quarta-feira, 10 de maio de 2017

QUAL O SEU CHAMADO?

"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho de Cristo!" Este é o chamado de todo cristão! A partir do momento em que você confessa Cristo como Senhor e Salvador você pode e deve cumprir o “Ide”. Mas como?

Muitos cristãos acham que para fazer “missões” precisam deixar tudo e todos e pregar o evangelho em outra nação, num mundo muito distante da sua realidade atual, mas não é isso! é possível ser missionário na sua casa, na rua, no seu trabalho e inclusive nas redes sociais. Você só precisa saber de Deus qual é o seu chamado!

Uma coisa é fato: A seara é grande e poucos são os ceifeiros, e isso porque muitos querem fazer as mesmas coisas (geralmente as obras em que possam se “destacar”). Aí sobra de um lado e falta de outro, mas para cada um, Deus tem um chamado diferente, tanto na Igreja como fora dela. "Uns são chamados para pastores outros para mestres, etc".

Seu chamado pode ser ficar em casa cuidando bem dos seus filhos para que um dia eles possam se tornar pastores e missionários pelo mundo. Ou talvez seja, por meio do exercício da sua própria profissão e influência que exerce na sociedade em que vive.

Existem muito mais empresas no mundo do que igrejas! então hoje a seara é realmente muito grande e poucos são os ceifeiros que estão dispostos a servir. O mundo precisa ver a diferença de quem serve e quem não serve ao Senhor!

Para isso temos que “Fazer a diferença”! Se você é chefe seja um bom líder! Se é subordinado seja obediente, pois toda autoridade é constituída por Deus! E Ele te abençoa pela sua obediência.

Você pode impactar muitas vidas com a sua arte, música, com a moda e até sendo um influenciador digital para disseminar a cultura do reino dos céus e o estilo de vida e valores cristãos para jovens.

Mas antes de tudo, você precisa buscar de Deus a resposta sobre o seu chamado. E se você já sabe qual o seu chamado, o que tem feito com relação a ele? Você tem cumprido o seu chamado ou fugido como Jonas?

Acredito em uma triologia composta pelos dois primeiros mandamentos e o ide de Cristo:
- Amar a Deus sob todas as coisas! Mais do que a sua família e profissão
- Amar ao próximo como a ti mesmo
- Ide e pregai o evangelho para toda criatura!

Muitas pessoas, situações e principalmente decisões, podem atrasar o seu chamado, então desde a escolha da sua profissão, emprego, até a escolha da pessoa com quem você vai se casar, tudo deve ter a direção de Deus! Porém, nem mesmo seus pais, marido ou esposa, podem te ajudar com relação ao seu chamado. É algo individual assim como a nossa salvação. Não é possível terceirizar o seu chamado!

Os planos de Deus são muito maiores do que os nossos e não se pautam pelas condições da economia, política ou mercado. Se Deus quiser te abençoar com o seu chamado / profissão, Ele fará isso mesmo em tempos de crise!

Fernanda Thomaz

Por Litrazini

Graça e Paz

Rute, Uma Mulher Digna de Confiança


Rute, Uma Mulher Digna de Confiança

 

Texto Áureo - “[...] porque, aonde quer que tu fares, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus." (Rt 1.16)

 

Verdade Prática = Deus usou Rute, quebrando todos os paradigmas raciais, para torná-la parte da linhagem do Messias.

 

INTRODUÇÃO

 

O livro de Rute é considerado umas das mais belas peças literárias do Antigo Testamento. Nele, está registrada a genealogia do rei Davi, que se tornou, por desígnio de Deus, o ancestral mais importante da genealogia de Jesus Cristo, o Messias e Salvador do Mundo.

 

A história de Rute desenrola-se “nos dias em que os juízes julgavam” (Rt 1.1). Por permissão de Deus, houve uma grande fome em Israel, provavelmente por castigo pela desobediência do povo. Uma família de Belém de Judá, cujo líder era Elimeleque, teve de deixar sua terra para ir em busca de sobrevivência na região de Moabe.

 

Acompanhado de Noemi, sua esposa, e de seus dois filhos, Malom e Quiliom, Elimeleque estabeleceu-se “nos campos de Moabe” (Rt 1.1). Ali, morreu o pai daquela família e, mais tarde, os seus dois filhos casaram-se com mulheres daquela terra — Malom casou-se com Rute, e Quiliom casou-se com Orfa’. Ambos também morreram, completando o ciclo da morte na família. E Noemi e suas duas noras ficaram viúvas e desamparadas. No tempo estabelecido por Deus, Noemi volta para Belém — após a bênção de Deus ter vindo sobre aquela terra — acompanhada apenas de sua nora Rute, visto que a outra moça preferiu retornar à casa de seus pais.

 

I- RUTE: UM RESUMO DE SUA ORIGEM

 

1. Uma Estrangeira

 

Neste estudo, refletiremos sobre o caráter de uma mulher que se destacou de forma marcante e muito significativa na história de Israel. Não foi por acaso que sua história mereceu ser organizada num livro, que foi aceito como parte integrante do cânon do Antigo Testamento. Sua identidade mostra-nos que ela era moabita, oriunda da terra de Moabe. Essa condição, por motivos históricos e raciais, não lhe favorecia em termos de relacionamento com o povo de Israel.

 

O nome Moabe aparece em Gn 19.30-38, como o filho de Ló, numa relação incestuosa com sua filha mais velha, que se tornou “pai dos moabitas”. Assim como Israel, Moabe era um povo semita, e Rute pertencia a esse povo.

Certamente, sua genealogia era vista de forma negativa pelos israelitas, mas um episódio que tornou os moabitas adversários de Israel ocorreu quando o povo hebreu deslocava-se em direção a Canaã. Por razões geográficas, o povo de Israel precisava passar pelo território do deserto de Moabe sob a liderança de Moisés. Os moabitas, porém, não permitiram, mas o Senhor Deus disse a Moisés para não molestar a Moabe nem contender com eles em peleja (Dt 2.9).

 

Por esse motivo bastante negativo, foi escrito um preceito legal, pelo qual, nem moabitas nem amonitas poderiam fazer parte da “congregação do SENHOR” ou do povo de Israel, “nem ainda a sua décima geração”.

 

A animosidade entre os dois povos foi agravada por outro episódio bíblico. Os moabitas alugaram o profeta Balaão para amaldiçoar Israel, mas eles não conseguiram esse intento maligno porque Deus transformou a maldição em bênção (Dt 23.4-6; Ne 13.2). Essa é a origem étnica de Rute.

 

2. Como Rute Vinculou-se a uma Família Israelita

 

Como já foi dito, Deus não escreve certo por linhas tortas, como diz um ditado popular. Ele escreve perfeita e divinamente certo por suas próprias linhas. Em sua soberania, Ele cria ou muda circunstâncias. De modo singular, fora da lógica histórica, geográfica ou cultural, Rute entrou na história do povo de Israel, não por coincidência, como se poderia supor, mas, sim, por providência de Deus, e Ele usou fatos estranhos para que isso fosse possível. O Senhor age como quer. As vezes, Ele age aparentemente contrariando seus próprios critérios, mas só de modo aparente. Diz o salmista: “Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz” (Sl 115.3).

 

Uma família judaica teve que sair de Belém para escapar da seca que assolava a região. Eram eles: Elimeleque, o líder; Noemi2’, sua esposa; e Malom e Quiliom, os dois filhos do casal. Eles emigraram para a terra de Moabe, pois lá a estiagem não tinha chegado e havia alimento. Ali, viveram durante quase dez anos (1.4). Não padeceram fome, mas sofreram as agruras de uma vida atribulada. Maus dias alcançaram aquela família. Lá, o patriarca Elimeleque faleceu. Os dois filhos adaptaram-se àquele lugar e sua gente. Uma seca e três óbitos mudaram as histórias dessas pessoas.

 

3. Em Direção à Terra de Judá

 

A mão de Deus move-se de um lado para outro conforme a sua santa e soberana vontade. O Senhor permitiu uma grande seca em Belém e levou a família de Noemi para os “campos de Moabe”, onde havia alimento (Rt 1.1). Dez anos depois, Ele concedeu a bênção da fartura de pão em Israel (Rt 1.6). E a viúva de Elimeleque convidou suas duas noras, também viúvas, para irem a Belém’, onde havia alimento. A princípio, as duas noras começaram a jornada em direção a Belém de Judá.

 

Mas Noemi, sem dúvida, pensando no futuro e no bem-estar delas, deteve-se e sugeriu às duas que retornassem à casa de suas respectivas mães, desejando de coração que o Senhor usasse de benevolência com elas, assim como usaram com Noemi e com os falecidos esposos (Rt 1.8). E ela deu essa sugestão com muita sinceridade e desprendimento, acrescentando: “O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz, e choraram” (Rt 1.9). Nessa atitude, vemos um traço valioso do caráter de Noemi: ela preferiria viver a solidão em sua terra do que ver suas noras sofrerem ao seu lado. Ela imaginava que, em Israel, elas talvez não seriam bem aceitas, tornando-se quase impossível conseguir outro casamento.

 

Era a visão humana, lógica, amorosa e sincera. Mas os planos de Deus eram outros em relação a Rute. Os planos de Deus estão muito acima e além do que podemos imaginar (cf. Is 55.8). A Bíblia diz que nós, cristãos, não devemos buscar só o nosso proveito, mas também o de outros (1Co 10.24,33). E nosso dever cultivar o altruísmo em lugar do egoísmo. Noemi semeou amor, plantou altruísmo. E, mais tarde, colheu os resultados (GI 6.7).

 

II - O CUIDADO DE NOEMI E O CARÁTER DE RUTE

 

1. O Caráter Amoroso de Rute

 

1) Um caráter amoroso e confiante. Em sua decisão de prosseguir na companhia de sua sogra no seu retorno a Belém, Rute demonstrou que tinha verdadeiro amor por Noemi, além de plena confiança em sua pessoa. No tempo em que viveu com Malom, o falecido esposo, Rute viu em Noemi um exemplo de vida, não apenas como sogra, mãe e esposa, mas também como serva de Deus. Enquanto sua cunhada beijou a sogra e retornou à sua família, Rute beijou-a, chorou, mas em seu coração confiante e grato, tomou a resolução de ficar ao lado da sogra: “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu [...]“ (Rt 1.16a).

 

Essa foi uma declaração notável de amizade que se fundava no amor, na confiança e no respeito. De um lado, vemos uma sogra, mulher de Deus que, em meio à amargura e o sofrimento, tinha zelo e cuidado por sua nora, viúva como ela. De outro lado, vemos o cuidado, o zelo e o amor de Rute por Noemi, pensando em sua situação de mulher viúva, desamparada, que voltava para sua terra sozinha. Como uma verdadeira serva de Deus, Rute demonstrou ter um caráter agradecido e generoso. Ela tomou a decisão consciente dos possíveis dissabores que poderia enfrentar ao lado de Noemi. Ela estaria a seu lado, em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

 

2) Um caráter fortalecido na fé em Deus. Por sua origem, Rute era de uma família que adorava outros deuses quando se casou com Malom. Porém, ao conviver com Noemi, recebeu dela a mensagem do Deus de Israel. Com toda a certeza, ela foi convertida à Lei do Senhor. Em sua declaração de amor a Noemi, ela disse com toda a convicção: “[...] o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16b). Essa decisão mostra a sua fé em Deus. Rute não tinha a menor ideia do que poderia acontecer com ela em sua caminhada em direção a Belém, nem o que ocorreria quando ela ali estivesse vivendo com a sogra. Se pensasse com base na lógica e nas circunstâncias, ela teria motivos para voltar atrás e seguir o exemplo da cunhada, mas Rute deu exemplo do que é ter fé, como diz a Bíblia: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). Rute ficou ao lado de Noemi, como vendo o invisível, sob a mão de Deus.

 

3) Um caráter decidido e firme. Suas atitudes demonstravam não ser apenas uma expressão de um impulso emocional muito comum em meio a situações críticas. Além de demonstrar que tinha fé em Deus e também confiança em Noemi, Rute expressou sua inabalável convicção de que valeria a pena enfrentar as circunstâncias quaisquer que fossem elas, mesmo tudo parecendo incerto e nebuloso. Por isso, ela completou diante da sua sogra, amiga e irmã de fé sua decisão consciente:

 

“Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o SENHOR e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Vendo ela, pois, que de todo estava resolvida para ir com ela, deixou de lhe falar nisso”  (Rt 1.17,18).

 

Rute não era apenas nora e amiga, mas também companheira de Noemi, na jornada da vida que Deus reservara às duas. Uma lição de grande valor para os dias atuais, quando muitos que se dizem cristãos desistem de seguir a Cristo por causa dos desafios, das lutas e das provações, desprezando amizades, companheirismo e amor por causa da visão humana, imediatista e desprovida da verdadeira fé em Deus. Vivemos numa época tão perigosa em que até casamentos são desfeitos em pouco tempo por motivos muitas vezes banais e incoerentes. O exemplo de Rute e Noemi deveriam ser considerados por todos os cristãos.

 

III - COMO RUTE ENTROU NA GENEALOGA DE JESUS

 

1. Rute Chega a Belém

 

Saindo das terras de Moabe, Rute chegou a Belém em companhia de Noemi. Ali, ela pôde ver como as pessoas receberam a sogra com admiração e espanto, por ver que ela voltara em condição bem diferente da que safra: viúva, sem filhos e em companhia de uma estrangeira. Diz o texto: “Assim, pois, foram-se ambas, até que chegaram a Belém; e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi?” (Rt 1.19). Foi tão duro para Noemi ouvir as indagações de seus patrícios que ela respondeu de forma triste e amargurada:

 

“Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-poderoso. Cheia parti, porém vazia O SENHOR me fez tornar; por que, pois, me chamareis Noemi? Pois O SENHOR testifica contra mim, e o Todo-poderoso me tem afligido tanto” (vv 20,21). O nome Noemi significa “agradável”, enquanto Mara significa “amargurada”. Tal era o sentimento que enchia o coração de Noemi.

Elas chegaram em Belém “no princípio da sega das cevadas” (v. 22). Deus permitiu uma estiagem para motivar Elimeleque e Noemi a deixarem sua terra e migrarem para os campos de Moabe. O Senhor também usou a tristeza da morte de Elimeleque e seus dois filhos como motivação negativa para Noemi voltar a sua terra; e também a benção da fartura em Belém como motivação positiva para que ela fosse para a terra de Israel em busca de dias melhores.

 

2. Rute Chama a Atenção de Boaz

 

Rute era uma mulher trabalhadora. Ela não comia “o pão da preguiça” (Pv 3 1.27). Ao chegar a Belém, após se acomodarem, Rute não esperou Noemi sugerir algum trabalho para a sua manutenção. Ela mesma tomou a iniciativa: “E Rute, a moabita disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espiga atrás daquele em cujos olhos eu achar graça. E ela lhe disse: Vai minha filha” (Rt 2.2). Em Israel, era comum as mulheres, especialmente as mais jovens, trabalharem na colheita, como indica o texto (v. 8). Era um tempo de festa; tempo em que as plantações produziam conforme o esperado, um sinal da benção de Deus (Is 9.3).

 

1) A providência de Deus. Em vários campos, nas propriedades agrícolas, havia muitas pessoas trabalhando na colheita da cevada. Mas, por providência de Deus, Rute dirigiu-se ao campo “certo”. Diz o relato do livro de Rute: “Foi, pois, e chegou, e apanhava espiga no campo após os segadores; e caiu-lhe em sorte uma parte do campo de Boaz, que era da geração de Elimeleque” (Rt 2.3). Isso mostra que, quando uma pessoa procura andar na vontade de Deus, Ele dirige seus passos até em detalhes mínimos. Pouco tempo depois, Boaz, o proprietário daquele campo, chegou, saudou a todos os trabalhadores e teve a atenção chamada para Rute, que estava colhendo espigas. Havia outras moças, mas sua atenção voltou-se para a moabita: “Depois, disse Boaz a seu moço que estava posto sobre os segadores: De quem é esta moça?” (Rt 2.5).

 

Se Rute chegou no campo “certo”, Boaz chegou na hora “certa” e perguntou quem era aquela moça, uma jovem senhora que, apesar do sofrimento da viuvez, era bela e agradável aos olhos. Certamente, a “beleza interior” sobressaía ante a aparência física, mas o que chamou a atenção de Boaz foi a beleza de Rute. Ao perguntar quem era ela, o supervisor do campo de Boaz respondeu: “Esta é a moça moabita que voltou com Noemi dos campos de Moabe. Disse-me ela: deixa-me colher espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores. Assim, ela veio e, desde pela manhã, está aqui até agora, a não ser um pouco que esteve sentada em casa” (1.7).

 

2) Fatos significativos no encontro de Boaz com Rute. Até o desfecho desta história de amor que estava sob a benção e a providência de Deus, diversos acontecimentos foram desenrolados numa sucessão de cenas dignas de uma produção literária, teatral ou até cinematográfica do melhor nível, como, de fato, já existe no mercado das artes baseadas na Bíblia. Boaz dirige-se a Rute, para a surpresa dela, e diz a ela que não vá a outro campo, mas que fique ali juntamente com as suas moças.

 

Rute, cheia de admiração, inclinou-se a terra e perguntou: “Por que achei graça em teus olhos, para que faças caso de mim, sendo eu uma estrangeira?” (Rt 2.10). Então, Boaz respondeu que ele soubera o quanto Rute fora generosa com Noemi, sua sogra, depois da morte do seu esposo; e de como ela deixara a casa de seu pai e a terra onde nascera e viera abrigar-se com um povo que não conhecia. E fez uma declaração profética: “O SENHOR galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do SENHOR, Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar”.

 

Diante de tão grande declaração, Rute respondeu: “Ache eu graça em teus olhos, senhor meu, pois me consolaste e falaste ao coração da tua serva, não sendo eu nem ainda como uma das tuas criadas” (v. 13). Se Boaz já estava admirado pela beleza de Rute diante de tal demonstração de humildade e gratidão, agora, sem dúvida, o homem passou a sentir mais simpatia e amor por ela.

 

3) Noemi orienta Rute acerca de Boaz. Aquela altura, Boaz já sentia por Rute a atração de um homem por uma mulher digna de ser amada por ele, sendo grandemente generoso a respeito dela. Ao voltar para casa, Rute contou a Noemi o que havia acontecido e disse o nome do homem que a tratou com total desvelo e atenção. Ao saber que era Boaz, Noemi bendisse a Deus e fez saber a Rute que Boaz era um “parente chegado” e um dos “remidores” da sua família. Era Deus mostrando que, apesar de todas as circunstâncias, Ele está no controle das situações e que seus propósitos insondáveis hão de ser estabelecidos. Noemi aconselhou Rute a não procurar outros campos: “Assim, ajuntou-se com as moças de Boaz, para colher, até que a sega das cevadas e dos trigos se acabou; e ficou com a sua sogra” (Rt 2.19-23).

 

Sendo uma mulher experiente, Noemi percebeu que os sentimentos de Boaz por Rute não eram apenas de alguém que admirava sua amizade e consideração pela sogra, mas, sim, de um homem que tinha intenções mais profundas. Então, ela agiu como uma sogra hábil, esperta e bem informada, e disse para Rute que Boaz estaria naquela mesma noite na eira, a fim de padejar a cevada. E ela deu instruções a Rute para se preparar para ir ao encontro do “remidor” de forma agradável e atraente, bem vestida e perfumada (cuidados que certas mulheres cristãs esquecem ao fado dos esposos).

 

E, ao perceber Boaz dormindo, Rute deveria deitar-sé aos seus pés e aguardar os acontecimentos. E assim ela fez. Ela percebeu as intenções da sogra. Quando Boaz já estava dominado pelo sono e dormindo, Rute chegou de mansinho e deitou-se aos seus pés.

Certamente, ela correu um grande risco de ser possuída pelo homem que tanto a admirava, mas Deus age em meio às atitudes sinceras de quem nEle confia, dando o livramento necessário. Ao despertar à meia-noite, Boaz percebeu a presença da moça aos seus pés e estremeceu, perguntando quem era ela, pois não havia luz no ambiente.

 

Rute declarou-se, pedindo que ele estendesse a aba de sua túnica sobre ela, pois ele era o remidor. Boaz, profundamente admirado pela atitude de Rute, disse que ele era “o remidor”, mas que havia outro que tinha prioridade na remissão da família; Boaz, então, promete procurá-lo. Se ele redimisse a família, assim seria feito. Se não redimisse, ela deveria aguardar, pois ele — Boaz — faria a remissão. Com profundo respeito, ele permaneceu ao lado dela, mas não tiveram relações sexuais. Ao retornar para Noemi, Rute contou como foi a experiência daquela noite, e Noemi entendeu que tudo estava ocorrendo como ela orientara, como se fosse uma hábil escritora de um romance. E disse: “Sossega, minha filha, até que saibas como irá o caso, porque aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio” (Rt 3.18).

 

Além de o amor de Deus estar presente na história de Rute, havia também o amor humano ardendo no coração de Boaz, que sonhava em casar-se com a linda jovem moabita. Deus permite que coisas humanas — às vezes, fora do padrão normal — aconteçam para mostrar que Ele faz como quer, quando quer e com quem quer.

 

3. Rute Casa com Boaz

 

Boaz procedeu de acordo com a lei, convidando o remidor mais credenciado para remir as terras da família de Noemi e, ao mesmo tempo, casar com Rute “para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade” (Rt 4.5). O homem aceitava redimir as terras, mas não teve interesse em redimir Rute e casar-se com ela. Tudo estava dentro do plano de Deus. Boaz, então, perante os anciãos da cidade, declarou que eles eram testemunhas de que tomara tudo quanto pertencera a Elimeleque e a seus filhos, da mão de Noemi. E, mais que isso, disse ele: “[...] também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar: disto sois hoje testemunhas” (Rt 4.11).

 

1) Um casamento singular. Foi um casamento interessante e completamente fora dos padrões dos israelitas. Ao que tudo indica, o primeiro remidor não quis casar-se com Rute porque ela era moabita, estrangeira, viúva, pobre e excluída da comunhão do seu povo. O amor, porém, supera tudo, quando as pessoas envolvidas estão no centro da vontade de Deus. Boaz amava Rute de todo o coração e propôs-se a suscitar o nome do falecido mesmo sem ser seu irmão carnal, como era preceito legal em Israel (Dt 25.5).

 

Como todo casamento que se preza e é valorizado pelas famílias e pela sociedade, o matrimônio de Boaz e Rute teve dez testemunhas especialmente convidadas para confirmar o ato legal perante o seu povo (Rt 4.2).

Além dos dez anciãos tomados como testemunhas, parte do povo fez-se presente à cerimônia, tendo sido atraídos pelo inusitado acontecimento, que foi divulgado “pelas redes sociais” da época, em que um hebreu estava casando-se com uma moabita.

 

Quando Deus aprova um casamento, os noivos ficam felizes, as famílias aprovam, e os amigos também se alegram com a união dos noivos. No matrimônio de Rute e Boaz, houve uma manifestação de júbilo pelos que se reuniram à porta da cidade. Diz o texto: “E todo o povo que estava na porta e os anciãos disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Léia, que ambas edificaram a casa de Israel; e há-te já valorosamente em Efrata e faze-te nome afamado em Belém. E seja a tua casa como a casa de Perez (que Tamar teve de Judá), da semente que o SENHOR te der desta moça” (vv. 11,12).

 

2) Rute e Boaz — Como Cristo veio para nossa salvação. A história de Rute e seu casamento com Boaz é prova inequívoca de que Deus trabalha com seus parâmetros divinos, que transcendem toda lógica e compreensão humana. A inclusão de uma estrangeira, moabita, na genealogia de Jesus Cristo demonstra que Deus não é Deus apenas de Israel, mas também é “Senhor do céu e da terra” (Mt 11.25; At 17.24). E Jesus Cristo é salvador “do seu povo” e também do mundo, da humanidade, como indica o seu nome, dado pelo anjo que anunciou isso a José, quando este pensava em fugir ante o tremendo impacto da gravidez de sua noiva: “E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo.

 

José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.20,21); isso é afirmado na mensagem do próprio Cristo em seu sermão a Nicodemos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (Jo 3.16,17).

 

Em seus planos divinos, Deus projetou a salvação para todos os homens, sem barreiras de quaisquer naturezas. Na bênção a Abraão, Ele disse que nele seriam “benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3b). Jesus mandou seus seguidores pregarem o evangelho “por todo o mundo” a “toda criatura” (Mc 16.15). Ele jamais predestinou alguns para a salvação eterna e outros para a condenação inexorável ao abismo eterno. Ele é justo, misericordioso, compassivo e não faz acepção de pessoas (Dt 10.17; At 10.34; Tg 2.9).

Boaz, na condição de “remidor” e “parente mais chegado”, é figura de Cristo, que “se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14). Ele tornou-se remidor não apenas de um povo, mas também veio para redimir toda a raça humana. Boaz pagou o preço das terras de Elimeleque e dos filhos falecidos para poder resgatar a família de Noemi. Cristo pagou o preço exigido pela santidade de Deus para resgate do homem.

O livro de Rute é muito mais que uma história de amor entre um homem e uma mulher estranha à sua família. O livro mostra também a linda história de amor entre Deus e o homem, que tudo fez para salvar o pecador.

 

CONCLUSÃO

 

A história de Rute, a jovem moabita, que se casou com um judeu e passou a fazer parte da ascendência de Jesus Cristo, o Salvador do mundo, demonstra, de forma clara, que Deus criou o homem, mesmo sabendo que ele iria cair na perspectiva de um plano de salvação para todas as pessoas, em todos os lugares, independentemente de sua nacionalidade, de sua cor ou condição social. Pela lógica humana, jamais uma mulher moabita faria parte da linhagem santa, da qual nasceu o Messias de Israel, o Salvador do mundo. O amor de Deus está além de toda a compreensão limitada do homem.

 

 

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS

 

Livro O Caráter do Cristão –ElinaldoRenovato de Lima –CPAD 1º. Edição 2017

 

Bençãos sem limites



Texto Base: Deuteronômio 28:1-14

Introdução: Como homens temos uma tendência nociva de transferir a culpa de nossas perdas, frustrações, a verdade é que mesmo caminhando no erro pensamos sempre estar certos. Quase nunca assumimos nossos erros ou mesmo paramos para pensar nessa possibilidade. Com isso infelizmente nos distanciamos cada vez mais das bênçãos que o Senhor tem reservado para nós.

Deus quer nos abençoar em todas as áreas de nossas vidas, na Palavra encontramos promessas de bênçãos em relação a família, descendentes, negócios, saúde, mas precisamos ter a coragem de olhar dentro nós mesmos e lutar para retirar tudo o que se levanta como impedimento.

O amor de Deus por nós é incondicional, mas suas bênçãos não. Em relação a benção sempre haverá um “se”.  E será que, se ouvires...
Não podemos perder a oportunidade, adiar mover de Deus, precisamos hoje nos livrar de tudo o que nos distancia da benção, precisamos olhar para dentro de nós mesmos e decidir abrir mão de pelo menos quatro empecilhos:

1) Ansiedade

O espírito de ansiedade é um dos principais inimigos da fé, ele traz dúvida, abate a alma e nos distancia de viver a promessa e tomar posse do que está liberado a nosso favor.

Em I Pedro 5:7 O Senhor nos convida a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque ele tem cuidado de nós.

Alimentar problema não resolve nada, as respostas que necessitamos estão em Deus.

Em Lucas 12:29 e 30 Jesus disse:
29  Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações.
30  Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas.

2) Acomodação

Precisamos ter um coração grato a Deus por tudo o que Ele nos proporciona, mas nunca conformado. Quem serve a Deus sempre terá a sua frente novos desafios.

Em Romanos 12 somos desafiados a romper com o conformismo, com a acomodação. Quando nos conformamos, com os padrões da terra na realidade estamos entregando nas mãos do inimigo nossas bênçãos.

Deus não é Deus de retrocesso, mas de avanço. Quando olhamos para tudo o que Deus já fez em nossas vidas nos alegramos, mas precisamos crescer, prosperar, multiplicar ainda mais, e para isto precisamos vencer tudo o que nos impede.


Conclusão: Deus está disposto a abençoar seu povo. No entanto Ele espera um agir de fé, uma movimentação em direção a benção.. Continua... 

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Como não ser apedrejado na vida.



Alguém quer evitar que seja caluniado, combatido e apedrejado? Existe uma forma: seja um fracassado, um desvalido, um derrotado e viva no anonimato. Alguém quer isso para a sua vida? Óbvio que não. Assim ninguém vai querer o seu lugar, ou tentar te destruir. Entretanto, se você for alguém que se destaca, alguém saudável, alguém que persevera, alguém que luta, alguém que prospera e que busca o bem e todos, você será apedrejado. A final só recebe pedradas árvores que dão bons frutos. Em Atos capítulo 7 versículos 59 e 60 vemos a história de Estêvão, um homem, cheio de fé e do Espírito Santo. Foi um homem que só fez o bem e mesmo assim foi vítima daqueles que não queriam sua vitória, pelo contrário o odiavam ao ponto de o terem assassinado a pedradas.

"Ouvindo isso, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, levantou os olhos para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé, à direita de Deus, e disse: “Vejo os céus abertos e o Filho do homem em pé, à direita de Deus”.
"...Lançaram-se todos juntos contra ele, Arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo...Enquanto apedrejavam Estêvão, este orava: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Então caiu de joelhos e bradou: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado”. E, tendo dito isso, adormeceu."

Pode aos nossos olhos parecer um desfecho terrível para alguém que só fazia o bem e se destacava como uma luz brilhando no meio da escuridão. Mas, Estêvão mostrou que é possível seguir o que Jesus ensinou sob qualquer circunstância. Nos seus últimos minutos de vida nesta terra, ele olhou para os seus assassinos, olhou para o céu e clamou a Deus que não fosse colocado sobre aquelas pessoas o grande pecado que estavam cometendo, porque Estêvão tinha seus olhos abertos para a vida eterna e podia conhecer que aqueles homens não sabiam o que estavam fazendo. Exatamente como Jesus fez na cruz, com seus malfeitores, rogando ao Pai perdão sobre eles, pois com seus olhos cobertos pelo pecado, não sabiam o que estavam fazendo.

Estêvão olhou para o céu e disse: “Senhor Jesus, nas tuas mãos entrego o meu espírito” exatamente como Jesus fez na cruz ao render o espírito a Deus. E como diz as escrituras, após Estêvão ter dito isto ele adormeceu.
Sabe quando as crianças dormem no sofá da sala e acordam no quarto? Sonolentas não perceberam quando foram levadas nos braços do pai ou da mãe para o quarto, lugar de repouso, aconchegante e seguro; feito para o descanso.

É exatamente isso o que aconteceu com Estêvão. Adormeceu e… nos braços de Jesus foi levado para um lugar seguro, de repouso e refrigério eterno.
Que eu e você possamos entregar o nosso espírito nas mãos de Jesus todos os dias, acreditando que Ele cumprirá sua promessa que disse:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
João 14.2,3

Gilberto Horácio

NÃO SOMOS MAIS ESCRAVOS, O REINADO DO PECADO ACABOU!

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”(Rm 6.12).
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Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. O pecado é um rei que governa a vida de todo aquele que ainda não nasceu de novo. O homem não regenerado é um servo desse tirano. O pecado é um rei cruel, que coloca seus súditos debaixo de suas botas sujas. O homem nasce escravo desse carrasco impiedoso. Vive debaixo de sua ditadura implacável. Nenhum escravo pode libertar a si mesmo dessa escravidão.

Deus, porém, por meio de Cristo, nos libertou do poder do pecado (Rm 6.1-5). Onde o pecado abundou, superabundou a graça. Por ser a graça maior do que o nosso pecado, entretanto, ela não é um incentivo ao pecado. Ao contrário, não podemos viver no pecado, nós os que para ele já morremos.

Estamos unidos com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição. Morremos com ele, fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele. Estamos nele. Essa união com Cristo, destronou o pecado em nossa vida. Esse rei tirano perdeu seu poder sobre nós. Agora, somos livres do pecado e não mais escravos dele. O apóstolo Paulo, usa três argumentos para nos levar à essa gloriosa conclusão:
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EM PRIMEIRO LUGAR, NÓS DEVEMOS SABER (Rm 6.6-10).
O que nós devemos saber? Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. Fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele para uma nova vida. Portanto, não precisamos mais servir o pecado como escravos. O pecado não é mais nosso patrão. Sua coroa foi tirada. Ele não é mais nosso rei.

Não precisamos mais nos ajoelhar a seus pés para obedecer suas ordens. Fomos libertos dessa escravidão. O pecado foi destronado de nossa vida. Outrora, sob a lei, o pecado nos dominava, mas agora, sob a graça, somos livres!

​EM SEGUNDO LUGAR, NÓS DEVEMOS CONSIDERAR(Rm 6.11).
Aquele que morreu com Cristo deve se considerar morto para o pecado. Deve andar com a certidão de óbito no bolso. Um morto não obedece o pecado, o seu antigo rei. Foi liberto do jugo. Assim, devemos nos considerar mortos para esse rei tirano. Seu governo cruel sobre nós acabou. Seu domínio opressor chegou ao fim. Não estamos mais com uma coleira no pescoço.

O pecado não manda mais em nós. Agora, devemos nos considerar vivos para Deus. Temos um novo rei. Somos servos da justiça. Fomos libertos da casa do valente, do império das trevas, da tirania do diabo, do reinado do pecado. Estamos sob as ordens de um novo Senhor, aquele que morreu por nós e ressuscitou para nos libertar da escravidão do pecado.

​EM TERCEIRO LUGAR, NÓS DEVEMOS OFERECER (Rm 6.12-14).
Quando sabemos que fomos crucificados, sepultados e ressuscitados com Cristo. Quando nos consideramos mortos para o pecado, então, podemos dizer ao pecado: Agora você não reina mais sobre nós. Agora não obedecemos mais às paixões carnais. Agora não oferecemos mais os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. Pelo contrário, agora oferecemos a nós mesmos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os nossos membros a Deus como instrumentos de justiça.

Não estamos mais debaixo da lei, mas vivemos no reinado da graça. O poder da nova vida não vem mais do nosso inútil esforço, mas sim, de Cristo. Morremos com ele, ressuscitamos com ele. Vivemos nele. Dele nos vem o poder para uma nova vida. Ele é o nosso libertador. Foi ele quem quebrou o poder do pecado em nossa vida. Foi ele quem arrancou a coroa do pecado e destronou-o da nossa vida. Ele é o nosso Rei e o seu reino é o reino da graça.

Agora, somos livres, verdadeiramente livres. Nele temos vida, e vida em abundância. Outrora, vivíamos debaixo de amarga escravidão, rendidos ao pecado. Agora, livremente oferecemo-nos a Deus. Outrora, caminhávamos com uma coleira no pescoço, para uma condenação eterna. Agora, cheios de contentamento e gozo, marchamos para o céu!

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz