sexta-feira, 21 de abril de 2017

VIVENDO OS MILAGRES DIÁRIOS

"Jesus fez também muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos". (João 21: 25)

Essa passagem do Evangelho de João é conhecida na Teologia como uma hipérbole, ou seja, um exagero por parte do autor para dar ênfase ao que representa Jesus Cristo para ele.

Mas parando e analisando vejo que o Apóstolo João não exagerou, reflita comigo, cada novo dia a Palavra de Deus nos diz que a misericórdia do Senhor se renova em nossas vidas, isso é um milagre.

Quando acordamos e abrimos os nossos olhos, mais um milagre, cada respiração nossa é um milagre, cada passo que damos outro milagre, cada palavra que proferimos é um milagre, cada vez que termina um dia e podemos deitar para descansar é milagre do Senhor.

A cada dia somos contemplados com milhares de "pequenos" milagres.

Multiplique isso pelos bilhões de pessoas que vivem e viveram nessa terra e veremos que o Apóstolo João não exagerou, ele na verdade profetizou.

Creia nisso, você é um milagre de Deus, não se deixe abater pelas coisas desse mundo, o Senhor Jesus está cuidando de cada situação de sua vida e jamais permitirá que algo aconteça em sua vida que você não seja capaz de suportar.

Ele disse: "...E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28:20)

Frank Medina

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Que é Fé?


Uma das declarações que eu me percebi repetindo com mais frequência nos últimos quinze anos de ministério é o comentário perspicaz de J.I. Packer de que meias-verdades disfarçadas de verdades inteiras são mentiras completas. A observação de Packer é um belo lembrete de que meias-verdades são apenas isso: meias-verdades. Quando são apresentadas como se não houvesse nada mais a dizer, o resultado é que a verdade é comprometida. Dizer que Jesus é cem por cento humano é verdade. Porém, é apenas metade da história. Jesus também é cem por cento divino. Se nos concentramos apenas na humanidade de Jesus e nunca dizemos nada sobre a sua divindade, somos culpados de apresentar uma meia-verdade como se fosse a verdade inteira, e assim contamos uma mentira completa.
Meu temor é que muitos de nós na igreja atual possam estar perigosamente perto de violar esse preceito em nossa pregação do evangelho. Não há dúvida de que o chamado do evangelho é para crer em Jesus Cristo, razão pela qual nossa pregação deve regularmente chamar as pessoas à fé. Mas se a nossa pregação parar ali, sem nunca chamar as pessoas ao arrependimento, está perigosamente perto de apresentar uma meia-verdade como se fosse a verdade inteira. Arrependimento e fé são inseparáveis. São dois lados de uma mesma moeda. A fé é o lado positivo de voltar-se para Cristo, e o arrependimento é o lado negativo de afastar-se do pecado. É impossível voltar-se para Cristo e voltar-se para o pecado, assim como é impossível viajar em duas direções diferentes ao mesmo tempo. Por definição, viajar para o leste significa não viajar para o oeste, e voltar-se para Cristo significa, de modo correspondente, não se voltar para o pecado. Fé e arrependimento necessariamente seguem juntos.
Podemos ver essa união inseparável entre fé e arrependimento em várias passagens da Escritura. Em Atos 2.38, por exemplo, Pedro responde aos que foram “compungidos no coração” e que perguntaram “Que faremos, irmãos?”, dizendo-lhes: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados”. Pedro não lhes diz “creiam e sejam batizados”, como Paulo faz em circunstâncias praticamente idênticas com o carcereiro de Filipos em Atos 16.30-34, mas “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado”. A razão parece clara, especialmente quando comparamos Pedro e Paulo: fé e arrependimento são inseparáveis. É impossível se arrepender e não crer, e é impossível crer e não se arrepender.
Nós vemos isso novamente em Lucas 24.47, quando Jesus diz aos seus discípulos que eles deveriam proclamar um evangelho de “arrependimento para remissão de pecados”, e em Atos 3.19, quando um desses discípulos obedece às suas palavras e de fato ordena aos seus ouvintes: “Arrependei-vos… para serem cancelados os vossos pecados”. Em ambos os casos, somos novamente informados de que o chamado do evangelho não é simplesmente “creia, e você será perdoado”, mas “arrependa-se, e você será perdoado”. A razão é que fé e arrependimento andam de mãos dadas.
Marcos torna essa conexão ainda mais explícita em seu relato da vida de Cristo. Em 1.14-15, Marcos registra Jesus proclamando um evangelho que abertamente chama as pessoas a “se arrependerem e crerem”. Para Jesus, a fé e o arrependimento, obviamente, caminham juntos. O evangelho nos chama a ambos.
Isso não é negar a doutrina da justificação somente pela fé. Jesus não está acrescentando nada à fé, mas, sim, definindo como a fé realmente se evidencia. A fé que justifica não é uma fé vazia ou vaga, por assim dizer, mas uma fé que se arrepende, ou seja, uma fé que é sempre acompanhada pelo arrependimento. Certamente, é possível que a fé genuína seja impenitente por um período. O exemplo de Davi permanecendo impenitente por um tempo depois de seu pecado com Bate-Seba demonstra isso (2 Samuel 11-12). Mas um espírito impenitente não pode durar para sempre. Os cristãos podem não estar arrependidos imediatamente, mas por fim se arrependerão. Deus cuidará disso, assim como fez com Davi, porque a fé e o arrependimento necessariamente seguem juntos. Onde uma está, lá estará o outro também.
O mesmo evangelho que nos chama à fé também nos chama ao arrependimento. Se nos concentramos somente no chamado à fé, estamos nos concentrando apenas em um lado da moeda e ignorando o fato de que existe outro lado. Para traçar um paralelo com um dos ensinamentos mais conhecidos de Jesus, proclamar a fé, mas não o arrependimento, é como ensinar as pessoas a “dar, pois, a César o que é de César” sem nunca mencionar que elas também devem dar “a Deus o que é de Deus” (Mateus 22.21). Nós estamos perigosamente perto de apresentar uma meia-verdade como se fosse a verdade inteira e, portanto, de contar uma mentira completa.
Guy Richard.

domingo, 16 de abril de 2017

 ISAQUE, UM CARÁTER PACÍFICO


2º Trimestre/2017

Texto Base: Gênesis 26:12-25

"E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele" (Gn.17:19).

INTRODUÇÃO

Nesta Aula, trataremos do caráter pacífico de Isaque, filho herdeiro do patriarca Abraão. Ser pacífico quando todos ao nosso redor nos tratam bem, é fácil, porém, ser pacífico quando estamos rodeados de inimigos invejosos que nos querem o mal, é difícil; é necessário algo a mais, é necessário a presença do Espírito Santo em nossa vida. O Patriarca Isaque é para nós um exemplo de como o homem de Deus deve proceder diante dos inimigos, com mansidão e resiliência. Certamente, Abraão e Sara devem ter criado Isaque com muito amor e carinho, com disciplina, contribuindo para desenvolver nele um caráter manso, pacificador e humilde. O cristão autêntico reflete o caráter de Cristo, que é o Fruto do Espírito, em qualquer circunstância. A propósito, estudamos no trimestre passado que uma das virtudes da Fruto do Espírito é Mansidão, que é o amor pacificando. Não pode haver cristão verdadeiro sem essa virtude.

I. ISAQUE, O FILHO DA PROMESSA

1. Promessa de Deus a Abrão. Quando Abraão tinha 75 anos de idade, Deus o chamou para sair de sua terra e ir para uma terra estranha e fez-lhe promessas gloriosas. Uma delas era que da sua descendência brotaria uma grande nação (cf. Gn.12:2). Só que havia alguns problemas muito sérios:

- Primeiro, a terra da promessa estava ocupada pelos descendentes de Canaã. Abrão passou por Canaã, foi até Siquém, até ao Carvalho de Moré, e observou que a terra estava habitada pelos cananeus; ou seja, aos olhos humanos, aquela não era terra que Deus lhe mostraria, uma vez que estava ocupada pelos descendentes de Cão; ou seja, uma terra que, a princípio, Deus havia destinado para outros que não os descendentes de Sem. Entretanto, nosso Deus é um Deus que fala, que não permite que os seus servos fiquem confundidos ou desorientados. A Bíblia afirma que Deus apareceu a Abrão e lhe mostrou que aquela era a terra que Ele daria à sua semente - "à tua semente darei esta terra" (Gn.12:7a). Este é o nosso Deus; Ele faz as coisas que não são serem, como também o contrário.

- Segundo, Sara, esposa de Abrão, era estéril. Gênesis 11:30 diz que Sara era estéril. Logo, Deus tinha que fazer um milagre. Pela lógica humana o nascimento de Isaque seria absolutamente impossível, mas Deus nunca precisou da lógica humana para realizar os seus planos. Deus tem lhe prometido coisas que não existem e que as circunstâncias demonstram não ser possível existir?  Olhe para este exemplo e aumente a sua fé, pois o nosso Deus é o Deus do impossível e tudo que prometeu fará! (Jr.1:12; Mt.24:35).

- Terceiro, Abrão e Sara eram muito idosos. Parecia impossível o casal ter um filho, quanto mais serem pais de uma grande nação. Mas, para Deus nada é impossível. Quando Ele promete, cumpre no tempo determinado por Ele (Gn.21:2). A promessa foi cumprida 25 anos depois, ou seja, quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos de idade. Foi um grande e notório milagre. Veja o que o apóstolo Paulo diz a respeito de Abraão, Rm.4:19-21:

19. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.

20. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus;

21. e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.

2. O nascimento de Isaque, um verdadeiro milagre. Por que foi um milagre? Porque quando o anjo apareceu que Sara ia ter um filho ela tinha 89 anos de idade e Abrão 99 anos de idade; além disso, Sara era estéril. Ao ouvir a promessa de que Sara daria à luz um filho, Abraão riu-se; e o riso de Abraão seria secundado pelo riso de Sara (Gn.18:12). O riso de Abraão pôs em dúvida a capacidade geradora de si mesmo e de sua esposa - “Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos? E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto! E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque...” (Gn.17:17-19). Parecia inacreditável que Abraão e Sara, em idade avançada (99 e 89 anos, respectivamente – Gn.17:1), além da esterilidade de Sara (Gn.11:30), pudessem ter um filho. Mas, Deus disse a Abraão: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?" (Gn.18:14). Deus queria que eles soubessem que o cumprimento da promessa não seria o resultado de esforços humanos, mas da pura graça, um milagre. Por ter rido, o nome do menino seria Isaque, que significa "riso" ou "aquele que ri".

Abraão, o homem considerado justo devido a sua fé, teve problemas para acreditar na promessa de Deus. No entanto, a despeito de suas dúvidas, Abraão obedeceu aos mandamentos de Deus (Gn.17:22-27). Mesmo as pessoas de grande fé podem passar por momentos de dúvida. Quando Deus parece querer o impossível e você começa a duvidar de sua liderança, é melhor agir como Abraão. Pense no compromisso de Deus em cumprir suas promessas em sua vida, e então continue a obedecer.

II. UM HOMEM ABENÇOADO POR DEUS

1. A prosperidade material. "E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava" (Gn.26:12). Deus abençoou sobremaneira Isaque, apesar das crises. Os filisteus ficaram com inveja da prosperidade de Isaque, e, assim, todos os poços que ele cavava, os filisteus os enchiam de terra. Mais do que isso, alguns poços que Isaque cavava, os filisteus vinham, e contendiam, e tomavam esses poços. Isaque, em vez de brigar pelos seus direitos, seguia em frente e cavava novos poços. Onde ele colocava a mão, Deus abençoava. Em vez de gastar suas energias brigando, Isaque investia seu tempo trabalhando e abrindo novas clareiras para o futuro. A produção dos seus campos lhe deu cem por cento de colheita (Gn.26:12).

A prosperidade material não é o objetivo da vida cristã, como propalam os adeptos da falsa "teologia da prosperidade", mas quando Deus quer Ele abre "as janelas do céu" e derrama grande abundância de bênçãos materiais àqueles que são fiéis e obedientes à Sua Palavra, como fez com Isaque.

É bom ressaltar que Deus não está obrigado a nos dar bens materiais, mesmo que sejamos as pessoas mais santas e obedientes da face da Terra. Aqueles que pregam o “evangelho da prosperidade” fazem questão de alardear que Deus tem obrigação de nos dar bens e uma vida regalada, pois "Deus é o dono de toda prata e de todo o ouro" e que nós somos "filhos do rei", o que, em parte, é uma realidade e uma verdade constante das Escrituras, mas não dizem que, quando ganharmos toda esta prosperidade, o Senhor continua sendo Senhor, continua sendo o "dono de todo o ouro e de toda a prata", assim como, também, continua sendo o "Rei dos reis" e "Senhor dos senhores", ou seja, ao contrário do que querem fazer crer os evangelistas da prosperidade, ser rico, ser próspero materialmente não é um privilégio ou um direito do cristão, mas, muito mais do que isto, é uma obrigação a mais que o servo do Senhor assume diante do seu Deus. Quem tem riquezas, passa a ser mordomo destas mesmas riquezas diante do Senhor e, como tal, assume muitas outras obrigações.

2. A prosperidade espiritual. Não resta dúvida de que a Bíblia Sagrada contém promessas de prosperidade material para o homem, mas esta prosperidade é secundária diante da prosperidade espiritual, que é a efetivamente prometida pelo Senhor. A bênção de Abraão foi transferida para Isaque, não pela hereditariedade em si, mas pela sua fidelidade a Deus. Seu caráter, demonstrado em sua conduta, agradou a Deus e ele prosperou espiritualmente.

O texto Sagrado mostra que Isaque passou por um momento de grande crise financeira (Gn.26:1). Era tempo de escassez, de desemprego, de contenção drástica de despesas, de recessão. Isaque quis fugir, pois a fome assolava a terra onde estava Isaque. Ele, porém, não ficou lamentando, ele seguiu a orientação de Deus, que o disse para não descer ao Egito. Ele obedeceu, moveu-se e prosperou grandiosamente, tanto material como espiritualmente.

Não é fácil ser crente fiel na crise, pois ela gera medo, insegurança e instabilidade. Mas é no ventre da crise que surgem os grandes vencedores.

A crise é tempo de oportunidade e da intervenção sobrenatural de Deus. Hoje, vivemos o drama do achatamento da classe média, da falta de oportunidade e perspectiva de um bom emprego. Aliás, a batalha do emprego é maior do que a batalha do vestibular. O medo do futuro apavora os pais de família. Mas, em vez de descer ao Egito, devemos seguir a orientação de Deus (Gn.26:1-6). Saiba que Deus cuida de nós; valemos mais do que as aves do céu e as flores do campo. Deus conhece cada uma das nossas necessidades. Ele é poderoso para suprir todas elas. Lembre-se, a causa de nossa vitória não é ausência de problemas, mas a presença de Deus nos garantindo a vitória.

Como Isaque foi fiel e obediente, Deus lhe fez promessas grandiosas: “ [...] porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras, e em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gn.26:3-6).

III. LIÇÕES DO CARÁTER DE ISAQUE

1. Um homem esforçado e tra­balhador. A crise financeira e econômica castigou com ímpeto a família de Isaque. Mas, ele não se abateu, porque sabia que o Senhor Deus de Abraão estava com ele e lhe tinha feito promessas, não somente visíveis, mas, também, invisíveis, para a posteridade (Gn.26:24). Esse é o perfil de quem confia em Deus e não se desespera diante das crises. Como bem diz o Rev. Hernandes Dias Lopes, “a crise é um tempo de oportunidade: uns olham para ela como a porta da esperança, e outros olham por sobre os ombros dos gigantes para os horizontes largos. Na crise, uns fracassam, e outros triunfam. É na crise que surgem os grandes vencedores”.

Mesmo no olho do furacão da crise, Isaque não ficou parado, moveu-se. Ele esforçou-se sobremaneira e trabalhou com afinco e destemor; semeou na terra onde Deus disse para ele ficar, ainda que todos duvidassem que isso seria um sucesso (Gn.26:12) – “E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o SENHOR o abençoava”. Muitos podiam dizer: “O lugar é deserto; aqui não chove; a terra é seca; aqui não tem água; não dará certo; outros já tentaram e fracassaram; não tem jeito; jamais sairemos dessa crise”. Todavia, Isaque se recusou a aceitar a decretação do fracasso em sua vida; ele desafiou o tempo, as previsões, os prognósticos, a lógica: "Isaque semeou naquela terra".

Davi podia pensar o mesmo diante de Golias; durante quarenta dias, o exército de Saul correu daquele gigante, com as pernas bambas de medo, mas Davi, em vez de correr do gigante, correu para vencer o gigante e triunfou sobre ele.

Neemias foi confrontado pelos seus inimigos, mas não temeu, foi firme e destemido diante deles: “O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos...”(Ne.2:20). Quando o muro de Jerusalém foi terminado em cinquenta e dois dias, até mesmo os inimigos dos judeus tiveram de reconhecer que essa obra fora concluída com a ajuda de Deus (cf.Ne.6:15,16). Deus sempre cumpre a sua parte quando os fiéis cumprem a sua, com fé perseverante.

Isaque saiu da terra dos filisteus, foi para o vale de Gerar, depois para Reobote, depois para Berseba (Gn.26:22-29). Mas, para qualquer lugar que ia, ele cavou poços. Ele queria água no deserto. Berseba, antes era um deserto, mas agora é uma cidade, porque Isaque achou água ali.

Eu conclamo você a parar de reclamar, semeie em sua “terra”, semeie em seu casamento, semeie em seus filhos, semeie em seu trabalho, semeie em sua igreja. Não importa se hoje o cenário é de um deserto, apenas lute, seja esforçado e semeie em seu deserto; ande pela fé em nome de Jesus. Faça como Davi, agarre seu “gigante” pelo pescoço, porque "maior é aquele que está em nós do que aquele que está no mundo”(1João 4:4). Paulo pergunta: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm.8:31).

Lembre-se: Sem a ajuda de Deus, o nosso trabalho é vão - "Se o Senhor não edificar a cidade, em vão trabalham os que a edificam" (Sl.127:1). Jesus disse: "Sem mim, nada podeis fazer" (João 15:5). A vitória vem de Deus, mas nós precisamos empunhar as ferramentas de trabalho e as armas de combate. É preciso se dispor e reedificar. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana.

2. O caráter pacífico de Isaque. Após obedecer à voz de Deus para que não descesse ao Egito e ficasse em Gerar, terra dos filisteus, Deus o fez prosperar sobremaneira (Gn.26:13). Isaque passou a ter muitas ovelhas, vacas, pessoas ao seu serviço, despertando assim inveja nos filisteus, a ponto de fazer oposição ferrenha à permanência de Isaque nas suas terras e ser aconselhado a sair do lugar onde prosperara (Gn.26:14,16). Isaque, contudo, não questionou, não deu brechas a nenhum conflito com os invejosos filisteus, foi habitar "no vale de Ge­rar" (Gn.26:17). Isaque foi uma pessoa apaziguadora, a despeito da violência que imperava naquela época, onde as questões eram resolvidas no modo de “olho por olho” e “dente por dente”.

Mesmo estando no “vale”, os invejosos filisteus não deixaram de desafiar o caráter pacificador de Isaque, mas continuaram com suas investidas contra o homem de Deus: contenderam com os pastores de Isaque, afirmando que as fontes de água não pertenciam a eles (Gn.26:20). Contudo, a reação de Isaque foi pacífica e bem diplomática. Quando os filisteus escolhiam uma região para cavar poços, Isaque partia para cavar outros em outro lugar. Assim, Deus o abençoou abundantemente.

O que aprendemos com essa atitude de Isaque? Num tempo onde muitos não têm paciência para ouvir o outro, muito menos absorver o desaforo do outro, o pacifismo de Isaque se torna uma chamada aos cristãos dos dias hodiernos. Viver de maneira pacífica não significa tolice, mas ter conscientemente um estilo de vida que priorize um coração leve e suave no espirito do Evangelho. Disse Jesus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9).

3. Um caráter obediente e submisso. Cer­tamente, a obediência e a submissão são os aspectos mais marcantes do caráter de Isaque. Deus deu duas ordens para Isaque: não desças ao Egito (Gn.26:2); fique na terra de Gerar (Gn.26:2,6). Isaque não discutiu, não questionou, não racionalizou, não duvidou. Isaque obedeceu de imediato, pacientemente e com submissão plena a Deus. Isto é um exemplo para todos os cristãos dos dias de hoje.

4. Um caráter resiliente. A palavra resiliência vem do latim “resílio” que significa voltar ao estado natural; é um termo tomado de empréstimo da Física, que se refere à propriedade que alguns materiais têm de se deformar quando submetidos a pressões e em seguida voltar ao estado anterior, sem alterações. Para as Ciências Humanas é “a capacidade de uma pessoa possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, capacidade do indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente frente às adversidades”.

Isaque foi resiliente diante dos seus inimigos. Após perder a posse de dois poços, Isaque não desistiu; mais do que isto, foi resiliente, soube enfrentar as oposições sem se exasperar; soube exercitar a paciência (Gl.5:22). Quando Abimeleque o mandou sair de sua terra, ele saiu; quando os filisteus encheram seus poços de entulho, ele saiu e abriu outros poços. Quando os pastores de Gerar contenderam para tomar os dois poços novos, ele não discutiu, foi adiante para abrir o terceiro poço. Ele teve uma reação transcendental (Mt.5.39-42). Isaque nos ensina que é melhor sofrer o dano do que entrar numa briga buscando nossos direitos.

Apesar da perseguição dos inimigos, Isaque continuou abrindo poços. Diz o texto sagrado: "E partiu dali e cavou outro poço; e não porfiaram sobre ele. Por isso, chamou o seu nome Reobote e disse: Porque agora nos alargou o Senhor, e crescemos nesta terra" (Gn.26:22,23). Era o "poço do alargamento" concedido por Deus.

Isaque, por causa da sua obediência à Palavra de Deus, de seu caráter resiliente e pacífico, da sua confiança em Deus, que o fez prosperar abundantemente, fazendo com que os seus inimigos reconhecessem que Deus era com ele, Deus impulsionou os filisteus a se reconciliarem com Isaque (Gn.26:26-33). Abimeleque expulsou Isaque, mas agora procura-o, pede perdão e reconhece que Isaque é "o abençoado do Senhor" (Gn.26:29), e Isaque o perdoa, e eles se reconciliam. É impossível ser verdadeiramente próspero sem exercitar o perdão. Quem guarda mágoa e passa por cima dos outros não é feliz. Quem atropela os outros e fere as pessoas não tem paz. A prosperidade que não passa pela paz de espírito não é a verdadeira prosperidade. Precisamos ter paz com Deus e com os homens. Precisamos ter relacionamentos na vertical e também na horizontal. Precisamos ter pressa em fugir de contendas e também em perdoar aqueles que nos ferem.

Se você está no deserto, ouça o que Deus está lhe falando pela sua bendita Palavra, siga a direção de Deus e semeie em seu deserto; busque as fontes da graça de Deus. Se o chão está duro, regue a semente com suas lágrimas e prepare-se para uma colheita miraculosa e abundante.

CONCLUSÃO

Isaque foi sobremodo importante para o povo de Deus, quer da Antiga quanto da Nova Aliança. Ele sofreu reveses em sua vida, porém demonstrou a sua grandeza de fé e de amor a Deus. Seu caráter é exemplar e digno de imitação. Em momentos cruciantes em que Deus permitiu que a sua fé fosse provada, ele demonstrou fortaleza de espírito. Que Deus nos abençoe e que possamos ver no caráter de Isaque exemplos positivos para o fortalecimento da nossa fé no Deus Todo-Poderoso, que pode fazer todas as coisas e também cumprir suas promessas.

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Luciano de Paula Lourenço
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Comentário Bíblico popular (Antigo e Novo Testamento) - William Macdonald.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal. CPAD.

Revista Ensinador Cristão – nº 70. CPAD.

Comentário Bíblico Pentecostal. Novo Testamento. CPAD.

Pr. Elinaldo Renovato de Lima. O caráter do Cristão. CPAD.

Paul Hoff. O Pentateuco.

Bruce K. Waltke. Gênesis. Editora Cultura Cristã.

Victor P. Hamilton. Manuel do Pentateuco. CPAD.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

DECISÔES, IMPREVISTOS, VIGIEM E OREM


São poucos os dias que passam sem que fiquemos frente a frente com uma decisão inevitável, imprevisto e sem convite. Como uma avalanche, estas decisões caem sobre nós sem aviso. Elas desorientam e perturbam. Rápido. Imediato. Inesperado. Sem conselho, sem estudo, sem recomendação. Pow! Inesperadamente você é lançado no ar de incerteza e apenas o instinto determinará se você cairá em pé.

Quer um bom exemplo? Olhe para três apóstolos no jardim. Dormindo profundamente. Cansados depois de uma refeição completa e de uma semana cheia, suas pálpebras muito pesadas, foram acordados por Jesus apenas para voltar a cair na terra dos sonhos. A última vez, entretanto, que eles foram acordados por Jesus para retinir espadas, acender tochas e falar em altas vozes.

"Lá está Ele!". "Vamos pegá-lo!"
Um grito. Um beijo. Um arrastar de pés. Um pequeno conflito. Inesperadamente é hora de decisão. Sem tempo para aconchego. Sem tempo para oração. Sem tempo para meditar ou consultar os amigos. Decisão.

Pedro toma a sua. A espada é tirada. A orelha é arrancada. Jesus o repreende. E agora?

Marcos, que aparentemente era um jovem testemunha ocular, escreveu estas palavras, "Então todos o abandonaram e fugiram."

Essa é uma maneira sutil de dizer que eles correram como ratos assustados. A única coisa que estava se movendo mais rápido que seus pés era a velocidade de suas pulsações. Todas aquelas palavras de fidelidade e compromisso foram deixadas para trás em uma nuvem de poeira.

Mas antes de darmos uma dura nesses seguidores de pés rápidos, olhemos para nós mesmos. Talvez você tenha estado no jardim de decisão algumas vezes. A sua lealdade alguma vez foi desafiada? Você alguma vez já passou por este alçapão do diabo?

Para o adolescente poderia ser um cigarro de maconha sendo passado pelo círculo. Para o homem de negócios poderia ser uma oferta para fazer um desconto "por baixo da mesa". Para a esposa poderia ser uma chance para ela dar seus "dois dedos" de suculenta fofoca. Para o aluno poderia ser a oportunidade de aumentar sua nota olhando para o teste de seu amigo. Para o marido poderia significar um impulso de perder sua paciência com os gastos de sua esposa.

Na maioria das vezes, o resultado final é catástrofe. Ao invés de tirar o estopim da bomba calmamente, deixamos explodir. Encontramo-nos fazendo exatamente o que detestamos. A criança em nós dá o bote, incontrolável e desenfreado, e o adulto em nós vai atrás balançando sua cabeça.

Agora, isso não precisa ser assim. Jesus não entrou em pânico. Ele, também, ouviu as espadas e viu os tacos, mas Ele não perdeu Sua cabeça. E era Sua cabeça que os romanos queriam!

Relendo a cena do jardim vemos porquê. Uma afirmação feita por nosso Mestre oferece duas ferramentas básicas para nos mantermos frios no calor de uma decisão. "Vigiem e orem para que não caiam em tentação."

Tudo o que Jesus está dizendo é, "preste atenção". Você conhece sua fraqueza. Você também conhece as situações nas quais sua fraqueza está mais vulnerável. Fique fora destas situações. Bancos traseiros. Hora avançada. Boates. Jogos de pôquer. Qualquer coisa que dê a Satanás um apoio para o pé em sua vida, fique longe disso. Preste atenção!

Segunda ferramenta: "Ore". A oração não vai contar nada de novo a Deus. Não existe nem pecador nem santo que O surpreenderia. O que a oração faz é convidar Deus para andar na trilha escura da vida conosco. A oração pede a Deus para olhar adiante por árvores que caem e por pedregulhos que desabam e para ficar na retaguarda, nos escoltando contra os dardos venenosos do diabo.

"VIGIEM E OREM". Bom conselho. Vamos aceitá-lo.

Pr. Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz

POR QUE CRISTO TINHA QUE MORRER NAQUELA CRUZ?



Jesus Cristo foi crucificado, morto e sepultado. O que Jesus fez para nos salvar do pecado?

PARA PAGAR A PENALIDADE DOS NOSSOS PECADOS.
Pois todos pecaram e estão destituídos da Glória de Deus (Rm. 3.23). O pecado trouxe a condenação a todos os seres humanos. E o pecado não poderia ficar sem castigo. Deus escolheu o seu próprio Filho, por amor, para realizar o pagamento desta dívida com Ele.

“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito”( I Pedro 3.18)

PARA SUBSTITUIR OS HOMENS.
Foi o Profeta Isaias quem melhor descreveu o sacrifício de Jesus na cruz em favor da humanidade Capítulo 53.

Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 
Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. (Rm.5.8) Ele não apenas substituiu Barrabás, o salteador que foi solto no dia em que Ele foi crucificado, mas substituiu a mim e a você também.

PARA SATISFAZER A JUSTIÇA DE DEUS.
“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”. Romanos 3.24 a 26 

As expressões “justo” e “justificador” mostram que, ao perdoar o homem, Deus não deixou de ser justo, mas foi justificador para o homem, através do seu Filho. A palavra justificado (nós) significa sermos declarados justos perante o Pai.

PARA NOS LIVRAR DA MORTE E NOS DAR SALVAÇÃO.
Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10:8-13)

Com isto, todos aqueles que crêem em JESUS e o declaram como Senhor e Salvador são abençoados com:

PERDÃO – 1 João 1.7 diz:  “... e o sangue de Jesus, o seu filho, nos purifica de todo pecado.” Em 1 João 1.8 a 10, lemos: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

RECONCILIAÇÃO – “Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação”, somos, novamente, “amigo de Deus”. (II Coríntios 5.19)

LIBERTAÇÃO – João 8.32 – “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. João 8.36 “...Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

Você teve a sua rota e destinos, céu ou inferno, desviados por Jesus? Ainda não?

O que está esperando? É só confessar Jesus Cristo como Único e Suficiente Senhor e Salvador

Lidiomar T. Granatti  / Por Litrazini

Graça e Paz
OS PIORES INIMIGOS DO SER HUMANO Inimigo é aquele que age para trazer sofrimento para a vida de alguém. As pessoas não percebem, mas seus piores inimigos são: a língua e a natureza humana com seus maus desejos e maus costumes. Enganam-se aqueles que pensam que satanás é o nosso pior inimigo, porque ele só age em sua vida por causa dos maus desejos da natureza humana. Quando você fala mal dos outros e julga, satanás recebe a permissão para te fazer cair na mesma situação daquela pessoa que você julgou. E na maioria das vezes você fará exatamente aquilo que condenou no outro. Por isso se você não souber controlar a língua, ela te fará passar por situações e sofrimentos que poderiam ser evitados. “A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar”. (TIAGO 3 v. 6, 8) O ser humano fala muitas bobagens e se gaba de coisas que deveria sentir vergonha. Uma hora está orando pedindo a Deus para que tudo dê certo em sua vida. Em outra está amaldiçoando os outros, falando mal, julgando, fazendo fofoca ou dizendo coisas que ofendem seus irmãos. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição. Meus irmãos, isso não deve ser assim. Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga? Meus irmãos, por acaso pode uma figueira dar azeitonas ou um pé de uva dar figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.” (TIAGO 3 v. 10-12) Assim são todos vocês: não podem dizer que são servos de Deus se falam coisas más e obedecem à natureza humana. Tudo que você semear durante a sua caminhada (adolescência, juventude e na idade adulta) é o que vai colher na velhice. Por isso veja bem o que você anda fazendo com teu irmão, porque tudo será cobrado. Quando vemos pessoas idosas passando fome, sendo vítimas de maus tratos ou abandonadas pelos parentes, ficamos com pena dessas pessoas. Mas isso não significa que é injustiça, pois o nosso Pai, o Deus Todo-Poderoso não comete injustiça com ninguém. As pessoas colhem o mal que plantam ao longo de suas vidas. Todos já foram jovens, adultos e já fizeram muitas coisas que prejudicaram ou ofenderam os outros. E tem coisas que trazem graves conseqüências e uma delas é a falta de respeito aos pais. Muitos se acham injustiçados, outros se fazem de vítima colocando a culpa nos outros ou em satanás e até mesmo em Deus pelas aflições e dificuldades que passam em suas vidas. Tudo de mau que acontece em sua vida é resultado da desobediência da natureza humana e por isso ela se torna sua inimiga. A natureza humana faz o ser humano se afastar de Deus porque as pessoas passam a vida tentando satisfazer seus desejos e por isso não têm tempo para se dedicar a Deus nem o interesse de ouvir Suas orientações. E não percebem que assim se tornam vulneráveis às armadilhas de satanás. A natureza humana é má, egoísta e desobediente; deseja tudo que agrada aos olhos e quando não consegue, fica frustrada e com raiva. A natureza humana além de ser má e egoísta, pode te levar para o inferno, pois satanás através dela te leva a fazer coisas que não agradam a Deus, pois são prejudiciais a você ou ao seu irmão. Muitas vezes você faz coisas que sabe que vai te prejudicar ou prejudicar seus irmãos (seu próximo). Mas por que as pessoas agem assim? Porque estão acostumadas a viver de acordo com a natureza humana e fazem tudo para conseguirem o que querem sem pensar nas consequências. Quando o ser humano se deixa conduzir pela natureza humana, só faz o que é errado: se julga melhor do que os outros, se acha sábio e inteligente, fala muitas bobagens, é orgulhoso, não tem respeito pelas pessoas, acha que nunca vai precisar dos outros e o pior de tudo, não ama, não respeita e não obedece a Deus. E aquele que não obedece a Deus se torna escravo de satanás! Se você quiser viver segundo os ensinamentos de Deus, deixe o Espírito Santo dirigir sua natureza humana. Deixe de ser seu inimigo e seja seu amigo. Não entregue a satanás o que Jesus conseguiu na cruz com tanto sofrimento: a vida eterna (a salvação de sua alma)! Peça a Deus para ter domínio próprio. Lute contra sua natureza humana e saia vencedor. Como dizem as Escrituras Sagradas:  “Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Porém, se plantar no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherá a vida eterna. Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo.” (GÁLATAS 6 v. 8 / PROVÉRBIOS 13 v. 3)  http://www.eusouquemsou.net.br/os_piores_inimigos.html Postado por KLE VEN SANTS às 07:00 

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MELQUISEDEQUE: REI DE JUSTIÇA
                      Texto Áureo  Hb. 7.17  – Leitura Bíblica  Gn. 14.18-19; Hb. 7.1-7


Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos o caráter de Melquisedeque, um homem que fui usado por Deus para abençoar Abraão, depois de uma das suas mais importantes batalhas. Ainda que o patriarca tenha sido um exemplo de fé, passou por tempos de adversidades. Destacaremos, na segunda parte da aula, a figura de Melquisedeque, o sacerdote de justiça, e rei de Salém. Ao final, ressaltaremos que esse sacerdote prefigura Cristo, aquele que viria a oferecer um sacrifício perfeito, pelos pecados da humanidade.

1. A BATALHA DE ABRÃAO
Abraão não entrou na batalha por interesse particular, nem mesmo a fim de obter ganhos materiais (Gn. 14.22,23). O motivo da sua disputa foi a proteção do seu sobrinho Ló, que havia sido capturado, depois que este decidiu habitar em Sodoma (Gn. 13.10-13). Isso mostra que o patriarca não estava indiferente a realidade social na qual estava inserido. Ele sabia que as decisões humanas podiam afetar diretamente a realidade individual. De igual modo, devemos saber que as decisões políticas trazem implicações para a sociedade. Precisamos estar atentos ao que está acontecendo em nosso país, e cuidar para não ser conduzido pelos engodos da mídia. Abraão entrou em uma aliança com alguns príncipes da região, a fim de alcançar um propósito comum. Não estamos impedidos de fazer alianças, contanto que sejam éticas, e tragam benefícios para a coletividade (Lc. 10.25-37; Gl. 6.10). Abraão era um homem pacífico, mesmo assim se preparou para guerra, quando essa se fez necessária. A maior guerra do cristão é espiritual (II Co. 10.3-5), precisamos vencer o mundo através da fé (I Jo. 5.4), e nos revestir de toda armadura de Deus (Ef. 6.10-18). A principal arma do cristão é a Palavra de Deus, precisamos buscar a revelação do Senhor, a fim de destruir os sofismas humanos (II Tm. 3.16,17). Como soldados de Cristo, não podemos nos envolver com negócios deste mundo, nosso objetivo deve ser satisfazer àquele que nos arregimentou (II Tm. 2.4). Ao retornar da batalha, Abraão encontrou dois reis: Bera, rei de Sodoma, que ofereceu espólios da guerra, e Melquisedeque, o rei de Salém, que ofereceu pão e vinho. O patriarca rejeitou a oferta do primeiro, porque não queria ser influenciado pelos subornos do mundo.

2. SEU ENCONTRO COM MELQUISEDEQUE
O encontro de Abraão com Mesquisedeque está repleto de significados, para os quais devemos atentar. O nome desse sacerdote-rei significa “rei de justiça”, e Salem, ao que tudo indica, era a antiga Jerusalém, que quer dizer paz. Em Hb. 7 e no Sl. 110 Melquisedeque prefigura Jesus Cristo, o Rei e Sacerdote Celestial (Hb. 12.11). O oferecimento de pão e vinho a Abraão remete à celebração da Ceia do Senhor, em memória do Seu sacrifício na cruz (Mt. 26.26-30). O rei de Salém não era um ser angelical, muito menos Cristo encarnado, mas um homem justo, que desfrutava de intimidade com Deus. Ele se encontrou com Abraão para fortalecê-lo, depois de uma batalha. O patriarca, em gratidão aos cuidados sacerdotais, entregou o dízimo a Melquisedeque (Gn. 14.20). Essa é a primeira menção a essa contribuição nas Escrituras, procedimento que se tornou comum entre os judeus (Lv. 27.30-33). A entrega do dízimo continua sendo uma prática observada pela igreja cristã. Ninguém deverá ser coagido a fazê-lo, pois a gratidão deve ser a maior motivação, em reconhecimento pela providência divina (I Co. 16.1,2). O desprendimento de bens em prol do rei de Deus é também uma demonstração de que não estamos debaixo do reino de Mamom (Mt. 6.24). Essa é uma manifestação de que o dinheiro não é nosso deus, mas que confiamos no Senhor, e em sua providência. Através da sua fé Abraão se tornou um exemplo para todos aqueles que creem. Paulo destaca que o patriarca creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça (Rm. 4.1-8). A fé é o firme fundamenta das coisas que se esperam, mas que não são vistas (Hb. 11.1), somos salvos pela graça, por meio da fé, não pelas obras da Lei (Ef. 2.8,9).

3. UM TIPO DO SACERDÓCIO DE CRISTO
Jesus é Sacerdote Eterno e Perfeito, da linhagem de Melquisedeque, isso porque os adeptos da religiosidade judaica eram incapazes de realizar plenamente o sacrifício (Hb. 7.19). O sangue derramado pelos animais não tornavam qualquer pessoa perfeita aos olhos de Deus (Hb. 10.1-3). Uma das restrições desse sacerdócio era que não poderia ser exercido por alguém da tribo de Judá (Hb. 7.14). Além disso, o sacerdote aarônico dependia apenas de um ritual religioso, que cumprisse os requisitos físicos e cerimoniais (Lv. 21.16-24). O sistema sacrifical judaico somente se tornou possível por causa de Cristo, o Sumo Sacerdote da tribo de Judá (Cl. 2.13,14; Hb. 7.18).  Ele é Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque (Hb. 7.21). Através dEle a questão do pecado foi resolvida definitivamente, não carecendo mais de derramamento de sague de animais (Hb. 7.22). Jesus é um Sumo Sacerdote, que diferentemente dos levíticos, não é imperfeito, e muito menos temporário. E porque Ele é também imutável (Hb. 7.24) e inculpável (Hb. 7.26) podemos confiar que ele intercede para sempre por nós (Hb. 7.25). Por causa dEle os cristãos podem se achegar a Deus em oração (Hb. 4.14-16). Ele nos oferece graça e misericórdia, de modo que se viermos a pecar, temos da parte de Deus, um Advogado (I Jo. 2.1,2). Quando confessamos nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar, e nos restaurar a comunhão com o Pai (I Jo. 1.9). Jesus, nosso Sumo Sacerdote, é perfeito para sempre (Hb. 7.28), e nEle podemos confiar que nossos pecados são perdoados, e temos livre acesso ao trono da graça.

CONCLUSÃO
Abraão teve um encontro profundo e pessoal com Deus, ao ser recebido por Melquisedeque. Esse sacerdote-rei de justiça prefigura Cristo, Aquele que se manifestou para trazer reconciliação do homem com Deus. Cada um de nós precisa ter um encontro com Deus, e se dispor a adorá-LO em espírito e em verdade (Jo. 4.24,25). Como Abraão, precisamos reconhecer que Deus é nossa maior riqueza, e nEle encontramos satisfação plena para as nossas vidas (Gn. 15.1), e as riquezas celestiais em Cristo Jesus (Ef. 1.7,18).

BIBLIOGRAFIA
VOS, H. Genesis: Chicago: Moody Publishers, 1999.
WEIRSBE, W. W. Be Basic: Genesis. Colorado Springs: David C. Cook, 2010.