Efésios, especialmente nos seus versículos 4 e 5 é declarada a causa da nossa eleição para a salvação: o grande, o infinito amor de Deus por nós.

O pecado não foi capaz de anular o amor de Deus por aqueles que ele pretende salvar para participarem deste mesmo amor que há na natureza divina.

A eleição não se trata portanto de um projeto mecânico, de uma escolha baseada em princípios que levem em conta o nosso mérito e importância para Deus.

Ao contrário, pois como se declara em nosso texto, toda a humanidade, inclusive os eleitos, se encontram numa completa miséria e desgraça em relação ao seu estado espiritual, em razão dos seus delitos e pecados.

Na verdade, mais do que em estado de miséria, pois todos, sem serem vivificados por Cristo, acham-se mortos espiritualmente e sob uma maldição de condenação eterna.

Então o apóstolo declara final e triunfalmente no verso 5:“pela graça sois salvos”, ou seja, a causa da eleição é a graça, o amor, o favor e a misericórdia de Deus para com pecadores que mereciam, sem qualquer exceção, a condenação eterna debaixo do seu justo juízo contra o pecado e o pecador.

E a grande prova de que a causa foi o amor, e por este modo como o amor se comprovou em ter o próprio Deus sofrido e morrido em nosso lugar numa cruz carregando sobre Si os nossos pecados, revela de modo muito claro e direto qual era a nossa completa miséria e impotência para que fôssemos eleitos por algo de bom e especial que Deus tivesse visto em nós, indignos pecadores.

Assim, Cristo teve que tomar o nosso lugar, para que pudéssemos receber a graça da nossa eleição para que pudéssemos ser salvos por Ele.

Graças e glórias eternas então, somente ao Seu grande Nome!

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

12 passos em direção ao extraordinário!




 Wallace Sousa


No dia subsequente dirigia-se Jesus para uma cidade chamada Naim, e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. Ao aproximar-se ele da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e vinha com ela muita gente da cidade. Logo que o Senhor a viu, compadeceu-se dela, e disse-lhe: Não chores. Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Moço, eu te mando, levanta-te. Aquele que havia estado morto, sentou-se e começou a falar; e Jesus o entregou à mãe dele. Todos ficaram cheios de medo, e glorificaram a Deus, dizendo: Um grande profeta levantou-se entre nós, e: Deus visitou ao seu povo. Lucas 7:11-16

Quando Jesus entra em cena, sempre acontece algo extraordinário

Se você chegou até aqui porque precisa do agir de Deus em sua vida, quero agradecer por sua visita e pedir que me acompanhe por algumas linhas para que exploremos e descubramos juntos como, quando e porque Jesus faz coisas extraordinárias na vida de certas pessoas. Quem sabe, uma dessas pessoas pode ser você. Quer experimentar o extraordinário de Deus? Vem comigo! Neste simples post vou citar 12 motivos para você não entregar os pontos ainda, não desistir de lutar e seguir em frente. Espero que, ao final da leitura, você possa dizer a si mesmo que valeu a pena ler este singelo artigo. Caso queira, gostaria de ouvir sua experiência e saber o que sentiu ao ler estas palavras. Se puder – e se tiver gostado, claro – peço que compartilhe o post com seus amigos, ok? Se não quiser, não vai acontecer nada de mal pra você ou seus parentes, não se preocupe: eu também odeio essas correntes de emails… risos

1. Amanhã é um novo dia (v. 11)

Como já disse no post Amanhã Deus vai mudar sua vida por completo, não importa o que você esteja passando hoje – e você pode estar em situação bem difícil -, ou o que aconteceu com você no passado, amanhã é um novo dia. Amanhã, Deus pode fazer algo de novo e extraordinário em sua vida. Os dias anteriores daquela mãe devem ter sido muito tristes, dias de desconsolo e desespero. Mas, no dia seguinte, Jesus foi ao encontro dela e fez algo surpreendente.

E se Jesus fizesse o mesmo em sua vida? Como será o seu amanhã? Eu não sei, talvez nem você saiba, mas Jesus, com certeza, sabe.

2. Jesus chegou mais perto (v. 12)

Muitas vezes, quando estamos em dificuldades, pensamos que estamos sozinhos. Nem sempre é ilusão, mas é o que vemos. É comum lembrarmos daquele ditado que os verdadeiros amigos se conhecem nos momentos de adversidade. Também é muito fácil cair na tentação de pensar que fomos abandonados e que, sozinhos, não vamos conseguir.

Mas, Jesus estava chegando perto daquela mulher desesperada, desconsolada. Se Ele chegou perto dela, quem sabe se Ele também não pode se aproximar de você nessa hora tão difícil, não é verdade? Eu me lembro que o governador do Mato Grosso, quando eu morava lá no interior – e sofri um bocado também –  resolveu empreender uma viagem por terra para conhecer a real situação de quem vivia naquela região. Os moradores se sentiram prestigiados, ouvidos e, algum tempo depois, algumas reivindicações foram atendidas.

Jesus é assim: quando precisamos, Ele sempre arranja um jeito de chegar mais perto da gente. Pode crer, meu irmão (risos).

3. Jesus promove um choque de visões (v. 12)

Quando Jesus se aproximou da cidade, algo inusitado aconteceu. Seguindo Jesus vinha uma multidão, e seguindo a viúva, outra. Ali, na saída da cidade, essas duas multidões se encontraram. Uma, seguindo o dono da Vida. A outra, seguindo um rapaz morto. A que seguia Jesus o fazia porque onde Jesus está, sempre acontece algo extraordinário. Era a multidão da esperança, que também esperava para ver ou receber um milagre. A outra, ao contrário, não tinha mais nenhuma esperança. Então, Jesus faz aquilo que ninguém esperava: choca a multidão da desesperança e surpreende a da esperança.

Esse Jesus é demais. Quando Ele quer, surpreende quem crê e mostra seu poder a quem perdeu as esperanças. Perdeu a esperança? Calma que Jesus está chegando.

4. Jesus está vendo seu sofrimento (v. 13)

Hoje em dia muito se fala de uma característica que é muito falada e valorizada, chamada empatia. O que é empatia? Em simples palavras é “colocar-se no lugar do outro”, sentir o que o outro sente. Em outras palavras, compadecer-se. Naquela multidão de pessoas, muitas tristes, algumas chorando, Jesus viu alguém em especial, que chamou sua atenção. Quem foi? A viúva que recém havia perdido seu filho.

O texto é bem claro: logo que Jesus a viu, se compadeceu. Isso quer dizer que Ele não demorou a perceber o sofrimento que ela estava passando, e ficou sensibilizado com isso. Talvez você esteja sofrendo bastante, não sei, mas quero que você saiba e entenda que Jesus está vendo seu sofrimento, amém?

5. Jesus tem uma palavra para você (v. 13)

Eu fico a imaginar a situação daquela mulher, quão difícil era. Geralmente, eu procuro ser bem pragmático, do tipo que tenta resolver as coisas, sabe? Mas, quando penso naquela mulher, eu acho que eu ficaria calado, porque nada do que eu dissesse iria aliviar o sofrimento dela. E quanto mais eu me coloco no lugar dela, mais eu acho que eu nada poderia fazer naquele momento. O que eu faria, então? Ficaria bem caladinho.

Mas, Jesus, quando chega, não consegue ficar calado. Ele não quis ficar calado. Ele chega pra mulher e diz, simplesmente: “não chore”. Já pensou que doido isso? Mas, Jesus não era doido, Ele sabia quem Ele era, e sabia muito bem. Se Ele diz para alguém ‘não chore’, meu irmão, pode enxugar as lágrimas, porque vem coisa boa por aí! Sabe o que eu aprendo? Que não existe situação difícil que Jesus não tenha a solução. Não existe problema difícil que Jesus não saiba como desatar o nó. Não importa o que você esteja passando, Jesus tem uma palavra para sua vida. Você crê? Então, meu irmão, receba.

Outra coisa interessante: aquela mulher estava chorando por vários motivos: pelo passado – era viúva, não era sua primeira e terrível perda. Ela sabia o que era sofrer a perda de alguém próximo e querido. Chorava também pelo presente – havia perdido seu filho único, uma dor que só quem é mãe sente, e quando se é mãe de um filho só, a dor é dobrada. E chorava também pelo futuro, futuro esse que ela não tinha mais, pois seu filho defunto era sua esperança na velhice, uma esperança que ela estava conduzindo para a cova. A esperança daquela mulher estava morta.

Mas, alegre-se: Jesus tem uma palavra para você.

6. O toque de Jesus muda trajetórias (v. 14)

Você já ouviu falar na estória do rei Midas? Segundo reza a lenda, foi dado a ele um dom único e incrível: tudo o que ele tocava virava ouro. No início, ele pensou que era uma bênção, mas foi descobrindo que era, na verdade, uma maldição. Se ele fosse alisar o cabelo da esposa ou da filha, pronto, virava uma estátua de ouro. Se o gatinho de estimação roçasse nele, lá estava um gato de ouro. Aquele toque era um toque de morte, e não de vida.

Mas, com Jesus o negócio é diferente. O toque de Jesus muda trajetórias, histórias e vidas. Quantas pessoas eu já conheci que, após o toque do Mestre, tiveram suas vidas mudadas? Elas vieram a conhecer uma riqueza que valia mais que seu peso em ouro: paz, felicidade e, principalmente, salvação. E assim foi com aquele moço cujo destino era o cemitério mais próximo. Mas, o toque de Jesus mudou tudo e, mais uma vez, Jesus deixou outra cova vazia.

Você também está precisando do toque do Mestre? É só clamar, meu irmão.

7. A última palavra é sempre de Jesus (v. 14)

Durante muito tempo e para muitas pessoas, receber um resultado de exame com câncer, por exemplo, era praticamente uma sentença de morte. Na verdade, para muitas pessoas, dependendo da situação financeira, do estágio da doença, se mais ou menos avançado, da agressividade e do tipo de câncer, isso ainda é verdade. Mas, eu conheço Alguém que tem poder não apenas sobre a vida, mas também sobre a morte. E o nome dele é Jesus. Sim, Jesus tem a última palavra, até mesmo sobre a morte.

Para aquela mãe, não havia mais esperança, não existia qualquer palavra que pudesse consolá-la, mas o que ela não sabia é que Ele tinha poder sobre tudo, e nem a morte podia escapar do que Ele decidisse e dissesse. Meu irmão, minha irmã, se Ele ainda não se pronunciou, se Ele ainda não deu a última palavra, nem tudo está perdido.

8. A palavra de Jesus dá vida e levanta os caídos (v. 15)

Eu já escrevi sobre muitos assuntos no blog, dentre eles política, dicas para concursos e estudos de modo geral, já contei minha história de casamento e de conversão também, críticas literárias, como do Hobbit e Crônicas de Nárnia. Mas, de longe, os posts que mais atraem visitas são os que falo sobre motivação e perseverança.

É até engraçado isso, já que ando (andei) meio desanimado com  blog – e isso não acontece pela primeira vez e nem é coisa tão recente. Mas, como já disse outras vezes, parece que eu sou cobaia de mim mesmo. Experimento decepções, desilusões, desânimo e frustração, fico meio deprimido e chateado. Daí, não tendo coisa melhor pra fazer, venho escrever e desabafar no blog e acaba saindo um texto onde Deus me ensinou uma lição que termina servindo para outras pessoas. Não é engraçado?

Para você que nunca leu outro texto meu – que também não é assim um prejuízo grande, se é que você me entende… risos, eu já escrevi muita coisa sobre levantar, dar a volta por cima e tentar de novo. Mas, talvez o que mais chame a atenção das pessoas seja o fato de eu expressar meus próprios fracassos e decepções e mostrar que se Deus me levantou, Ele pode reanimar (dar vida) e levantar qualquer um.

Sim, é isso mesmo: eu já caí muitas vezes, e em cada queda o Senhor me tomou pela mão e me reergueu. Quem sabe você que está me lendo está caído à beira do caminho. Não se preocupe, logo logo a poderosa mão do Senhor vai se estender para você e te levantar do chão. Se Ele estendeu a mão para mim, e eu não sou melhor do que você, Ele vai deixar você na mão? Vai não. Ele vai te estender a mão.

Entendeu, né? risos

9. Jesus pode restituir aquilo que tiraram de você (v. 15)

Olha, eu não sei você, mas já fui furtado algumas vezes, e a mais recente e chata foi quando estive na África, quando sumiu minha câmera novinha que eu tinha trazido dos Estados Unidos, e que não tinha sido barata. Para completar, eu tinha comprado uns tecidos para dar de presente pra minha esposa, coisa fina, artigo de primeira. Adivinha o que aconteceu quando eu abri a mala e fui dar o presente pra ela? Pois é… pense numa decepção e frustração. Mas, faz parte.

Todavia, o que aquela mãe estava passando foi muito pior. A câmera, eu compro outra, os tecidos, se Deus permitir, outro dia eu compro ou ganho outros até melhores e mais bonitos. Mas, e um filho, e filho único ainda por cima? Onde ela iria achar outro? Então Jesus entra em cena, e o que Ele faz? Ele vem e restitui o que a mãe havia perdido. Ele traz de volta, arranca o moço das garras da morte e devolve pra mãe.

É isso mesmo, meu irmão. Eu não sei, não faço a mínima ideia do que o diabo, a doença, a morte, a traição, o que quer que tenha sido, tirou de você. O que eu sei é que Jesus é poderoso para restituir o que você perdeu ou roubaram de você.

Posso ouvir um glória a Deus, igreja? risos

10. Jesus pode surpreender você e todos ao seu redor (v. 16)

O texto diz que o povo, e acredito que isso incluía as duas multidões, ficou abismado com o que Jesus fez. Eu queria ter estado lá, queria mesmo ter presenciado aquela cena, ver uma viúva recebendo de volta o filho querido. Deve ter sido uma cena memorável. Eu, que sou meio abestalhado, acho que iria ficar ainda mais apalermado e sem saber o que dizer. Eu teria ficado surpreso. De verdade.

Sabe, às vezes Jesus inventa umas formas estranhas de nos surpreender, de nos abençoar, que vão contra o senso comum e contra nossas expectativas que nos pegam de calça curta. Mas, ainda assim, perdendo a fala, ficando de queixo caído, eu quero ser surpreendido pelo Senhor. Eu quero experimentar o extraordinário de Deus, eu quero provar o surpreendente do meigo Nazareno.

E você, está preparado para ser surpreendido por Jesus?

11. Quando Jesus se levanta, algo extraordinário acontece (v. 16)

O povo disse algo interessante: que Deus havia levantado um profeta no meio do povo. Como assim? O profeta estava deitado? Estava dormindo ou agachado? Meu amado, quando Jesus se levanta, alguma coisa acontece, algo inesperado ocorre.

Você se lembra quando Jesus estava agachado, escrevendo no chão, enquanto acusavam aquela mulher e queriam que Ele aprovasse o apedrejamento dela? Mas, quando Ele se levantou, não sobrou um daqueles “cabras sem-vergonha” pra contar a história. E quando Jesus estava deitado no barco, no meio da tempestade? Mas, quando Ele se levantou, até o mar e o vento tiveram que se calar diante da majestade do Rei dos reis.

A sua vida está bagunçada, e parece que Jesus está dormindo? Espere só até Ele se levantar e você vai ver o que acontece!

12. Você pode estar esquecido, mas Deus pode visitar sua vida e mudar sua história (v. 16)

Finalizo dizendo que uma das coisas que mais nos satisfaz é receber uma visita de alguém que gostamos, que apreciamos a companhia, cuja conversa é agradável e aprazível. E se for alguém que faz tempo que não vemos, melhor ainda. Às vezes, parece até que estamos hospedando anjos, se é que você me entende.

Aquele povo parece que se sentia abandonado, à margem. Pode ser que não fosse sempre, mas que aquela situação, a dor daquela pobre viúva se espalhou por toda a comunidade e eles sentiram o mesmo sentimento de abandono que ela experimentava. Então, diante de um milagre de tamanha proporção, eles entenderam que Deus estava fazendo uma visita ao seu povo.

Agora, já pensou se essa situação que você está vivendo, que tudo isso que você está passando, não é a grande oportunidade de você receber a visita do Mestre? Se você soubesse que Jesus iria em sua casa, digamos amanhã, o que você faria hoje? Eu poria minha casa em ordem, arrumaria as coisas, pediria para minha esposa preparar algo gostoso para comermos. Enfim, eu me prepararia para ser visitado por Deus.

E você, querido leitor, você está preparado para receber a visita do Filho de Davi? Eu, no seu lugar, me aprontava.

Conclusão

Depois de tudo isso, qual é a maior lição que podemos aprender com essa história empolgante, cheia de altos e baixos, reviravoltas e surpresas, um enredo de tirar o fôlego? O que VOCÊ aprendeu com isso? Se eu fosse lhe perguntar: O que você precisa fazer para experimentar o agir extraordinário de Deus em sua vida, qual seria sua resposta? Eu não sei o que você diria, mas o que EU diria, baseado no que aprendi lendo isso é o seguinte:

Eu preciso apenas crer. Crer na Palavra e nas promessas de Deus. Sabe por quê?

 Porque é crendo na palavra de Jesus que o milagre acontece.

Então, pode crer, meu irmão, que Deus ainda faz milagres e que Ele tem milagres para fazer em sua vida.

Você crê?

Wallace Sousa edita o blog Desafiando Limites e é colaborador do Tenda na Rocha 

O QUE A GENTE VIVE

Li uma frase interessante outro dia: “Em que medida a política normal do cristão é formada pela cultura que o rodeia mais que pelo evangelho de Jesus?”

Esse é um questionamento que nos faz pensar. Até que ponto temos realmente seguido o evangelho e os ensinamentos que Jesus nos deu e até que ponto temos apenas seguido a cultura e as tradições que nos rodeiam mais que o próprio evangelho?

Jesus nos deixou ensinamentos e exemplos incríveis, coisas que nós realmente devemos nos importar, só que muitas vezes nós simplesmente não vivemos nada disso.

A gente se preocupa mais com coisas que não vão fazer tanta diferença assim.

A gente se preocupa mais se o pregador citou o texto certo, se acertou o número de discípulos, se ele sabia do que estava falando, se foi uma boa pregação, se o grupo de louvor desafinou, se tocaram uma música que você não gosta, se erraram a letra, se alguém orou alto demais, se o pastor orou bonito ou não, se tinha criança chorando...

E isso é apenas em um culto, mas quando chegamos em casa, quanto tempo perdemos falando coisas ruins sobre as pessoas, quanto tempo perdemos nos preocupando com coisas que realmente não importam, quanto tempo perdemos não amando enquanto deveríamos estar dispondo de todo nosso amor?

Esse é um dos presentes mais lindos que Deus deixou pra gente: o amor. Esse é seu mandamento mais importante, para que nós O amemos e para que amemos uns aos outros.

Como podemos querer ajudar, como podemos querer melhorar, como podemos querer sentir Deus e esperar que Deus também sinta nossa presença diante Dele se estamos falando sobre a roupa torta de alguém ao invés de estarmos buscando por Ele?

Ainda sim, Deus nos enche de oportunidades e de experiências com Ele. Não precisamos ver gravetos brilharem para ver que Deus está à nossa volta, cada pequena coisa da criação proclama Sua glória e Sua beleza.

Vamos parar de nos ater tanto à cultura que nos rodeia, vamos não nos deixar sermos limitados por ela, mas que a gente procure viver o evangelho de Jesus, as boas novas que Ele nos deixou, o ensinamento de amor, as valiosas lições de ajuda ao próximo.

Vamos viver seguindo a Jesus, vamos viver sendo mais que apenas ouvintes, mas praticantes da palavra.

Mariana Mendes

Por Litrazini
Graça e Paz