segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Excelência da Palavra de Deus

Deixemos que a Bíblia fale por si:

Salmos 119.105 – Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.

O capítulo 119 do Livro de Salmos contém 176 versículos, todos mencionando a excelência da palavra de Deus.

Salmos 119.11 – Guardei a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti.

119.140 – A tua palavra puríssima, por isso o teu servo te ama.

Dt 32.2 – Goteje a minha palavra como a chuva, destile o meu dito como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.

Isaías 40.8 – Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de Deus permanece eternamente.

Isaías 55.11 – Assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.

Mt 4.4 – Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Mt 24.35 – O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

Jo 15.3 – Vós já estás limpos pela palavra que eu vos tenho falado.

Jo 17.17 – Santifica-os na palavra a tua palavra é a verdade.

2 Tm 2.15 - Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

2 Tm 3.16 – Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir [replicar/responder argumentando], para corrigir, para instruir [ensinar] em justiça [a virtude de dar a cada um aquilo que é seu]. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

2 Tm 4.1-2 – Conjuro-te diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes [insistir] a tempo e fora de tempo, redarguas [responder argumentando], repreendes [advertir ou censurar com veemência], exortes [animar/aconselhar], com toda a longanimidade [paciência, coragem intrepidez] e doutrina [ensinamento/catequese cristã]...

2 Tm 4.13 – Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos [pele de cabra ou ovelha em que a Palavra foi inicialmente escrita; livros].

Cl 3.16 – A palavra de Cristo habite em vós abundantemente...

Hb 4.12 – Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Tg 1.20 – Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.

Ap 22.19 - Se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro.

Dt 4.2 – Nada acrescentareis à palavra que vos mando...

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

Língua, poder de vida e morte?



O irmão Daniel Ferreira da Silva, de Catalão-GO, tem me perguntado, há algum tempo, e com insistência: “Se não há poder em nossas palavras, como explicar o versículo que diz: ‘A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto’ (Pv 18.21)?” Como a resposta à sua pergunta deve interessar a outros irmãos que possuam a mesma dúvida, resolvi escrever este artigo.


Em primeiro lugar, é impressionante como alguns “mestres da fé” conseguem reduzir tudo o que está escrito na Palavra de Deus a alguns versículos isolados! (Não me refiro aqui ao irmão Daniel, mas aos que induzem o povo de Deus a adotar certos posicionamentos a respeito da Bíblia.) Quer dizer, então, com base no versículo acima, que até o ímpio, se utilizar bem a sua língua, terá a vida e a morte em seu poder?


Ora, a Bíblia é análoga. E isso significa que devemos levar em conta os seus contextos geral, imediato, remoto, referencial, histórico-cultural e literário. Já pensou se um único versículo tivesse autoridade em si mesmo? Todos os cristãos fiéis que partiram para a eternidade estariam condenados! Por quê? Porque é isso que está escrito em 1 Coríntios 15.18: “E também os que dormiram em Cristo estão perdidos”. Mas, graças a Deus, o contexto revela que os mortos em Cristo estariam perdidos se Cristo não tivesse ressuscitado (vv.17-19). Mas Ele ressuscitou (v.20)!


O mesmo ocorre com Provérbios 18.21. Quem lê o capítulo todo, com atenção, percebe que não há nada aí que dê aval à falaciosa Confissão Positiva. É claro que não devemos ser negativistas, queixosos crônicos, murmuradores, melancólicos. Embora isso não seja determinante para o fracasso total de alguém — pois Deus é misericordioso e pode nos ajudar, mesmo quando passamos por momentos de fraqueza espiritual (cf. 1 Rs 19.1-8) —, devemos bendizer ao Senhor em todas as circunstâncias, haja o que houver (1 Ts 5.18; Jó 1.20-22).


Por que a Confissão Positiva é uma falácia? Primeiro, porque o termo “confissão”, nas páginas sagradas, nunca é empregado com o sentido de pronunciar “palavras mágicas” com poder de vida e de morte. Antes, na maioria das vezes, está atrelado às palavras que expressam arrependimento e desejo de se afastar do pecado (Pv 28.13; 1 Jo 1.9); ao reconhecimento de que Jesus é o Senhor (Rm 10.9); e à pregação do evangelho (Mt 10.32).


Muitos cristãos estão convencidos mesmo de que há poder de vida e de morte em suas palavras. Por isso, é comum, em pretensas marchas para Jesus, ouvirmos bordões como: “Esta cidade é do Senhor Jesus”. Contudo, se não houver compromisso com o verdadeiro evangelho, tais “confissões positivas” em nada mudarão a situação atual do nosso país. Infelizmente, os mesmos triunfalistas que induzem o povo a “profetizar” vitória sobre a nação estão envolvidos com inúmeros pecados, como a idolátrica avareza (Ef 5.5; 2 Pe 2.3).


Ainda que, em certo sentido, as nações, o planeta Terra e todo o Universo sejam do Senhor Jesus (Sl 24.1; Hb 11.3), o mundo está precisando ouvir as boas novas de salvação (Mc 16.15; Mt 28.19), e não “palavras mágicas”. O Brasil precisa ser conquistado pelo evangelho, e não politicamente. O Reino de Cristo é espiritual (Jo 18.36; Rm 14.17). Precisamos orar pela nossa nação e pregar o verdadeiro evangelho. Deus pode mudar a situação de países e governos por intercessão e influência do seu povo, e não mediante “confissões positivas” (1 Tm 2.1-3; 2 Cr 7.14,15). Mas os adeptos da Confissão Positiva têm preferido “profetizar” que bares e casas de show serão fechados, teatros apresentarão peças evangélicas...
Se “confissões positivas” funcionassem mesmo, o mundo seria uma maravilha. Mas voltemos ao texto de Provérbios 18.21. Nos versículos anteriores vemos que o autor sagrado não estava se referindo ao suposto e determinante poder de vida ou morte das palavras humanas: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio. Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará” (Pv 18.19,20).

Outro texto usado pelos “mestres” da Confissão Positiva para corroborar a passagem em análise é Tiago 3.10. Podemos examiná-los conjuntamente porque ambos alertam quanto à maledicência, incentivando-nos a usar a língua para bendizer a Deus (Tg 3.1-9). Veja: “Com ela [língua] bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (v.9).

Como no movimento da Confissão Positiva tudo gira em torno do limitado e frágil ser que se gaba de muitas coisas — o homem —, este é convencido de que pode resolver tudo mediante as suas palavras. Ele não deve chorar nem sofrer, pois, se souber usar o poder de vida e de morte que tem em seu pensamento e em sua língua, poderá dominar todas as coisas e tornar-se um deus andando na terra! Basta “determinar”, e será abençoado ou abençoará pessoas, famílias, nações e até times de futebol!


Juntamente com os textos isolados de Tiago 3.10 e Provérbios 18.21, os “mestres da fé” citam: a visão do vale de ossos secos, em que Ezequiel profetizou, e os ossos reviveram (Ez 37.1-10); e também o fato de o profeta Elias ter “determinado” que não choveria durante três anos e seis meses (1 Rs 17.1). Quanto a Ezequiel, ele profetizou conforme se lhe deu ordem e disse: “Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR” — o poder para vivificar os ossos não estava em sua palavra, e sim na viva e eficaz Palavra do Senhor (Ez 37.4-7; Hb 4.12).


No caso do profeta Elias, de fato não choveu durante três anos e seis meses segundo a sua palavra. Entretanto ele, que “era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse” (Tg 5.17). Ou seja, ele só fez o que fez diante do rei Acabe porque Deus atendeu, de antemão, o seu pedido. Quem aprende com o Bom Pastor — e não com telemissionários, telebispos e tele-apóstolos — sabe que o crente fiel deve pedir, em vez de “determinar” (Mt 7.7,8; Jo 14.13,14).


Diante do exposto, não se deve tomar o texto de Provérbios 18.21 como uma verdade geral, aplicável para toda e qualquer circunstância. O autor falou do poder de vida e de morte da língua em relação a bendizer e maldizer o próximo. Essa passagem não abona a descabida e falaciosa Confissão Positiva, que leva o frágil ser humano a pensar que toda e qualquer palavra que sai de sua boca é uma profecia.

Amém

Autor: Ciro Sanches Zibordi


05

O relacionamento entre Deus e a pessoa – raça humana, baseado no paradigma salvação e danação – ir para o céu ou para o inferno, pode ser interpretado pelo menos de duas maneiras. A maneira mais tradicional foi bem caricaturada pelo meu amigo Ricardo Gondim em sua “metáfora da festa”, que apresenta um Deus furioso dizendo à raça humana algo mais ou menos assim: “Vocês estragaram a minha festa, e eu vou estragar a festa de vocês. Sairei atrás de vocês com um chicote em punho, ferindo de morte todos os que se rebelaram contra mim e mostrarei quem tem a autoridade e o poder no mundo. Pouparei alguns poucos para dar ao universo um vislumbre da minha misericórdia, bondade e graça, e não terei piedade do restante da raça, que amargará no inferno, por toda a eternidade, a escolha errada que fez ao abandonar a minha festa”. Essa descrição tradicional, que chamo de “paradigma moral”, compreende o pecado como um ato de desobediência que desperta a ira de Deus.

Mas há outra maneira de perceber a relação entre Deus e a pessoa humana, que chamo “paradigma ontológico”. A metáfora do corpo pode ajudar. Imagine que Deus e a raça humana são uma unidade em que Cristo é o/a cabeça e a raça humana é o corpo. Imagine também que cada membro do corpo tem um cérebro, e que, portanto, a harmonia do corpo depende do alinhamento de todos os pequenos cérebros (dos membros) com o grande cérebro (do/da cabeça). Caso o cérebro do braço direito se rebele e comece a esbofetear o rosto, isso seria uma rebelião moral. Mas se o cérebro do braço direito reivindicasse ser amputado do corpo para viver de maneira autônoma, isso seria uma rebelião ontológica: uma pretensão de viver como ser auto suficiente, à parte do corpo, rompendo a unidade original do corpo e gerando, então, dois seres. O grande cérebro diria ao braço: “Você não conseguirá sobreviver, você não tem vida em si mesmo, sua vida depende de estar no corpo”. Mas o braço insistente se amputaria do corpo e, ao debater-se no chão com energia residual, imaginaria ainda estar vivo, mesmo separado do corpo. Até que morresse. Nessa metáfora (quase grotesca, desculpe), Deus não estaria ocupado em punir, destruir ou condenar o braço rebelde, mas faria todo o possível para reimplantar o braço no corpo.

A “metáfora da festa”, mais popular, é bem simbolizada no famoso sermão de Jonathan Edwards, no movimento puritano da Inglaterra do século XVI, entitulado: “Pecadores nas mãos de um Deus irado”. Alguém precisa oferecer outro sermão, que bem poderia receber como título: “Pecadores nas mãos de um Deus ferido de amor”. Nele estaria um Deus que sofre ao perceber suas criaturas se rebelando contra o amor, a verdade, a compaixão, a justiça e a solidariedade, por exemplo, e ferindo-se umas às outras. Deus seria apresentado, nas palavras de Jesus, como Aquele que “não apagará o pavio que fumega; não esmagará a cana trilhada”, isto é, “não pisaria no braço que se debate no chão. Os pecadores seriam expostos não ao Deus que tem nas mãos um chicote e espuma o ódio transbordando de sua boca, mas um Deus com lágrimas nos olhos, caminhando entre os homens com laços de amor, sussurrando nas praças: “Com amor eterno eu te amo e com misericórdia te chamo”.


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sábado, 3 de agosto de 2013

Andando como casal debaixo da mesma canga.

Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.

Quando falamos em cônjuge, nos reportamos a palavra jugo, que é canga, ou seja, ser cônjuge é estar debaixo da mesma canga com alguém. E para caminhar assim é preciso passar por um aprendizado ( “aprendei de mim”, disse Jesus). ambos devem ter a mesma direção, e empreender a mesma energia para caminhar lado a lado, produzindo juntos. No caso da canga, se os bois andarem em descompasso, logo o que faz mais força irá se cansar e não haverá sucesso no seu trabalho. E assim é também no casamento, é preciso um mesmo caminho, mesma direção, mesmo propósito, e ambos lutarem com as mesmas forças.
O casamento quando não é bem cuidado, está em constante processo de degeneração, assim como um barco na correnteza, que se não remarem rio acima, acabará sendo arrastado pelas águas bravias da cachoeira.
Veja o que o Senhor diz sobre isso em Jr 7:23 “ Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem”.
E aí, o leitor pergunta, mas quais são estes princípios, para que eu os adote para minha família. Ora, vamos escolher alguns para uma reflexão. Já no começo de uma nova família faz-se necessário que o homem e a mulher, deixem as pessoas que mais amam, o conforto e a segurança de um lar estabelecido, e comecem a construção de um novo lar. Este princípio pode parecer muito fácil, porém, muitos têm dificuldades deixar pai e mãe, e continuam ligados pelo cordão umbilical e, não raramente, a mãe ou sogra interfere e até provoca a separação do casal.
Depois de deixar, é preciso unir-se, ou seja, tornar-se uma só carne, caminhando na mesma direção e com a mesma intensidade de força sendo desprendidas pelos dois.
No casamento, é preciso se interessar pelos interesses do outro, participar de sua agenda, é preciso ter prazer em agradar.
O marido suprindo a esposa com afeto e ternura e recebendo dela o reconhecimento do seu valor enquanto protetor e provedor. Bom, e um bom sexo dentro de casa também conta, afinal ninguém é de ferro, e, além disso, tudo, desfrutar de uma companhia agradável que é a sua mulher. Nisso também o Senhor está, veja Jr 32:36 “ e eu lhes darei um só coração e um só caminho, para me temam todos os dias de suas vidas, para o seu bem e o bem de seus filhos”.
Entender quais são os propósitos de Deus para a família também é importante, porque servirá como uma guia mestra e levará ao sucesso. E os propósitos de Deus são no sentido de que o casal deva refletir aquilo que Deus é, no seu proceder e nas suas decisões, de forma a impactar positivamente o mundo a sua volta. É só olharmos para o relacionamento de Jesus com sua noiva e entenderemos o que Ele espera de um casal.
O casal não deve pensar que eles estão juntos somente por uma escolha pessoal e para a sua alegria particular, não. É preciso entender o que o Senhor espera deles algo ainda maior. Ele espera que gerem filhos para Deus, e que esses filhos sejam poderosos na terra, conforme o Salmo 112:2 onde se lê : “ A sua descendência será poderosa na terra, a geração dos justos será abençoada”. Poderosos em que? Poderosos na pratica do bem e da justiça, poderosos em estatura moral, grandes em bondade e graça, ainda que no anonimato ou longe dos olhos das massas. Aqui não há promessa de que eles serão conhecidos do grande público, que estarão na mídia, de que serão ícones globais, não, mas apenas que eles serão importantes no lugar e para o lugar onde se encontram. Pense nisso, uma geração justa gera filhos poderosos, ou seja, pais retos, filhos valorosos.
O Criador planejou que as famílias deveriam dominar a terra (Gn1:26) com amor e justiça. Já pensou a vida na terra formada por pessoas que vivem os planos de Deus, que pensam nos mais fracos, que se comprometem com o outro sem dele fazer usura? Já pensou você vivendo entre pessoas mais tolerantes, mais pacientes, cuja bondade se vê nos atos e a compaixão se comprova quando as coisas não são como deveriam ser, que se preocupam com as crianças e com os velhos? Essa é a visão de Joel capítulo 2, jovens tendo visões para o futuro como pessoas maduras e velhos voltando a sonhar como meninos.
Um dia Jacó, em outras palavras , disse ao seu sogro Labão: “ Será que não está na hora de fazer alguma coisa pela minha própria família? (Gn 30:30 ). Será que não está na hora de nós cristão ampliarmos nossa visão para a família, levando-a a cumprir não somente os nossos propósitos de alegria e bem estar , mas com os propósitos de Deus e que a nossa casa seja um farol na escuridão, um oásis no deserto, um porto seguro para o perdido? Que nossas casas sejam nascedouros de pessoas do bem, filhos para Deus, que serão como frechas que acertam o alvo, que cumprem o seu papel planejado pelo Eterno e mais, que se reproduzam e encham a terra. Aqui seria o lugar onde o marido não vê na mulher apenas um fonte de prazer, mas uma filha de Deus em missão, uma companheira de caminho que necessita de cuidados. Lugar onde a esposa está comprometida não somente com seus pensamentos egoísticos de moda e beleza e tantas outras futilidades, mas que crê e caminha em direção de algo maior para si e para sua prole que o Reino Celestial.
Creio que seja este o desafio para os crentes de hoje, uma família bendita, que antes de pensar na sua satisfação material, saibam que tem um compromisso com o Criador, sendo o casal, o espelho daquilo que Cristo é para com sua noiva, e que a família viva num ninho de amor, um pedacinho do céu, um lugar seguro para o aperfeiçoamento dos filhos.
Busque viver este sonho de Deus. Dê passos concretos nesta direção, tome decisões acertadas, repense e refaça a sua família, com a ajuda de Deus.

Abc Pr Ismael

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


OS FRUTOS DE UMA SEMENTE

Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça (2 corintios 9.10)

Maio de 1995, um pastor, responsável por inúmeras conversões, mas que até então, devido à grande resistência da família em ouvir as boas novas do Evangelho de Cristo, pois havia todo tipo de envolvimento com ocultismo, espiritismo, esoterismo entre outras - sem saber as proporções que aquele ato teria – entregou como presente no dia das mães uma Bíblia para a sua irmã.

Como todo bom jornalista, ela começou a ler a Bíblia, o que para ela seria mais um livro; todavia a Palavra de Deus não volta vazia e, em menos de um ano, para HONRA E GLÓRIA DO SENHOR, aquela família se convertera ao cristianismo, através daquele presente entregue no segundo domingo de maio de1995.

Após a conversão, veio a necessidade da ida á um templo para LOUVAR AO SENHOR; porém, faltava algo, por maiores que fossem os esforços, estavam incompletos.

Em 21 de janeiro de 1997, um mês e três dias, após o batismo nas águas, inesperada e espontaneamente, foi iniciada uma célula no lar daquela família.

O SENHOR ESTARIA INICIANDO UMA GRANDE OBRA NAQUELE LUGAR.

Devido ao alto número de CONVERSÕES e a PROVIDÊNCIA DIVINA inexplicáveis, em menos de dois meses, foi inaugurado o templo da Igreja IMW, tendo por Pastor oficial JESUS CRISTO.

O desenrolar dos fatos, mostrava que a DIREÇÃO DIVINA era indiscutível, pois uma Igreja que contava com a presença de Pastores apenas nos horários de cultos; sem junta diaconal, sem presbitério, sem obreiros, desenvolvia-se de forma extraordinária.

Somente depois de 04 meses, houve a nomeação de um Pastor para cuidar daquele rebanho.

Após dois anos, do início desse trabalho, já totalmente estruturado, essa família novamente foi levantada para iniciar uma nova igreja em outro lugar, começando do zero novamente.

Essa família é a minha família, esse Pastor é o Pr. Cezar Trazzini, essa irmã sou eu; sou fruto de uma semente que aos olhos de muitos não germinaria. Hoje, dedico todo o meu tempo para o Senhor.

Por que estou falando isso?

Porque tenho visto pessoas apáticas, abatidas, desanimadas, achando que não precisa fazer nada, que o ato dela não vai fazer diferença na vida de ninguém. Eu sou uma testemunha viva que esse sentimento e/ou pensamento, vem do maligno e não de Deus.

Se você sente vontade de fazer alguma coisa que divulgue o Evangelho, mas acha que aquele ato é insignificante e, que não irá mudar nada, engano seu, pois, DEUS é soberano, tem controle de todas as coisas. Tenha certeza, mesmo que você não tenha conhecimento, o seu pequeno ato poderá frutificar e gerar uma grandiosa obra em qualquer lugar.

Portanto, cumpra o IDE, obedeça a vontade do SENHOR, por menor que seja: faça e aja. O amanhã não nos pertence e, se cada um fizer a sua parte, teremos uma cidade, um país e uma nação melhor para se viver.

Teremos problemas?

Com certeza sim, porém, o nosso galardão está reservado junto ao SENHOR. E, “...SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS”. Romanos 8.31.

Litrazini

Graça e Paz



domingo, 28 de julho de 2013

O VENTO NORTE E O VENTO SUL



TEXTO: CT. 4:16-  “LEVANTA-TE VENTO NORTE E VEM TU VENTO SUL...”

O LIVRO DE CANTARES  DE SALOMÃO NOS FALA DO AMOR DO NOIVO( O SENHOR JESUS) E A NOIVA ( IGREJA ). O SENHOR JESUS ANTES DE SUA PARTIDA PARA O PAI PROMETEU DEIXAR O CONSOLADOR ( ESPÍRITO SANTO).

DESDE A INSTITUIÇÃO DA IGREJA NO PENTECOSTES, A PALAVRA DE DEUS NOS MOSTRA QUE A IGREJA PASSARIA POR 7 PERÍODOS CONFORME AS 7 CARTAS DO APOCALIPSE ONDE MOSTRA A HISTÓRIA PROFÉTICA DA IGREJA DESDE DO SEU INÍCIO ATÉ O SEU ARREBATAMENTO. VEMOS AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO PRESENTE EM TODOS OS PERÍODOS DA VIDA DA IGREJA.

NA PALAVRA DE DEUS ENCONTRAMOS VÁRIAS SIMBOLOGIAS PARA O ESPÍRITO SANTO. NO TEXTO LIDO O VENTO SIMBOLOGIA O ESPÍRITO SANTO. É INTERESSANTE OBSERVARMOS O VENTO NORTE E O VENTO SUL, ONDE IDENTIFICAMOS CARACTERÍSTICAS DA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

Ø  LEVANTA-TE, VEM, ASSOPRA = 3 VERBOS QUE INDICA AÇÃO, OU SEJA, A IGREJA SÚPLICA PELA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

Ø  VENTO NORTE = ESTE  VINHA DAS MONTANHAS DO LÍBANO E TRAZIA O VENTO O VENTO FRIO.
            NO FALA  DO  REFRIGÉRIO ESPÍRITO SANTO , QUE TENDO SIDO PRESENTE EM TODOS OS MOMENTOS DA VIDA DO SERVO.

A IGREJA NO SEU INÍCIO PASSARAM PELAS GRANDES PERSEGUIÇÕES E LUTAS. MAS FORAM VITORIOSOS PORQUE NÃO FALTOU O REFRIGÉRIO DO E.S. DANDO A CONDIÇÃO DE SUPORTAREM E VENCEREM TODAS AS ADVERSIDADES. A ÊNFASE ERA O VENTO NORTE PARA A IGREJA NO SEUS PRIMEIROS DIAS DE EXISTÊNCIA.

CT.2:16; AP. 2: 2-3; AP.2:10;RM 8: 31-39
Ø  VENTO SUL – VINHA DO DESERTO DA JUDÉIA E TRAZIA O VENTO QUENTE.

O CALOR DO ESPÍRITO SANTO, TENDO SIDO UMA CONSTANTE NA VIDA DA IGREJA PARA QUE O NOSSO AMOR PELO O SENHOR JESUS NÃO VENHA A ESFRIAR. VIVEMOS OS INSTANTES FINAIS DA IGREJA DESTE MUNDO,ONDE MUITOS TEM PERMITIDO A ESFRIAR O SEU AMOR PELO O SENHOR JESUS E A SUA OBRA. ( MT. 24:12 )

PARA A IGREJA NOS SEUS ÚLTIMOS DIAS DESSE MUNDO A ÊNFASE É O VENTO SUL.

Ø  ASSOPRA NO MEU JARDIM – O AGIR DOESPÍRITO SANTO É NO CORPO ( IGREJA).

Ø  SE DERRAMEM OS SEUS AROMAS-  AS BÊNÇÃOS DO SENHOR;AS OPERAÇÕES DO E.S. ( LIBERTAÇÃO, CONSOLO, CURA, VITÓRIA ENTRE OUTRAS )

Ø SE DERRAMEM – ALGO QUE NÃO É LIMITADO,RESTRITO,MAS ABUNDANTE DA VIDA DO SEU POVO.

Ø  “ AH! VENHA O MEU AMADO PARA O SEU JARDIM”

O DESEJO DA IGREJA PELO O ARREBATAMENTO.É O MARANATA O SENHOR JESUS VEM! ( I CO.16:22; AP 22:20)
A IGREJA ALMEJA ESTAR JUNTO DO SENHOR JESUS PARA  TODO O SEMPRE.

Ø  “ COMA OS SEUS FRUTOS EXCELENTES”

  FRUTOS EXCELENTES= PORQUE SÃO PARA ETERNIDADE ( IS.53:11) QUAIS SÃO ESSES FRUTOS?

OBEDIÊNCIA, GRATIDÃO, SALVAÇÃO DE VIDAS, TESTEMUNHOS ENTRE OUTROS.

        POR QUE A IGREJA TEM GERADO ESSES FRUTOS?
PORQUE A CADA MOMENTO PERMITIMOS AÇÃO DO E.S. EM NOSSAS VIDAS.

    POR QUE A PALAVRA DIZ SEUS FRUTOS? PORQUE O SENHOR JESUS PAGOU UM ALTO PREÇO NA CRUZ DO CALVÁRIO POR AMOR AS NOSSAS VIDAS.

   O SOPRAR DO VENTO NORTE E VENTO SUL,( O E.S.)  EM NOSSO MEIO TEM REAVIVADO A CADA DIA , O DESEJO DA IGREJA PELA VOLTA DO SENHOR JESUS.

MARANATA = O SENHOR JESUS VEM!


AUTOR: DESCONHECIDO


quarta-feira, 10 de julho de 2013

As Duas Testemunhas do Apocalipse (com novos argumentos)
Quem são ou o que representam as Duas Testemunhas de Apocalipse 11? Muitos dizem que são Enoque e Elias, visto que são os dois únicos personagens do Antigo Testamento que não experimentaram a morte. Mas você deve observar que não há nada no texto que sugira Enoque. Enoque não era profeta e o autor de Hebreus (11:5) diz que ele foi transladado para não ver a morte como um prêmio por ter andado fielmente com Deus, ou seja, a razão que disto nada tem a ver com ter de retornar a terra como testemunha para ser morto futuramente. E os prodigios realizados pelas Duas Testemunhas apontam muito mais para Moisés e Elias que foram instrumentos de Deus para transformar água do rio em sangue e fazer o céu parar de chover. Mas, a respeito de Elias, devemos lembrar que Jesus afirmou que ele já veio na pessoa de João Batista, que foi brutalmente assassinado por Herodes: "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" (Mt 11:11-14). Se Jesus afirmou que o Elias que havia de vir já veio e morreu na pessoa de João Batista, então, não temos razão para esperar que volte outra vez.

Portanto, destas duas duplas, restaria apenas Moisés. Mas não há nada no Antigo Testamento, ou nos ensinos de Jesus e Seus Apóstolos sobre uma Segunda Vinda de Moisés. Pelo contrário, observamos que na Parábola do Rico e do Lázaro, o pedido da alma do rico pecador que sofre os tormentos do inferno e que solicita que Lázaro deixe o paraíso celestial para testemunhar a verdade sobre céu e inferno para seus parentes que ainda não morreram, é respondida da seguinte maneira pelo Pai Abrão, que ali representa a figura do Pai Celestial: "Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite" (Lc 16:28-31). Reparar que através desta parábola, Jesus não apenas diz que os que estão no céu não descerão a terra para testemunhar, como também diz que Moisés e os Profetas já estão testemunhando através das Escrituras Sagradas e daqueles que pregam a Palavra de Deus, fazendo jus ao legado de Moisés e Elias (v. 31).

Para que possamos ser capazes de entender o significado das Duas Testemunhas mencionadas no capítulo onze de Apocalipse, é indispensável que, primeiramente, levemos em consideração as peculiaridades de uma literatura apocalíptica como esta, o propósito do livro e o contexto dos destinatários a quem o livro foi direta e primariamente endereçado.

O Livro de Apocalipse está repleto de simbolismo e figuras de linguagem, de modo que a pergunta certa a se fazer diante do texto não é “O que é isto?”, mas, sim, “O que significa isto?” Conhecemos muito bem o poder de uma figura de linguagem. É comum que uma pessoa se esqueça de um sermão, mas a ilustração e a imagem permanecem! Jesus, visando ser pedagógico, de uma maneira nova, criativa, dinâmica, dramática e viva, nos apresenta um livro repleto de figuras, fazendo revelações a respeito de si mesmo, da realidade espiritual, do Reino de Deus e dos propósitos soberanos de Deus em relação à história humana. Tais revelações não são novidades para aqueles que conhecem o restante do Novo Testamento, pois são muito mais uma confirmação de tudo aquilo que Jesus ensinou em seu ministério terreno. Portanto, o Apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros da Bíblia. Textos mais obscuros devem ser interpretados à luz de textos mais claros.

Uma interpretação literal de Apocalipse bem fantasiosa, algo como uma estória de desenho animado com monstros, tipo dragão e uma besta de sete cabeças e dez chifres que surge do mar (Ap 13), e com heróis humanos com super-poderes como o fogo que sai da boca das Duas Testemunhas para matar instantaneamente os seus adversários. Definitivamente, não podemos fazer uma interpretação literal e infantil do Apocalipse.

Tampouco podemos interpretar os números que aparecem no Apocalipse de modo literal. Todos os que fazem isto incorrem em graves equívocos. Exemplo do Russell, fundador das Testemunhas de Jeová que ensinou que somente 144.000 pessoas iriam para o céu. Apocalipse 11 fala de Duas Testemunhas. É muito interessante observar o significado do número dois através de suas ocorrências na Bíblia.
Vejamos algumas das mais significativas:

  1. Deus criou dois seres humanos, macho e fêmea os criou. No Éden, Adão e Eva representavam toda a humanidade.
  2. O par perfeito: marido e mulher
  3. Duas árvores no Jardim do Éden
  4. Dois Querubins protegem a entrada do Jardim do Éden.
  5. Um casal de cada espécie na Arca, promovendo a preservação de toda espécie de animais.
  6. Duas eras: a presente e a que há de vir
  7. Dois é um número ligado ao Testemunho da Palavra de Deus, pois:
  8. Duas são as Tábuas da Lei
  9. Dois são os Testamentos, duas as Alianças e dois foram os Pactos.
  10. A Lei e os Profetas, estes dois são usados como referência às Escrituras Sagradas que testemunham de Cristo (Jo 1:45).
  11. Antigo e Novo Testamentos compondo a Palavra de Deus
  12. Duas ou três testemunhas (2Co 13:1),
  13. Duas vezes a palavra "verdade" para confirmar a autenticidade da Palavra de Jesus: "Em verdade, em verdade vos digo..."!
  14. Os dois gumes da Espada da Verdade que é a Palavra de Deus (Hb 4:12).
  15. Dois fundamentos sobre os quais foi edificada a Igreja: Profetas e Apóstolos (Ef 2)
  16. Dois grupos de 12 anciãos totalizando os 24 anciãos do Apocalipse, que representam a totalidade do povo de Deus
  17. Dois espias que deram testemunho corajoso e fiel: Josué e Caleb
  18. Para que um testemunho fosse válido, era necessário pelo menos duas testemunhas!
  19. “Melhor e serem dois do que um" (Ec 4.9-12).
  20. Duas eras: a presente e a que a de vir
  21. Dois é o número de Jesus, pois:
  22. Jesus é a segunda pessoa da Trindade
  23. Jesus é o Segundo Adão ou Segundo Homem (1Co 15.45-47)
  24. Jesus possui duas naturezas: a humana e a divina.
  25. Duas vindas de Cristo
  26. Dois estágios da missão de Jesus: morte e ressurreição; sofrimento e glória.
  27. Dois pombinhos para Deus como oferta pelo pecado: um é para ser oferecido como oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada (Lv 5.7).
  28. Dois Bodes Expiatórios representando o sacrifício de Cristo
  29. Jesus enviou seus discípulos de dois em dois como Suas Testemunhas (Lc 10.1). Jesus disse que seus discípulos receberiam o poder do Espírito para serem Suas testemunhas (mártires no original grego).
  30. Dois templos construídos para Deus e que foram destruídos e servem de figura de linguagem para o Corpo de Cristo que é a Sua Igreja que hoje é o Templo de Deus. Veja que a menção do templo em Apocalipse 11 é uma alusão a Zacarias 2, cujo significado profético aponta para a proteção de Deus para a Sua Igreja que é o seu verdadeiro templo hoje em dia!
  31. Deus habita onde dois ou mais estão reunidos em seu nome!
  32. Duas condições para a salvação: arrependimento e fé
  33. É necessário nascer da água e do Espírito
  34. Do corpo de Jesus foi jorrado água e sangue na cruz.
  35. As Duas Oliveiras do livro de Zacarias, que eram Josué e Zorobabel (Zc 4)
  36. As Duas Oliveiras de Apocalipse 11, que são as Duas Testemunhas e também os Dois Castiçais, que sabemos serem referências simbólicas da Igreja, pois o Apocalipse mesmo diz que os castiçais representam a Igreja no capítulo 1.
  37. Dois Castiçais do Apocalipse 11 - A Igreja de Cristo que recebeu a missão de iluminar o mundo
  38. Duas testemunhas no Egito diante de Faraó: Moisés e Aarão. Reparar que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 são descritas num contexto em que o Egito e as pragas são também mencionados.
  39. Dois anjos como testemunhas de Deus em Sodoma e Gomorra. Notar que o capítulo 11 de Apocalipse também faz menção a Sodoma e ao juízo de Deus contra os impenitentes.
  40. Duas são as mortes: a física e a espiritual
  41. Duas são as ressurreições: a espiritual (Novo Nascimento) e a corpórea por ocasião da Segunda Vinda de Cristo.
  42. Duas são as Bestas que se levantam contra Cristo e Sua Igreja. As Bestas matam as Duas Testemunhas no capítulo onze e como as Duas Testemunhas representam a Igreja, vemos a Besta perseguindo e matando os cristãos no capítulo 13, um sinal de que Apocalipse 11 e 13 são textos paralelos que falam da morte de todas as testemunhas de Cristo, que são descritas em Apocalipse 7.14 como uma grande multidão de cristãos de todos os povos que procedem do cruel período da Grande Tribulação onde foram mortos pela Besta. Paulo diz a nós cristãos no Livro de Romanos, capítulo 8, que nós somos entregues a morte todo o dia e fomos reputados como ovelhas para o matadouro, mas, em todas estas coisas somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou! As Duas Testemunhas também foram mortas, mas não foram derrotadas! Aleluia!
Assim como o número dois, o fogo que sai da boca das Duas Testemunhas do Apocalipse para matar seus adversários deve também ser encarado como uma figura de linguagem, a mesma aliás que Deus usou certa vez para falar para a Sua Testemunha que foi o profeta Jeremias:"Portanto assim diz o SENHOR Deus dos Exércitos: Porquanto disseste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo, e a este povo em lenha, eles serão consumidos (Jr 5:14). Tal palavra de Deus a Jeremias jamais se cumpriu literalmente. Assim também não é literal o fogo que sairá da boca das Duas Testemunhas. O Apóstolo Paulo diz que nós, como Igreja, somos o bom perfume de Cristo, exalando um perfume que para uns significará vida e para outros a condenação da morte. A Igreja, como testemunha de Cristo, recebeu o tremendo poder para ligar e para desligar coisas aqui na terra que são ligadas e desligadas também no céu.

Se tudo o que foi dito até aqui não foi suficiente para você perceber que as Duas Testemunhas do Apocalipse são reais representações dos cristãos que receberam o poder do Espírito para testemunharem de Cristo, peço então que observe a seguinte exposição bíblica que espero possa ajudar você a compreender melhor esta importante passagem das Escrituras (Ap 11.1-14).

Bem, algumas características registradas no versículo 6, como cerrar os céus para que não chova e o ato de transformar a água em sangue nos remetem a Elias e a Moisés. Sabemos que Moisés representa a Lei e que Elias representa a linhagem dos Profetas. Jesus costumava referir-se ao Antigo Testamento chamado-o de “A Lei e os Profetas” ( Mt 7:12; 22:40 e Lc 16:16), teríamos aí uma possível alusão ao testemunho das Escrituras Sagradas.

Além disto, Jesus também referiu-se as Escrituras Sagradas, também denominada “a Lei e os Profetas”, como suas Testemunhas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39).

É sugestivo também o fato da aparição de Moisés e Elias no episódio da transfiguração de Jesus (Mc 9.4). Sendo assim temos muitos indícios dentro da própria Bíblia e principalmente nas Palavras do próprio Jesus para concluir que as Duas Testemunhas de Apocalipse 11 sejam uma referência às Escrituras Sagradas do Antigo Testamento que testificam de Jesus e que se cumprem em Cristo. Não cometeríamos nenhuma heresia em incluir as Escrituras do Novo Testamento entre as Escrituras Sagradas, pois elas, de maneira ainda mais clara, testificam de Jesus. O Apóstolo Paulo disse que a Igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, dois grupos de testemunhas de Cristo, duas representações de lideranças espirituais do Novo e do Antigo Testamentos que são o alicerce da igreja (Ef 2:20; 3:5) e, que neste espírito, estariam em foco na visão apocalíptica das Duas Testemunhas bem como, um pouco mais adiante, na menção feita em Apocalipse 18:20.

Tendo compreendido que as Duas Testemunhas do Livro de Apocalipse são uma representação das Escrituras Sagradas, ou seja, a Lei e os Profetas, simbolizados ali por Moisés e Elias, devemos lembrar também que Jesus se dirigiu a toda a coletividade de seus discípulos incumbindo-os de serem suas testemunhas: "E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e ser-me-eis testemunhas!" (At. 1.8). Os cristãos são os pregadores da Palavra e os porta-vozes das Escrituras. Não apenas as Escrituras, mas também os discípulos testificam de Jesus Cristo! A Igreja é o Corpo vivo de Cristo aqui na terra, devendo testemunhar dele como a expressão corpórea de Seu Espírito Ressurrecto! A igreja recebeu o legado de Moisés, dos profetas e dos apóstolos. O canto de vitória da Igreja contra a Besta é denominado de o Cântico de Moisés, servo de Deus e do Cordeiro! Pois uma coisa tem a ver com a outra. Há continuidade e pleno cumprimento! Ou seja, o Exôdo e a Páscoa do Antigo Testamento se alinham perfeitamente a Páscoa Cristã, encontrando seu pleno significado em Cristo e Sua Igreja, a vitória de Moisés contra Faraó é uma bela ilustração da vitória de Cristo contra morte e da Igreja contra a Besta, de modo que o cântico de vitória é o mesmo! Deus tem um só povo! De ambos os povos, fez um! (Ef 2.14)

A Igreja tem como missão encarnar as Escrituras Sagradas e dar continuidade ao testemunho de Jesus na plenitude do Espírito Santo. Os discípulos de Cristo receberam a promessa do Pai que os capacita a serem testemunhas de Jesus (At 1.8).

O fato de serem duas as testemunhas é algo que tem a ver com a tradição da necessidade de haver pelo menos duas pessoas para que um testemunho fosse aceito como válido (Dt 19.15; Nm 35.30; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28; Is 8.2). Por esta razão, foi que Cristo enviou seus discípulos para darem testemunho dele de dois em dois (Mc 6.7; Lc 10.1)! Também foram duas as testemunhas da ressurreição no Caminho de Emaús (Lc 24.13).

As Duas Testemunhas são descritas como "as duas oliveiras" e "os dois candeeiros" (v. 4). Clara alusão a visão de Zacarias 4, que fala do candelabro de ouro e das duas oliveiras cujo significado é: "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" (4.6). As duas oliveiras eram "os dois ungidos" Zorobabel e Josué, líderes do povo de Deus que lançariam os fundamentos da casa de Deus e concluiriam a obra de construção pelo poder do Espírito de Deus contra toda a oposição do inimigo a semelhança das Duas Testemunhas do Apocalipse que pelo Espírito concluiriam seu ministério. O que nos faz lembrar das palavras proféticas de Jesus a Pedro como representante da Igreja: "sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16.18).

Sabedores que somos que o Livro de Apocalipse foi escrito para as Sete Igrejas que padeciam enorme tribulação sob a tirania de imperadores déspotas, nada mais natural do que ver a igreja em foco da primeira a última página do Apocalipse. A igreja é claramente descrita como candeeiro no início do livro de Apocalipse: "E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar- me, vi sete candeeiros de ouro" (1.12)... "Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas" (1.20). Jesus é descrito como a Videira Verdadeira e seus seguidores como os ramos desta árvore (Jo 15.). E, em Romanos 11, Paulo fala de duas oliveiras, a boa e a brava, dando a entender que os crentes gentios, como ramos, foram cortados da oliveira brava para serem enxertados na boa oliveira, compondo o povo de Deus, juntamente com os ramos naturais que representam o remanescente fiel do povo judeu (Rm 11.4-24). Temos aí, então, uma que a Oliveira é uma ilustração da Igreja de Cristo assim como também os são os candeeiros!

O ministério das Duas Testemunhas dura três anos e meio, o que coincide com tempo do ministério de Cristo aqui na Terra. Assim como Cristo, as Duas Testemunhas têm o seu tempo determinado para o cumprimento cabal de sua missão. Do modo como aconteceu com Cristo, as Duas Testemunhas serão perseguidas e mortas, mas também de modo semelhante, elas ressuscitarão e subirão aos céus (v.11; Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17; 1Co 15)!

O texto de Ap 11.7 diz: “Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar”, ou seja, estas Duas Testemunhas cumprem cabalmente a sua missão, concluindo o seu testemunho. Isto nos faz lembrar de que “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:18), e, no mesmo livro, lemos: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). E Jesus também profetizou sobre o cumprimento bem sucedido do testemunho do Evangelho do Reino a todas as nações ao dizer: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” (Mt 24:14). O fim somente virá após o cumprimento da Missão da Igreja. Apocalipse revela que a Igreja será fiel em seu testemunho de Cristo ao mundo inteiro, pois fala de uma multidão inumerável de salvos procedentes de todas as etnias da Terra (7.9)!

Assim como as Duas testemunhas são milagrosamente protegidas até o cumprimento cabal de seu testemunho, assim também vemos, por exemplo, o Apóstolo Paulo, que, por diversas vezes, no decorrer de seu ministério, foi miraculosamente livre da morte, até que ele cumprisse o seu ministério aqui na Terra. Observe que Paulo só é entregue à morte após o cumprimento de sua carreira de testemunha de Cristo! De modo que ele pode dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2 Tm 4:7).

Assim também é com a Igreja que, durante toda a sua história, sofreu muitas perseguições e não foram poucas as tentativas de destruir com as Escrituras e de se acabar com o Cristianismo, que tem sobrevivido a tudo e a todos e tem chegado aos nossos dias como a maior de todas as religiões da face da terra.

Perceba na descrição de Apocalipse 11, que as Duas Testemunhas estão em território hostil, mas mesmo assim elas conseguem sobreviver o tempo suficiente para cumprirem a sua missão. Pois elas possuem uma proteção especial. Elas não são um joguete nas mãos dos homens malignos. Somente após terem cumprido sua missão é que elas são entregues à morte. Isto nos remete não só ao testemunho da Igreja como um todo, como também ao testemunho individual de cada crente.

A semelhança das Duas Testemunhas, os santos da Igreja são descritos como sendo entregues à morte todo o dia, sendo reputados como ovelhas para o matadouro (Rm 8.36). Assim como é dito que a Besta surge do abismo para pelejar, vencer e matar as Duas Testemunhas (11.7), assim também vemos acontecer com os santos da Igreja: "Vi emergir do mar uma besta" (13.1)... "Foi lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse" (13.7). Impressionante a semelhança entre os capítulos 11 e 13 de Apocalipse. Isto se dá por tratarem-se de textos paralelos que retratam a mesma cena de ângulos diferentes e de modo criativo para fortalecer a visão. É sabido que o Livro de Apocalipse não está em ordem cronológica do começo ao fim, mas, sim, em blocos paralelos que retratam a história da Igreja do seu começo a consumação dos séculos. O triunfo da Besta é aparente e temporário. Dura pouco a sua festa! Breve Cristo vem para vencer! "então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória" (1Co 15.54).

Apesar de humildes, "vestidas de pano de saco" (v. 3), por serem desprezadas e perseguidas neste mundo, vemos que as Duas Testemunhas são mais do que vencedoras em Cristo Jesus (Ap 11.11-12 e Rm 8.37). Elas estão identificadas com Cristo não apenas no seu sofrimento e morte, mas também em sua ressurreição e glória (Rm 8.17)! A igreja primitiva que sofreu tamanha oposição e perseguição, contemplando a morte dos apóstolos e de boa parte dos seus irmãos em Cristo, podia, portanto, entender muito bem este texto, como também se identificar com estas Duas Testemunhas, encontrando neste texto um encorajamento muito grande da parte de Deus, que Reina Sobre Todos e que tem o Mundo inteiro e a história de toda a humanidade em Suas Mãos. Não é à toa que os testemunhos históricos afirmam que o Imperador Nero ficava perplexo com o fato dos cristãos morrerem na arena com um sorriso nos lábios. A última palavra não pertence a Besta. A morte não é o fim!

Assim como Moisés venceu a Faraó e como Elias venceu a Acabe e Jezabel, assim também as Duas Testemunhas vencerão a Besta, pois as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Igreja de Cristo (Mt 16.18)! "Pois, se Deus é por nós, quem será contra nós" (Rm 8.31)! As Duas Testemunha possuem o poder do Espírito (At 1.8). Eles tem o poder da oração (Tg 5.17)! As Duas Testemunhas, como a Igreja, possuem as chaves dos céus! O que ligam na terra é também ligado no céu (Mt 16.19)! Não sejamos infantis ao ponto de interpretar literalmente o texto que diz que "sai fogo da sua boca para devorar os inimigos". Isto não é desenho animado ou jogo de vídeo-game. Isto é uma clara ilustração do poder de fogo da mensagem do Evangelho! A Palavra de Deus é como uma espada afiada de dois gumes! Como o Apóstolo Paulo bem descreveu o poder do testemunho da Igreja, dizendo: "porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para uns, na verdade, cheiro de morte para morte; mas para outros cheiro de vida para vida" (2Co 2.14-15).

Quantas vezes lemos textos como este e ficamos esperançosos com a possibilidade da vinda literal de Moisés e Elias, ou de Enoque e Elias, enquanto deveríamos estar atentando para o fato de que nós, porta vozes das Escrituras Sagradas, devemos hoje cumprir a missão das testemunhas de Cristo? Moisés, Elias, Enoque e os apóstolos de Jesus já fizeram a sua parte e cumpriram a sua missão, já deram o seu testemunho e completaram as suas carreiras. Agora, cabe a cada um de nós, darmos seqüência a esta missão, assumindo o nosso papel de testemunhas de Jesus Cristo, de sal da terra e luz do mundo! Disse Jesus: "e ser-me-eis testemunhas" (At 1.8), então, "chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois" (Mc 6.7). Esta é a hora e a vez da Igreja!


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Um grande abraço,

Bispo José Ildo Swartele de Mello