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Um aleijado assentado honrosamente à mesa do Rei.
Por: Aloízio Sousa Arantes |
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2 Samuel 9:1-13.
“1 E DISSE Davi: Há ainda alguém
que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe faça benevolência por amor de
Jônatas? 2 E havia um servo na casa de Saul cujo nome era Ziba; e o chamaram
à presença de Davi. Disse-lhe o rei: És tu Ziba? E ele disse: Servo teu. 3 E
disse o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu use com ele da
benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas,
aleijado de ambos os pés. 4 E disse-lhe o rei: Onde está? E disse Ziba ao
rei: Eis que está em casa de Maquir, filho de Amiel, em Lo-Debar. 5 Então
mandou o rei Davi, e o tomou da casa de Maquir, filho de Amiel, de Lo-Debar.
6 E Mefibosete, filho de Jônatas, o filho de Saul, veio a Davi, e se prostrou
com o rosto por terra e inclinou-se; e disse Davi: Mefibosete! E ele disse:
Eis aqui teu servo. 7 E disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei
contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas
as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa. 8 Então se
inclinou, e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal
como eu? 9 Então chamou Davi a Ziba, moço de Saul, e disse-lhe: Tudo o que
pertencia a Saul, e a toda a sua casa, tenho dado ao filho de teu senhor. 10
Trabalhar-lhe-ás, pois, a terra, tu e teus filhos, e teus servos, e
recolherás os frutos, para que o filho de teu senhor tenha pão para comer;
mas Mefibosete, filho de teu senhor, sempre comerá pão à minha mesa. E tinha
Ziba quinze filhos e vinte servos. 11 E disse Ziba ao rei: Conforme a tudo
quanto meu senhor, o rei, manda a seu servo, assim fará teu servo. Quanto a
Mefibosete, disse o rei, comerá à minha mesa como um dos filhos do rei. 12 E
tinha Mefibosete um filho pequeno, cujo nome era Mica; e todos quantos
moravam em casa de Ziba eram servos de Mefibosete. 13 Morava, pois,
Mefibosete em Jerusalém, porquanto sempre comia à mesa do rei, e era coxo de
ambos os pés.”
Havia ainda um jovem com um nome
bem peculiar – Mefibosete -, que era filho de Jônatas e, provavelmente,
estava na linhagem real. Fora nascido para ser príncipe, mas vivia no
deserto. A Palavra de Deus diz que Mefibosete era aleijado de ambos os pés. 2
Sm 4:4 “Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés; era de idade
de cinco anos quando de Jezreel chegaram as notícias da morte de Saul e de
Jônatas; então sua ama o tomou e fugiu; sucedeu que, apressando ela a fugir,
ele caiu, e ficou mando. Seu nome era Mefibosete.” O Vale de Jezreel, era a
planicie onde se travou a batalha entre Israel e os Filisteus.
Como naquela época a medicina não
era tão avançada, e havia pouco conhecimento de ortopedia, os ossos daquela
criança cicatrizaram de forma errada, por isso seus pés cresceram deformados.
O nome “Mefibosete” em hebraico é
composto por duas palavras; a primeira significa: “despedaçado”, e a segunda:
“vergonha”. Creio que toda essa história, o ESPÍRITO SANTO escreveu para
revelar nosso próprio estado decaído vergonhoso e vil. Assim é a expressão do
nosso coração despedaçado pelo pecado, envergonhado diante de Deus e dos
homens.
Em 2 Sm 9.8, Mefibosete ao
chamar-se de "Cão morto", ele usa as palavras descritivas para
lembrar que ele era uma criatura desprezível, vil e indigna O pecado
transtorna tanto o ser humano que afinal o torna desprezível aos seus
próprios olhos, formando uma auto-imagem negativa de si mesmo, incapaz de
perceber que em Jesus Cristo ele se torna uma nova criatura.
O AMOR DE DEUS É INCONDICIONAL
No versículo 1 Davi faz menção de
usar de benevolência baseado na Aliança de Amor que ele havia feito com Jônatas:
“E DISSE Davi: Há ainda alguém que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe
faça benevolência por amor de Jônatas?”; e num espaço de tempo entre os
versículos 1 e 3 eu imagino que Davi tenha pensado, refletido, e chegado à
conclusão de que ele conhecia o seu próprio coração, que era incapaz de amar
a Mefibosete baseado no seu próprio amor, então no verso 3 ele recorre à
outra expressão: “Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu use com ele
da benevolência de Deus?” Davi entende que seria incapaz de amar a Mefibosete
baseado somente na Aliança que ele havia feito ao seu fiel amigo Jônatas,
então ele recorre ao amor incondicional de Deus, que ele mesmo conhecia
profundamente. Não há absolutamente nada em nós humanos pecadores que altere
o amor incondicional de Deus. Não temos méritos algum, nada podemos fazer
para Deus para que Ele nos ame.
SE ELE NÃO OBTIVER UMA REVELAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS!
1.Olhando para o versículo 1 do
capítulo 9 de 2 Samuel, a frase "...para que lhe faça bem...", é o
termo hebraico CHESED, traduzido por GRAÇA; é muito mais que um favor
imerecido; a Graça só pode mesmo brotar do coração de Deus que tanto amou o
homem pecador.
2.Quando ele indaga: "Há
alguém..." - é um desejo incondicional, uma questão que flui graça, amor
e misericórdia de Deus; O que levaria ao Rei Davi se interessar por alguém da
linhagem antecessora do rei, se era comum que o novo rei desterrasse por
completo a linhagem anterior do seu reino? Só o amor de Deus derramado em
nossos corações nos levam às atitudes reais e tão sublimes como esta do Rei
Davi.
Quais as realidades espirituais deste texto podemos tirar como lições
para nossas vidas hoje através de Davi e Mefibosete?
Davi – representa o Senhor Jesus Cristo
que, por causa da Nova Aliança baseada no Seu sangue derramado na cruz do
calvário, decidiu usar de bondade amor e Graça para conosco. Davi foi bondoso
com Mefibosete, não porque o filho de Jônatas fosse merecedor de honras,
deficiente físico que deveria gozar de algum privilégio social, ou bonzinho,
mas apenas por causa da aliança firmada com o filho de Saul.
Mefibosete – representa o homem pecador,
aleijado, deficiente físico e espiritual por causa do pecado. O homem fora
criado por Deus para ser rei, mas vive na plebe, na miséria, com os pés
quebrados, mas saiba: Deus é Misericordioso, e Suas Misericórdias são a causa
de não sermos consumidos, pois Elas se renovam a cada manhã.
Hoje, Jesus, o nosso Rei, quer usar
de bondade para conosco, não porque sejamos merecedores, porque não há nada
que façamos nesta terra que nos faça ser merecedores de alguma Graça que vem
de Deus, mas por causa da aliança firmada com o Sangue do nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo vertido na cruz do calvário.
O QUE SIGNIFICA TER OS PÉS ALEIJADOS?
A principal característica de
Mefibosete eram os seus pés aleijados. O significado de pés na Bíblia,
apontam para o nosso caminhar. O Fato de Mefibosete ter os pés aleijados,
significa que seu caminhar diante dos homens era torto, deficiente, e diante
de Deus, era espiritualmente defeituoso; definitivamente havia pecados na
vida deste homem e ao estudar a sua história podemos concluir isto.
Destacamos aqui o grande Amor que o Senhor demonstrou: Ele resolveu usar de
bondade para conosco quando ainda tínhamos nossos pés aleijados, joelhos
trôpegos e mãos decaídas, quando andávamos por caminhos tortuosos, andávamos
desgarrados, andávamos no pecado Se o pecado persistir em nossas vidas teremos
as mesmas características de alguém com os pés aleijados.
Em primeiro Lugar, um aleijado não
anda normalmente, anda cambaleante, ele não anda ereto. Quando há pecado em
nossas vidas, andamos cabisbaixos, alienados de Deus, incapazes de olhar para
o céu em gratidão a Deus, por causa da terrível vergonha que o pecado nos
causa;
Em segundo lugar, alguém que possui
um andar defeituoso não consegue andar tanto quanto os outros, este indivíduo
é lento, cansando-se rapidamente porque precisa gastar muita energia; É
perceptível como o pecado na nossa vida drena nossas forças e nos faz
incapazes de avançar normalmente na Vida Cristã como os demais irmãos, então
passamos a ser fardos pesados, pedras de tropeços, e impedimos a Igreja de
avançar, pois somos carregados pelos outros;
Em terceiro lugar, por ser uma
pessoa com os pés aleijados, além de atrasar o avanço dos outros, não
conseguimos chegar até onde os outros normalmente vão, aleijados, ou
deficientes físicos possuem enormes dificuldades e muitos obstáculos são
colocados para eles caminharem. E atentem bem, não estou aqui me referindo às
deficiências físicas, estou falando de deficiências espirituais. Lembra-se do
pecado de Miriam, irmã de Moisés? Ela teve de ser colocada fora do arraial, e
enquanto ela estava fora do arraial para ser restaurada da sua lepra, Moisés
e o povo de Israel ficaram impedidos de prosseguir a sua jornada. Ela atrasou
o avanço do arraial para chegaram em Canaã. Vejam sinceramente, o quanto eu e
você muitas vezes temos impedido que o arraial do Senhor avance para o alvo
que o Senhor propôs.
Se você tem percebido que não
consegue caminhar normalmente junto com os demais irmãos, não tem sentido
prazer na comunhão dos santos, e que está havendo um cansaço de alma
constante fazendo-o desistir, deixando os sonhos morrerem à beira do caminho,
enquanto todos caminham avante, pare e observe se porventura, há pecados em
sua vida. Por outro lado, pode ser que você esteja consciente do seu pecado
e, por isso mesmo, tem entrado num estado de prostração e desespero
angustioso de tentar esticar os pés tortos. As pessoas dizem que é só uma
questão de decisão, de perseverança ou disciplina mas nada parece fazer
efeito sobre os seus pés.
Tantos caminham normalmente eretos
ao seu lado e você não entende por que eles tem tido sucessos, parecem tão
ágeis, rápidos, espertos, com um caminhar tão correto diante de Deus e você
vive capengando num caminhar desajeitado de altos e baixos, tropeçando aqui,
caindo acolá. Você sente-se diferente, mais pecador e pior que os outros. É
impossível ao homem esticar os próprios pés aleijados. É terrível quando
somos cobrados por coisas que não conseguimos mudar em nós. O nosso estado
psicológico fica destroçado. Foi exatamente isso que aconteceu com este
homem, Mefibosete, e por isso que ele foi morar muito longe das terras reais
dos seus pais, foi morar em LO-DEBAR.
LO-DEBAR É DESERTO, É LUGAR DE FUGA!
Lo-Debar é um lugar seco e árido,
inóspito, onde nada se planta e nada se colhe. Em deserto, lugar de areia e
sol escaldante não adianta plantar nada mesmo. É um lugar de desolação,
tédio, solidão, depressão, tristeza, é de fato um lugar de fuga. A situação
fica pior quando lembramos que Mefibosete
fora criado para ser um príncipe, pois era da linhagem Real de Jônatas, filho do rei Saul, criado para morar num palácio e desfrutar do melhor da vida. Não fomos criados para nos contentar com uma vida árida, pois fomos criados para abundância e para dignidade. Não somos donos do mundo, mas somos filhos do dono! Diz um provérbio popular. Mas, quando cedemos espaço em nossas vidas para aquilo que está fora da vontade de Deus; quando o nosso caminhar está fora do padrão do Senhor, invariavelmente, vamos morar fugindo isolado em Lo-Debar, no deserto, quando deveríamos morar em Canaã, o lugar de delícias. Por detrás de um deserto sempre existem pés aleijados. É por isso que o casamento de muitos é Lo-Debar, o trabalho, a vida emocional, a vida financeira e a vida espiritual de tantas pessoas é Lo-Debar. Este é o lugar daqueles feridos, machucados, daqueles que vivem no anonimato por causa do nosso pecado. Este é um lugar onde mora alguém que já perdeu todas as esperanças!
Mas hoje tenho uma boa notícia para
todos nós. O Rei Davi, veio buscar Mefibosete em Lo-Debar, para morar em
Jerusalém a cidade do Grande Rei (v.5) Além disso, Davi restituiu tudo aquilo
que, por direito de herança era de Mefibosete.(v.7)
O Rei dos Reis, Jesus Cristo, veio
hoje ao nosso encontro em Lo-Debar, para nos levar para Jerusalém, a cidade
do Grande do Rei, e também veio nos restituir tudo aquilo que perdemos ou que
o inimigo nos tenha roubado. Ele quer usar de bondade para conosco e nos
levar para Jerusalém, onde está o melhor de Deus – uma vida de abundância e
prosperidade. Não merecemos nada, mas Deus que é o dono de todo ouro e toda
prata, de todas as riquezas, quer nos dar tudo. Somos Co-Herdeiros com Jesus
Cristo, pela Sua divina e abundante Graça.
AUTO-IMAGEM NEGATIVA
Uma auto-imagem negativa de si
mesmo é extremamente venenosa, e nos impede de vermos com nitidez a Deus, e
como é terrível nossa miopia espiritual, e como isto nos impede de sermos
abençoados por Ele.
Qual foi a atitude de Mefibosete
quando o Rei Davi o procurou para fazer-lhe bem? Mefibosete disse ao rei: “na
verdade não passo de um cão morto; não mereço receber nada de Deus.” Um homem
com auto-imagem negativa, com baixa estima de si mesmo, não percebe que Nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo conquistou uma herança incorruptível e
gloriosa na Cruz, e que agora somos co-herdeiros de Deus com Cristo Jesus.
Mebifosete tinha sua auto-imagem
negativa, só via a si mesmo, e não para o que Deus poderia fazer por ele.
Forçado pelas circunstâncias em que ele vivia. Embora não tenhamos méritos
nenhum diante de Deus. É como se ele dissesse: - já tentei mudar o meu andar
de todas as formas, já tentei sair desta vida de sequidão de todo jeito, mas
não consigo. Eu só posso concluir que eu não presto para coisa alguma. Não
sou nada mesmo. Não tenho nenhum valor. Não passo de um cachorro morto.
Embora devamos entender que o homem pecador é vil, desprezível, sem nenhum
valor, mas Em Cristo somos novas criaturas, e temos valor para nosso Deus
Pai. É nesse momento que precisamos lembrar que ninguém pode esticar os
próprios pés aleijados. Nós precisamos de um santo ortopedista, do Médico
Jesus Cristo de Nazaré.
Ficar se auto-depreciando, numa
atitude de auto-piedade, não honra a Deus, mas esconde nosso orgulho,
mascaramos uma falsa humildade. Precisamos crer e nos abrir para receber a
graça do Senhor. Não há nada imutável a não ser o próprio Eterno Deus que é o
mesmo ontem, hoje e será eternamente o mesmo; mas até o pau que nasce torno,
como diz o provérbio popular, O Carpinteiro de Nazaré poder endireitar. Quer
mudar a sua imagem? Ande com Jesus Cristo!
SEIS SIGNIFICADOS ESPIRITUAIS DE SE ASSENTAR À MESA DO REI:
Mefibosete comeu pão assentado na
mesa do rei Davi, como se fosse um dos filhos de Davi (V.11). Nós porém, nos
assentamos à mesa do Senhor, porque formos feitos de fato filhos do Rei. Há
pelo menos seis significados espirituais pelo fato de assentarmos à mesa do
Rei:
1. RECEBER HONRA REAL – Rostos tristes, deprimidos, deficientes físicos, não eram permitidos
entrar na presença do Rei. Ester 4:2 diz ”e chegou ate a porta do rei, porque
ninguém vestido de pano de saco podia entrar pelas portas do rei.” Veja
também Neemias 2:2 “o rei me disse: por que está triste o teu rosto, se não
estás doente? Tem de ser tristeza do coração. Então temi sobremaneira”, sabe
por que Neemias ficou amedrontado? porque um servo com o rosto triste não era
permitido entrar na presença do rei. Somente as pessoas nobres e honradas
comem assentados na mesa do rei. Você pode fazer idéia do que isso
representava para alguém que se via como um cachorro morto, como alguém que a
si mesmo sentia desprezado, sentia-se um lixo? É tamanha a bondade do rei que
é quase impossível de acreditar nesta possibilidade. Mas, pelo Seu infinito
amor, Deus nos fez nobres em Jesus Cristo. Não somos mais cães mortos; somos
filhos do Rei. Somos Co-Herdeiros do Reino, em Cristo.
2. DESFRUTAR DA COMUNHÃO DO REI – É ser chegado bem próximo do Senhor, é sentir o seu perfume, o
pulsar de suas veias, o bater do seu coração, ouvir as coisas de perto, seus
segredos, é desfrutar da abundância da sua provisão. É comer e beber do
melhor. A Palavra de Deus diz em Isaias 1:18 “Se quiserdes e me ouvirdes,
comereis o melhor desta terra.” Qual o ser humano que não gosta, não se sente
honrado de estar perto e ser amado e reconhecido por uma pessoa famosa?
Quando aceitamos o convite de Jesus para cearmos com Ele, nós estamos
assentados diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, não existe um Rei
maior que o Senhor Jesus Cristo, e não existe um Reino mais rico e duradouro
que o Dele. Mas, muitos recusam o maravilhoso convite da Graça. Querem continuar
vivendo em Lo-Debar na pobreza e na miséria de vida material e espiritual. E
atentemos também que a Mesa do Senhor é o lugar da nossa comunhão com outros
irmãos, é na comunhão que o Senhor ordena a Sua Bênção. E veja como preciosa
é esta comunhão, como nos ensina o salmista Davi, Salmos 133:1-3 “OH! quão
bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. 2 É como o óleo precioso
sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla
das suas vestes. 3 Como o
orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.”
3. OS PÉS ALEIJADOS SÃO ENCOBERTOS – a mesa simboliza a ação do sangue de Jesus na
Nova Aliança. Pois quando estamos assentados à mesa, ninguém vê os pés uns
dos outros? Assentados à mesa todos somos iguais, até mesmo o homem mais
aleijado, o mais terrível pecador, e com os pés mais deformados, passa a ser
saudável. Na mesa da Comunhão com Cristo e com os nossos irmãos podemos ver
nitidamente como é bela a nossa comunhão com Deus e com os nossos irmãos
baseado no sangue de Jesus que nos cobre e nos livra de nossas iniqüidades.
Deus não quer olhar para os nossos pés tortos, pois Ele já fez a provisão
completa pelo sangue de Jesus Cristo. Precisamos enfim, ter uma profunda
revelação do significado da Mesa do Senhor. Não se trata de um pão e um pouco
de vinho, mas a Mesa do Senhor aponta para o sacrifício vicário de Cristo,
aponta a incomensurável Graça do Amor de Deus sendo alimento e bebida para
nossa saúde espiritual. Ao olharmos para Mesa do Senhor, precisamos atentar
para o significado do Pão inteiro que é o próprio Senhor Jesus Cristo, e o pão
partido é a Sua Igreja. Assim, jamais os crentes devem se ausentar da mesa,
não é isto que Paulo ensina em I Coríntios 11, mas Paulo fala para termos a
revelação do Corpo Místico de Cristo, logo, deveremos então aproximarmos
muito mais da Sua Mesa, onde está o suprimento, a cura das nossas
enfermidades, a bebida, a Graça e o Amor de Deus sendo expostos ao nosso
favor.
4. DIETA APROPRIADA, FAZ MUDAR A IMAGEM DE SI MESMO– A Bíblia nos mostra que nós somos mudados pela
nossa dieta. Aquilo que comemos, passa a fazer parte do nosso organismo, daí
a dieta apropriada nos faz mudar a auto-imagem negativa que temos de nós
mesmos, para alguém otimista, alegre, disposto. A Palavra de Deus nos ensina
que contemplando o Senhor Jesus somos transformados de Glória em glória,
refletindo como por um espelho a imagem do Senhor Jesus. E na mesa do Rei os
alimentos mais saudáveis, mais apropriados, os mais excelentes são servidos.
Aqui está a maravilhosa obra do Senhor Jesus Cristo na cruz. Ele não apenas
cobre os nossos pecados, mas nos liberta e nos cura quando comemos da Sua
carne, que é a Palavra, e bebemos do seu sangue, que possuem todos os
nutrientes de vitaminas e sais minerais mais completos. Comer diariamente à
mesa do Rei é a maneira de Deus nos transformar e curar os nossos pés. Depois
de tentarmos de tudo para nos curar e provarmos da angústia de um caminhar
defeituoso e pecaminoso, só nos resta aceitar a Sua oferta de usar de bondade
para conosco, nos levando de Lo-Debar para Jerusalém, onde podemos comer
sempre do mais excelente alimento assentados à Sua mesa.
5. NA MESA DO SENHOR NÃO HÁ LUGAR PARA CRÍTICAS – O Rei Davi não chamou Mefibosete para dar-lhe
uma ordem que ele não fosse plenamente capaz de cumprir. Ele também não
chamou Mefibosete para criticar sua deficiência física, seu caminhar torto.
Não o humilhou nem o rejeitou, mas se ofereceu para usar de bondade para com
ele. O Rei não faz acepções de pessoas todas e quaisquer pessoas que recebem
a Jesus como Senhor e Salvador são aceitas de maneiras iguais na Mesa do
Senhor. Ali o pecador por mais vil que seja pode desfrutar da comunhão com
Rei Jesus e também com os demais irmãos.
6. NO REINO NÃO HÁ LUGAR PARA OCIOSOS, TODOS SÃO ÚTEIS – Somos um reino de sacerdotes, todos nós somos
ministros, esta idéia onde só o clero trabalha é fruto da religião sem Deus.
Pois Deus sempre trabalhou e sempre trabalhará. Nós todos temos de ser
participantes na obra de Deus. A religião criou um sistema onde só pastores
tem de trabalhar, são assalariados, e os demais são meros expectadores
assentados e limpando os bancos nos prédios de reuniões. Uns pagam e outros
executam a obra! No verso 10 quer dizer que embora Davi fosse prover as
necessidades básicas de Mefibosete, este seria responsável pela manutenção de
sua própria família e de seus servos. Mesmo deficiente físico, pode ser útil
no Reino. Aqui não há lugar para preguiçosos e expectadores. Aqui não há
lugar para turistas espirituais.
Nestes dias o Rei tem nos enviado
ÀS NAÇÕES, às cidades, aos centros, às vilas, aos becos, à convidar as
pessoas para virem ao Seu Reino. Aqui há muitíssimos lugares para os
excluídos, para os pobres, meretrizes, prostitutas, homossexuais, bêbados,
pobres, ricos, de todos os povos e nações.
O Rei dos Reis, Jesus de Nazaré
está te chamando: - “Venha do jeito que você está, venha pecador, aleijado,
mancando, arrastando, mas venha; porque eu quero usar de bondade para com
você”. A mesa já está posta, venha assentar-se já! É de Graça, não se cobra
ingresso nem sacrifícios. Ele só está esperando você chegar para dar início à
festa.“Eis que Eu estou à porta e bato, e se, alguém ouvir, e abrir a porta,
Eu entrarei em seu coração, e
farei uma Festa” Ap. 3:20.
Aloizio Sousa Arantes
asa.inox@g8net.com.br |
sexta-feira, 10 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O LÍDER CRESCE E AJUDA A CRESCER
Texto Base: 1Timóteo 4:10-14.
Subsídio para a lição 06 – EBD – EDUCAÇÃO CRISTÃ CONTINUADA
"Não te faças negligente para com o dom que há em ti..." (1Tm 4.14)
INTRODUÇÃO
O tema desta Aula versa sobre compartilhar a liderança em termos de ajudar as pessoas a crescerem e a se desenvolverem. Um líder servidor e inspirador busca constantemente por oportunidades de cuidar e encorajar os outros, assistindo seus liderados em sua jornada pessoal, profissional e espiritual. Muitos líderes, incertos acerca de sua própria posição e temerosos que alguém esteja trabalhando para tomar seu cargo de liderança, concentram o foco sobre o que outras pessoas podem fazer para exaltar sua própria imagem. Muitos de forma egoísta dizem: “seu trabalho é fazer com que eu apareça bem”. Mas será que essa forma de pensar egoísta contribui para maximizar o desempenho de todos? É possível tornar-se grande ajudando outros também a crescer? Paulo, um dos principais líderes da igreja primitiva alertou os seus seguidores sobre este modo de pensar egoísta: "Ninguém deve buscar os seus próprios interesses e sim os interesses dos outros” (1Co 10:24). Sem dúvida, este é mais do que um ideal nobre e deveria realmente ser um dos objetivos principais de um líder. Escrevendo aos cristãos de Filipos, Paulo também assim os advertiu: "Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros" (Fp 2:3,4). O apóstolo Pedro também fez eco a essas convicções de Paulo, quando ofereceu esta admoestação: "Portanto, sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que Ele os honre no tempo certo" (1Pe 5:6). Em outras palavras, se você deseja se tornar um grande líder, procure maneiras de servir e exaltar os que estão ao seu redor. Em outras palavras, cresça ajudando a outros a crescerem. Esse é o perfil de um líder inspirador e influenciador.
I. CRESCIMENTO DO LÍDER
A melhor maneira de um líder desenvolver suas próprias habilidades consiste em começar imediatamente a ajudar outras pessoas a desenvolverem as suas capacidades para liderar. Assim procedeu o apóstolo Paulo. Depois de estar maduro espiritualmente e plenamente capacitado para exercer o oficio de liderança na obra de Deus, agora motiva outros obreiros a se capacitarem para este mesmo ofício, e que estes também assim procedam. Ele recomenda a Timoteo: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”(2Tm 2:2). Aqui Paulo lembrou a Timóteo de que o seu papel essencial como um guardião significava garantir que estas grandes verdades fossem confiadas “a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”.
Como bem diz o pr. Benjamin Ângelo de Souza, “numa liderança espiritual eficaz é vital reconhecer a importância do fundamento da vocação e chamada de Deus em nossas próprias vidas e nas vidas de outros, de modo a desenvolver as nossas próprias habilidades e ajudar os outros a desenvolverem as suas”. Quando um líder deixa de reconhecer os contributos dos irmãos, apenas se debilita a si mesmo.
1. Escolha. Na escolha de alguém para investir no seu crescimento, o líder cristão não deve ater-se simplesmente em suas habilidades e capacidade de trabalho, e decisão. Mas deve, sobretudo, atentar para o seu caráter(Gl 5:22), considerando sua vocação e chamada de Deus. Na liderança cristã deve sobressair a consciência de que é uma obra para Deus, envolvendo o povo de Deus, e que deve ser feita na dependência de Deus.
Seria muito exitoso se todos os líderes tivessem uma orientação direta e explicita de Jesus na escolha de futuros lideres, como ocorreu com Saulo - “Disse-lhe, porém, o Senhor: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9:15). Outro nome que não podemos deixar de fazer menção é o de Josué(sucessor de Moisés). Foi o próprio Deus quem o escolhera para ser o novo líder do povo de Israel: “E ordenou o Senhor a Josué, filho de Num, dizendo: sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, com juramento, lhes prometi; e eu serei contigo”(Dt 31:23). Muitos anos antes de substituir Moisés como líder de Israel, Josué demonstrou ser um homem de fé, visão, coragem, lealdade, obediência inconteste, oração e dedicação a Deus e à sua Palavra. Quando foi escolhido para substituir Moisés, já era um homem “em que há o Espírito”(Nm 27:18; Dt 34:9). Esse é o pré-requisito principal para escolher um líder: um homem “em que ha o Espírito Santo”. Temos seguido esse princípio? Ou nos afeiçoamos à síndrome de Samuel –olhar para aparência?
“Aquele que é líder, e exerce liderança espiritual, confia em Deus, obedece aos Seus mandamentos, procura compreender qual é a vontade de Deus e anda nela, tem uma dependência em Deus. A liderança espiritual é dada por Deus, por meio do Espírito Santo àqueles que Ele acha por bem designar. O homem não escolhe, mas atende ao chamado de Deus, por isso é uma tarefa celeste”(Pr. Cleverson de Abreu Faria).
2. Desenvolvimento. “A maior habilidade de um líder é desenvolver qualidades extraordinárias em pessoas comuns” (Abraham Lincoln). Um líder inspirador está constantemente a aprender e a crescer, e também a ajudar outras pessoas a aprender e crescer. Ele prepara os liderados para que também se tornem lideres e que acima de tudo saibam que quanto maior o poder mais a humildade é necessária. A sua principal missão é desenvolver pessoas da sua equipe e garantir que no futuro elas possam ser independentes e mais confiantes. Sempre cônscio de que, além de professor, ele é também um aluno. Aliás, um bom professor prepara os alunos para o dia a dia e não para a prova final. Através das suas histórias é capaz de inspirar e motivar um aprendizado para toda a vida.
Paulo envolveu-se diretamente no desenvolvimento espiritual e no aprimoramento do caráter de Timóteo, reconhecendo que um dia esse jovem também seria um líder. Paulo instruiu a Timóteo acerca de alguns deveres pastorais: viver uma vida santa(1Tm 4:12), permanecer receptivo à operação e dons do Espírito (1Tm 4:14), ensinar a sã doutrina (1Tm 4:13,15,16), guardar a fé (1Tm 6:20; 2Tm 1:13,14) e vigiar sua própria vida espiritual (1Tm 4:16).
Timóteo foi ensinado sobre estas admiráveis verdades que asseguram que os bons líderes permanecem abertos a serem instruídos, ao mesmo tempo que se preocupam com o desenvolvimento dos seus liderados. Paulo pede que Timóteo transmita isso que apreendeu para que outros aprendam e venham, também, ensinarem a outros - “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros”(2Tm 2:2). Aqui mostra que Timóteo deveria manter o processo de ensino em andamento.
O apóstolo requer que os lideres tenham um programa para o desenvolvimento de novos líderes que possam dar continuidade ao ministério. A partir de Paulo, tem havido uma ligação de discípulo a discípulo, de geração a geração. Precisamos manter esta ligação intacta. Paulo estava dizendo a Timóteo que transmitisse o que já tinha sido provado como verdadeiro e confirmado por “muitas testemunhas” confiáveis.
Se a igreja de hoje seguisse constantemente o conselho de Paulo, nunca deixaria de existir lideres habilitados e compromissados com a obra do Senhor, e, por conseguinte, haveria uma transmissão incrível do Evangelho, quando os crentes bem instruídos ensinassem a outros e os encarregassem, por sua vez, de ensinar outros. Os discípulos precisam estar capacitados a transmitir a sua fé; os novos crentes também precisam ser ensinados a fazer discípulos.
3. Influência. É dito que qualquer pessoa que consegue influenciar alguém a realizar alguma coisa, consegue liderar tal pessoa. Com isso, pode-se dizer que quem lidera influencia pessoas à sua volta. Sabe que está no comando e que este comando foi-lhe outorgado por Deus. A capacidade de envolver as pessoas em projetos, trabalhos e fazer com que elas cheguem ao fim desejado é uma forma adequada de influenciar. Agora, ele não deve de forma alguma incidir uma influência forçada. Isso deve ser natural. Ele é alguém que vê as necessidades das outras pessoas. Está sensível para com elas. Com isso, procura, na maneira do possível, ajudá-las a superar os seus obstáculos. Deve demonstrar um amor genuíno, como um amor de pai para filho. Afinal de contas, eles são o rebanho que Deus lhe confiou nas mãos e que um dia prestará contas disso.
O líder deve procurar influenciar o povo de Deus a buscar cumprir os intentos de Deus. é claro que o maior impacto, a maior influência que o líder de Deus pode exercer na vida de uma outra pessoa é a da transformação. Transformar a vida de outros é um grande prazer para o líder, sobretudo porque ele vê o seu suor sendo frutificado. Verifica a Pessoa de Cristo sendo formada na vida de um liderado seu. Com certeza, uma tarefa gratificante. As maiores mudanças que ocorrem na vida de uma pessoa são exercidas mediante aquele a quem ela tem maior contato.“Os grandes líderes influenciam-nos a ir a lugares que nunca iríamos por conta própria e a fazermos coisas de que nunca tínhamos pensado que fôssemos capazes”
II. AUXÍLIO NO CRESCIMENTO
Uma das formas de estar em contínuo crescimento é auxiliar outras pessoas a crescerem, mesmo que essas pessoas venham a assumir ministérios ou posições maiores do que a sua. André é pouco lembrado na Bíblia, mas foi ele quem convidou Pedro a ir ter com Jesus (João 1:41,42). De forma semelhante, foi Barnabé quem reconheceu que Paulo fora escolhido para uma grande obra e o apresentou aos apóstolos, testemunhando que o mesmo pregava ousadamente no nome de Jesus (At 9:27). Paulo aplica o mesmo ensino recebido, na sua relação com o jovem Timóteo, influindo no crescimento e amadurecimento de seu potencial (At 16:3). Igualmente, requereu de Timoteo que levasse avante esse princípio (2Tm 2:2)(orientação pedagógica – revista do professor).
1. Potencialidades. “Liderança é a capacidade de reconhecer as habilidades especiais e as limitações dos outros, associada à capacidade de introduzir cada um dentro do serviço que desempenhará melhor”(FINZEL, Hans. Dez Erros que um Líder Não Pode Cometer. São Paulo: Edições Vida Nova, 1999, p.90).
Tomar consciência da vocação e chamada de Deus na vida de outra pessoa é o primeiro passo para ajudá-la a desenvolver suas habilidades. Paulo reconheceu habilidades especiais em Timoteo. Por isso disse: “Por este motivo, te lembro que despertes o dom de Deus, que existe em ti pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1:6). Na época de sua consagração, Timóteo tinha recebido um dom especial do Espírito Santo para capacitá-lo a servir à Igreja (1Tm 4:14). Esse dom era muito provavelmente o dom do ministério, uma graça especial de Deus para realizar a obra cristã. 2Tm 2:7 apóia esta ideia.
Em lugar de pedir a Timóteo que reacendesse um fogo apagado, Paulo o estava incentivando a atiçar um fogo que já estava aceso, para mantê-lo ardendo. Timóteo não precisava de novas revelações ou novos dons; ele precisava apenas “atiçar” o dom da liderança que já tinha recebido. Quando Timóteo usasse este dom, o Espírito Santo estaria com ele e lhe daria poder. Deus nunca nos dá uma tarefa sem nos capacitar para realizá-la.
2. Comportamentos. O líder deve ajudar as pessoas a compreenderem exatamente o que se requer e se espera da parte delas, explicando as atitudes e comportamentos adequados, não somente com palavras, mas principalmente com atitudes e ações. Foi isso que Paulo aconselhou a Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem”(1Tm 4:16). Paulo aconselhou Timóteo a ter “cuidado” da sua vida privada e do seu ministério publico na igreja – a sã doutrina. A sua conduta nas duas áreas deveria estar acima de qualquer reprovação. Se ele permanecesse no que era correto, isto seria benéfico para ele e para todos os demais. O seu exemplo iria facilitar a salvação dos seus ouvintes. Esse princípio é atemporal, portanto, plenamente aplicável hoje.
3. Credibilidade. Líderes autoritários não desenvolvem credibilidade diante de outros crentes, nem confiança da parte deles ou da parte do Senhor, apenas debilitam sua própria posição. A humildade deve ser uma característica importante quando se estar na posição de liderança. Pois aquele que é humilde está livre do temível orgulho, bem como da arrogância. A humildade traz serenidade e equilíbrio ao líder. No entanto, a pessoa humilde sabe quais são suas qualidades, seus dons, seus talentos. Ser humilde faz com que nos coloquemos em lugar inferior ao que mereço. Cristo demonstrou isso ao lavar os pés dos discípulos (João 13:1-11).
“A humildade é importante para o líder porque as pessoas seguem mais entusiasticamente aquele cuja motivação não é servir-se a si mesmo. Se todos os outros fatores forem iguais, o líder humilde está mais perto de alcançar seus objetivos. Por quê? Porque seu objetivo é beneficiar a todo o grupo, e não o seu engrandecimento pessoal. A alegria do líder humilde provém de ver o grupo caminhar no sentido de atender às reais necessidades do grupo. a liderança que não possui essa qualidade, essa expressão de amor, inevitavelmente perde a credibilidade”( HAGGAI, John. Seja um Líder de Verdade: Liderança que permanece para um mundo em transformação. Venda Nova, MG.: Editora Betânia, 1990, p.98,99).
III. BARNABÉ, O EXEMPLO
Barnabé foi um dos personagens destacados da comunidade cristã primitiva. Era judeu, de uma família de sacerdotes, da tribo de Levi e natural de Chipre, uma ilha do mediterrâneo (At 9:36). Segundo o testemunho de Lucas, "era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé" (At 11:24). Certamente em decorrência disso foi enviado de Jerusalém a Antioquia para cuidar da igreja ali recém-formada (At 11:22). De Antioquia foi designado, juntamente com Paulo, para um empreendimento missionário entre os gentios - a primeira viagem missionária de Paulo (At 13:1-3).
Seu nome judeu era José. Para ressaltar uma característica peculiar, os apóstolos chamavam-no Barnabé (At 4:36), interpretado por Lucas como filho da exortação (ou consolação). Barnabé foi um tipo de consolador, um exortador, um paracleto (chamado para o lado de outro a fim de ajudá-lo). Vaie salientar que “parakletos” é um título que Jesus dá ao Espírito Santo no Evangelho de João.
O líder que cresce e faz crescer tem MARCAS. Barnabé, como filho da consolação, se coloca ao lado de outros com o fim de ajudá-los, apresentando as seguintes marcas: generosidade, discipulador e zelo pela sã doutrina.
1. Barnabé – a marca da generosidade. A marca da generosidade é uma das mais importantes dentre aquelas que foram responsáveis por tornar a comunidade cristã primitiva rigorosamente singular em sua época (At 4:34,35; 2:44,45). A exemplo disso, a narrativa de Lucas apresenta Barnabé como aquele individuo que se pôs ao lado do necessitado: “como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (At 4:37).
2. Barnabé – a marca do discipulador. Discipular nada mais é que ensinar a Palavra de Deus aos novos convertidos, àqueles que aceitaram a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador de suas vidas e fazer com que eles, que foram escolhidos por Deus, possam viver de tal maneira que deem o fruto do Espírito, ou seja, tenham um novo caráter, uma nova maneira de viver que leve as pessoas a glorificar ao nosso Pai que está nos céus, ou seja, vivam de tal maneira que suas ações os transformem em testemunhas de Jesus, em prova de que Jesus salva e, por isso, outras pessoas reconheçam o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ou seja, o Evangelho (Rm 1:16).
Barnabé foi um discipulador de estirpe admirável. Por isso e para isso foi enviado a Antioquia (At 11:19-24) e, também lá, foi reconhecido como tal (At 13:1). Ele é o tipo de líder que cresce e ajuda a crescer.
Apresentamos, a seguir, três altruístas características do seu ministério discipulador:
a) O interesse desmedido pelo discípulo. O interesse desmedido de Barnabé aparece primeiramente quando Paulo sofre rejeição da igreja de Jerusalém por parecer suspeito (At 9:26,27). O fato é que Paulo saiu de Jerusalém com a missão de perseguir os cristãos e, após algum tempo, retornou alegando ser cristão. Provavelmente essa alegação foi interpretada como uma nova estratégia de perseguição. No entanto Barnabé, numa atitude corajosa e arriscada, colocou-se ao lado de Paulo para, como advogado, justificá-lo perante os apóstolos - “E, quando Saulo chegou a Jerusalém, procurava ajuntar-se aos discípulos, mas todos o temiam, não crendo que fosse discípulo. Então Barnabé, tomando-o consigo, o trouxe aos apóstolos, e lhes contou como no caminho ele vira ao Senhor e lhe falara, e como em Damasco falara ousadamente no nome de Jesus. E andava com eles em Jerusalém, entrando e saindo” (Atos 9:26-28).
Depois disso, Paulo viajou para Tarso (At 9:30) e, ao surgir uma comunidade em Antioquia (At 11:19-21), Barnabé foi enviado para assisti-la (At 11:22). De Antioquia, Barnabé dirigiu-se a Tarso em busca de Paulo para juntos servirem ao Senhor na igreja gentílica de Antioquia (At 11:25,26).
O interesse de Barnabé por Paulo é claro, e mostra que enxergava valor onde todos negavam. É uma visão idêntica à de Jesus, que viu num brutal perseguidor de Sua Igreja um vaso de honra a Seu nome (At 9:15,16).
Quantas pessoas há em nosso meio cujo potencial é grande e inexplorado! É necessário que haja visionários cristãos do tipo de Barnabé, capazes de transformar quem está no anonimato em grandes vultos.
b) Humildade face à projeção do discípulo. O líder que cresce e ajuda a crescer não se inquieta ao ver o seu discípulo crescer mais do que ele. Barnabé chamou Paulo para ajudar a igreja em Antioquia da Síria, reconhecendo os dons do apóstolo. Ele estava tão dominado por uma consciência de Reino que a humildade se tornou um dos pontos mais salientes em seu ministério de discipulado. Naquela ocasião, Paulo já possuía uma década de experiência crista e ministerial.
Mas a força e a sabedoria de Paulo nunca o tornaram um rival de Barnabé. Pelo contrário. Por essas virtudes, Barnabé viu nele um companheiro necessário para o sucesso de seu ministério.
Quando os dois foram enviados pela igreja de Antioquia para uma viagem missionária (At 13:1), logo se notou a projeção de Paulo. Ele realizou milagre (At 13:8-12) e fez discurso (At 13:16-41). Segundo Lucas, Paulo foi crescendo, e seu mestre diminuindo. Não se vê vestígio de inquietude em Barnabé por causa da ascensão de Paulo. O conflito que os separou teve outra razão.
A atitude de Barnabé em relação ao discípulo é como a de João Batista em relação a Jesus: “convém que ele cresça, e que eu diminua” (João 3:30). Essa visão de Reino o situa além dos seus interesses pessoais e os do discípulo: “importa abençoar os homens e glorificar a Deus”. Nas palavras de Paulo: “nada fazer por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2:3).
Que tenhamos essa visão de Barnabé par que a igreja de Jesus seja o palco da bênção dos homens e da glória de Deus, e nunca palco de rivalidade e glória humanas!
c) Exerce misericórdia e paciência no momento de fraqueza do discípulo (At 15:36-41). O líder que cresce e ajuda a crescer estar sempre disposto a dar uma segunda chance a alguém na igreja que falhou.
Barnabé e Paulo haviam concluído a primeira viagem missionária. Quando planejavam a segunda viagem, surgiu um conflito entre os dois que resultou em separação. O falo é que Barnabé insistiu em levar João Marcos (At 15:37). Paulo resistiu fortemente a essa decisão, com a alegação de que João Marcos era desertor (At 15:38). Paulo relembrou o episódio ocorrido em Perge da Panfília quando João Marcos os abandonou durante a primeira viagem (At 13:13). Ambos mantiveram-se irredutíveis em suas opiniões, a ponto de se separarem. Barnabé e João Marcos foram para um lado, enquanto Paulo e Silas foram para outro (At 15:40-41).
Ao rejeitar a companhia de Marcos, Paulo lhe negou uma segunda chance. Assim, Paulo quebrou a parceria com seu companheiro, visto que, por sua característica peculiar de consolador, Barnabé não se negou a oferecer uma nova oportunidade a quem havia tropeçado. Como Jesus Cristo, Barnabé não esmagou o caniço quebrado e não apagou a mecha que fumegava (Mt 12:20).
Exercer misericórdia é um princípio indiscutivelmente válido, tal como Barnabé fez com Marcos. Pela misericórdia, Barnabé transformou um inútil (At 15:38) em alguém “muito útil ao ministério” (2Tm 4.11). Estaríamos dispostos a dar uma segunda chance a alguém na igreja que falhou?
3. Barnabé – a marca do Zelo pela sã doutrina (At 15). O líder que cresce e ajuda a crescer zela pelo bem-estar de suas ovelhas, por isso preocupa-se com a sã doutrina.
A maioria dos primeiros crentes na igreja primitiva era composta de judeus, mas depois muitos gentios foram convertidos, especialmente de Antioquia. Alguns homens vieram de Jerusalém a Antioquia ensinar que a circuncisão era essencial para a salvação (At 15:11), um ensino que Paulo e Barnabé contestavam. A igreja em Antioquia decidiu que a disputa tinha de ser resolvida em Jerusalém. Mandou uma delegação para lá, chefiada por Barnabé e Paulo, para se encontrar com os líderes de Jerusalém. Após muito debate, Pedro usou a palavra e explicou: “cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram“ (At 15:11). No Concílio em Jerusalém (c. 49 d.C.) Paulo e Barnabé defenderam a tese (At 15:12) de que a circuncisão não era necessária para a salvação. Após ouvi-los, Tiago deu o seu parecer (At 15:19,20). Paulo, Barnabé e os outros voltaram para Antioquia onde foi lida a carta do Concílio para a alegria de toda a igreja. Em Atos 15:15,26, vemos o alto conceito e estima que os lideres de Jerusalém dispensaram a Barnabé e Paulo chamando-os “os nossos amados Barnabé e Paulo”, homens que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Vemos nesse incidente o cuidado pelo bem-estar de suas ovelhas e a preocupação de Barnabé com a sã doutrina. Ele se mostrou um homem sábio e espiritual. Quantas vezes, hoje em dia, faltam sabedoria e coragem para resolver os problemas que surgem no meio da igreja.
Por tudo que foi exposto, podemos afirmar que Barnabé é da natureza de dispor a si para o crescimento do próximo com indizível interesse, profunda humildade e incansável perseverança. Enfim, ele usou sua vida para abençoar os homens e glorificar a Deus. Que Deus nos dê a graça de imitar a Barnabé.
CONCLUSÃO
“Se o líder não treinar novos líderes, inspirando-os e ajudando-os a desenvolver o seu potencial, não deixará nenhum legado à próxima geração. Se aquilo que realizou acabar com a sua saída, sua obra se perde. A liderança só vale a pena quando líderes crescem e ajudam outras pessoas a crescerem”.
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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal, CPAD.
Princípios para uma boa liderança - Pr. Cleverson de Abreu Faria.
Gente que Fez! (personagens do Novo Testamento) – Editora Cristã Evangélica.
Postado porLuciano de Paula Lourençoàs16:36
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Porque Jesus
deixou o lenço dobrado no túmulo? -
(LEIA
- MEDITE E COMPARTILHE)
texto
adaptado: Rev. Osni Ferreira Benedito
O
LENÇO tem uma tradição de ser utilizado principalmente em eventos e importantes
cerimoniais. Isto é, em variadas funções sociais, quer pela nobreza, classe
média ou baixa, pela burguesia, etc. Além de fazer parte de um traje, até
sofisticado, é usado como uma combinação no vestuário, também em acontecimentos
importantes e formais, como casamentos, funerais, entre outros.
Então,
pergun
Porque
Jesus dobrou o lenço? Porque Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua
ressurreição?
Em
João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não
foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. (LEIA O TEXTO).
Por
quê...
-
VAMOS PENSAR UM POUCO NOS MOMENTOS ANTES DO SEPULCRO:
Imagine
você observando os eventos que tomaram lugar na província romana da Judéia.
Cruzando o Vale de Cedron, Jesus e Seus discípulos chegam a um dos seus lugares
favoritos – o Jardim do Getsêmani. Jo 18:1-2.
Enquanto
seus discípulos esperam, Jesus se distância poucos metros para orar. Sua
petição ao Pai demonstra uma tensão emocional maior que palavras podem
descrever.
Creio
que o pensamento de fracassar na missão, sem dúvidas, digo que O levava a uma
agonia extrema. “E, posto em agonia, orava mais intensamente”.
Diz
a Bíblia que o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até
ao chão. Lc 22:44.
Jesus
mal acabara de orar quando Judas chega com uma multidão de aproximadamente 150
pessoas armadas de espadas e tochas. ‘Salve, Mestre.’ diz Judas beijando a
Jesus - Este era o sinal para os homens prenderem a Cristo.
Tudo
aconteceu tão rápido! Jesus foi preso e levado. Em medo e confusão, os
apóstolos abandonaram seu Mestre e fugiram.
Nas
primeiras horas da manhã, o Sinédrio falsamente acusa a Jesus de blasfêmia.
Interesses políticos permeiam a vergonhosa trama jurídica. Assim, depois de
abusos físicos e agressões verbais, Jesus é levado ao Gólgota, onde é
implacavelmente pregado a duas madeiras de tortura.
Lá
esta Ele. Podemos perceber a expressão de
angústia em Seu rosto. Jesus sofre uma morte
agonizante. Teria sido a maior tragédia da
história se a morte de Jesus realmente tivesse acabado com a Sua vida.
Felizmente,
isso não ocorreu. Os discípulos foram surpreendidos ao
descobrir que Jesus havia levantado da morte.
Aleluia.
E
neste momento, a única coisa que podemos notar é Maria Madalena, caminhando
através da escura madruga em direção ao sepulcro. Mas pasmem – a pedra estava removida!
Num
ímpeto mesclado de pavor e ansiedade, Madalena corre até Pedro e João e os
notifica sobre a ausência do Mestre na tumba. Sim, os dois correm em direção ao
túmulo. Correm em busca de respostas,correm
motivados pela emoção, correm em busca do seu Deus.
Ambos
correm! Mas não João. João avança como um velocista em busca da medalha
olímpica e chega primeiro ao local do sepultamento.
Era
demasiada informação para o pequeno coração de João. A angústia da separação na
sexta, agora era substituída pela incerteza da ressurreição.
Preste
atenção –
Observe que uma pergunta atormentava o coração:
Extasiado
pela ausência de Cristo, uma ambivalência sentimental é desencadeada pelas
vívidas lembranças das declarações de Jesus – teria meu melhor amigo ressuscitado ou O teriam levado?
E
enquanto sua mente fica detida nestas perguntas, seu coração logo enxerga os lençóis de linho que envolvia a Cristo.
E
ele simplesmente fica parado.
Contemplando
o local e maravilhado pela cena.
Ele
não precisa atravessar a abertura na rocha para verificar por meios concretos
sobre a realidade do que havia acontecido – sobre a verdade da ressurreição.
Não! Ele apenas sabia que Jesus havia ressuscitado! Mas como?
Mesmo
Pedro, que sempre apreciou obter soluções racionais e impulsivas, não começou a
vasculhar o local em busca de respostas táteis! Ele apenas entrou, e creu!
ATENÇÃO:
O que fez com que eles apenas entrassem
e cressem?
O
melhor amigo de Jesus, ao narrar estes acontecimentos em seu livro no capítulo
20:1-10. Coloca um pequeno verso que, compreendido sob a perspectiva das
tradições daquela época, nos mostra o porquê deles terem acreditado na
ressurreição (mesmo sem terem visto a Cristo); e ainda, nos ensina sobre as
intenções de Jesus para nós hoje.
Pensemos: - E o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus,
e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte. Jo 20:7.
A tradição – POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO?
Vamos refletir novamente...
A
Bíblia reserva um versículo inteiro, para nos dizer que o lenço, foi dobrado
cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
Bem
cedo, na manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra
da entrada havia sido removida.
Ela
correu ao encontro de Simão Pedro e outro discípulo... (aquele que Jesus tanto
amara): João e disse ela: - "Tiraram o corpo do Senhor e eu não sei
para onde o levaram."
Pedro
e o outro discípulo correram ao túmulo para ver ...
O
outro discípulo passou à frente de Pedro e lá chegou primeiro. Ele parou e
observou os lençóis, mas ele não entrou no túmulo.
Simão
Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto o
lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado, e colocado em outro lado.
Para
poder entender a significado do lenço dobrado, se faz necessário que entendamos
um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época.
O
lenço dobrado tem a ver com o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia essa
tradição.
Quando
o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo, ele buscava ter certeza em
fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria.
A
mesa era colocada ao gosto de seu Amo e, o Servo esperava fora da visão Dele,
até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não podia se atrever nunca, a
tocar na mesa antes que o Amo tivesse terminado a sua refeição.
Diz
a tradição que ao terminar a refeição, o Amo se levantava, limpava os dedos, a
boca, a sua barba, e embolava o lenço e o jogava sobre a mesa. Naquele tempo o
lenço embolado queria dizer: "Eu
terminei".
No
entanto, se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato,
o Servo jamais ousaria tocar na mesa porque, o lenço dobrado queria dizer:
- "Eu voltarei!".
A
Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado e
cuidadosamente colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
Jesus
disse que Ele está voltando! O recado nos foi dado claramente! Oro para que
você seja abençoado com a paz e a alegria em saber que Ele está voltando e isso
pode ser muito breve.
Esteja pronto, preparado! HOSANA - JESUS VEM!
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